Vereadores de Poá seguem ‘amordaçados’. Líder indica que ordem de calar a boca nas sessões vem do governo
As sessões na Câmara de Poá, com maior tempo disponível para serem realizadas às terças-feiras, poderiam ter novamente a utilização da tribuna permitida e a liberdade de expressão finalmente voltar a ser exercida pelos parlamentares/ Foto: Divulgação
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Na última semana, o governador João Doria (PSDB) anunciou a continuidade da fase de transição em todo o Estado e estendeu o toque de recolher para as 21 horas.

Com isso, as sessões na Câmara de Poá, com maior tempo disponível para serem realizadas às terças-feiras, poderiam ter novamente a utilização da tribuna permitida e a liberdade de expressão finalmente voltar a ser exercida pelos parlamentares.

Mas a realidade nessa última terça-feira, 12, foi inversa à parte “teórica”. Ao iniciar a sessão ordinária, o vereador Professor Rogério Mathias (PTB), foi o primeiro a se pronunciar sobre a utilização da tribuna e solicitou para que os outros parlamentares concordassem com o uso, haja vista que o tempo da sessão poderia ser até as 21 horas.

O vereador Saulo Dentista (DEM), também se manifestou contrário à dispensa e relatou que poderia ser utilizada a tribuna após a extensão do horário.

Não adiantou. O vereador Tio Deivão (PL) solicitou imediatamente para o presidente da sessão, Dr. Saul Souza (Avante), para que fosse colocada em votação a dispensa da tribuna devido à pandemia do novo coronavírus.

Foi colocado em votação e por oito votos a cinco ficou novamente aprovada, pela terceira vez, a dispensa da tribuna na Câmara de Poá.

Com a tribuna suspensa, a sessão não teve grandes fatos ou projetos aprovados. A pergunta que fica aos parlamentares é a seguinte: quando vai ser extinta a mordaça da tribuna?  Com a palavra o presidente do Legislativo, Diogo Pernoca.