Valverde destaca pré-candidatura, detona atuais deputados estaduais e lembra ações do governo Lula em Mogi
Valverde assinala que apesar de não ter sido eleito prefeito seu apoio no segundo turno foi decisivo para ajudar a eleger Caio Cunha/ Foto: Divulgação
Prefeitura de Guararema

O mogiano Rodrigo Valverde, que se destacou como um dos vereadores da oposição mais atuantes nos últimos anos, não esconde a intenção de ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) no próximo pleito.

“Tivemos um resultado muito bom apesar de não ter sido o suficiente para vencer as eleições para prefeito. Porque ficou um legado muito consistente para pleitear uma vaga a deputado estadual”, avalia Valverde que obteve no ano passado 33.509 votos para o Executivo mogiano.

Para o ex-vereador mogiano, que continua advogando na cidade, além de assessorar um deputado federal em relação às demandas do município, seu último mandato na Câmara de Mogi das Cruzes foi bastante propositivo e teve sucesso.

“Foi muito combativo e com muita presença em toda a cidade. Então quero fazer igual, fiscalizar cada centavo do orçamento do Estado, denunciar cada vírgula que tiver de suspeitas, estudar com muito empenho cada projeto e andar por todo o Estado conhecendo cada deficiência e propondo soluções. No entanto, a bandeira principal é garantir educação de qualidade no Ensino Médio e que os jovens de 14 a 18 anos tenham renda, curtam ao máximo a juventude com esportes, acesso a lazer, mas, principalmente, qualificando-se profissionalmente e planejando o futuro”, expôs Valverde.

Ele explica que essas causas foram propostas em nível municipal e que objetiva levar isso para todo o Estado.

Pedágio

Valverde também não poupou críticas aos deputados estaduais que representam a região.

“Infelizmente todos os deputados são da base do governador, desse grupo que está aí há quase 40 anos comandando São Paulo. É um absurdo os mogianos serem surpreendidos com um processo tão adiantado do pedágio. Se tivéssemos deputados atuantes, que colocassem a população acima dos interesses próprios e não se curvassem ao governador, era possível esse processo ter nascido morto e, agora, mesmo a gente não tendo mandato, tendo que atuar para tentar impedir”, comenta.

Para ele, foi importante a população ter se mobilizado, pois já há em curso algumas ações judiciais e uma liminar do juiz Bruno Miano, impedindo, por enquanto, a vinda do pedágio.

“Lamentavelmente, os deputados estaduais falharam demais na defesa da cidade”, pontua.

Aposta no retorno

Valverde assinala ainda que apesar de não ter sido eleito prefeito seu apoio no segundo turno foi decisivo para ajudar a eleger Caio Cunha.

“Trabalhamos muito para sermos eleitos, mas infelizmente não obtivemos resultado. Porém, fomos importantes em ajudar o atual prefeito a vencer o grupo anterior. Torço muito para o sucesso do governo dele, que está tendo dificuldades naturais no início de gestão, e esperamos que ele acerte o ponto o quanto antes. Coloquei tudo à disposição, ele atendeu em parte. O auxílio-emergencial é parecido com a proposta do nosso programa de governo e isso é muito positivo para a população mais carente, mas ainda falta muito e nos colocamos à disposição para trazer todos os recursos que a cidade precisa e defender Mogi e região onde não estão sendo defendidos”, garante.

Já analisando o panorama eleitoral nacional, Valverde completa que o Brasil já vinha perdendo emprego e renda antes da pandemia vivendo um “desastre”, mas que agora o cenário tem tudo para ser favorável a uma espécie de “volta por cima”.

“Infelizmente o Brasil é modelo no mundo de não ser copiado na questão da pandemia. Estamos praticamente no fundo do poço e espero que com a anulação dos processos contra o Lula, a verdade aparecendo, toda aquela mentira construída foi demonstrada que foi uma grande farsa da Lava-Jato, inclusive o Moro está fora do país com muita chance de ser preso e já está no lixo da história assim como os procuradores da operação”, afirma.

Segundo ele, Mogi das Cruzes nunca teve tanto investimento federal quanto no governo Lula.

“Esperamos que Mogi tenha novamente isso, pois foi a cidade que mais teve ‘Minha Casa, Minha Vida’ no Brasil proporcionalmente. Contou com grandes obras como o Córrego dos Canudos, a Sacadura Cabral, teve muitos empregos gerados, novos universitários e esperamos que tudo volte”, disse.

Valverde fecha sua análise deixando uma mensagem final à população: que acompanhem a política, conscientizem-se e fujam das “fake news”.

“Vamos ter esperança de que esse momento difícil vai passar e que as pessoas vão voltar a ter oportunidades, os empregos vão retornar, vão poder planejar o seu futuro e, enfim, que vamos ser felizes de novo”, conclui.