Tudo como antes em Ferraz: Centro de Convenções fantasma segue sendo vítima das ‘autoridades’
Em 2022 a obra do Centro de Convenções em Ferraz vai completar dez anos de abandono/ Foto: Divulgação
Tenda Atacado

O Jornal Oi questionou a Câmara de Vereadores de Ferraz sobre quais foram os debates e cobranças políticas dos parlamentares que integram a nova legislatura em relação à retomada ou demolição (pela prefeitura) da obra fantasma do Centro de Convenções que chegou a passar por uma inauguração (fake) em 2012 pelo ex-prefeito Jorge Abissamra.

Em 2022 a obra vai completar dez anos de abandono. Confira a seguir as perguntas do Jornal Oi (feitas pelo repórter Gabriel Souza) e as respostas da direção da Câmara que deixam bem claro que, até este momento, as ações do novo governo (comandado pela prefeita Priscila Gambale e o deputado Rodrigo Gambale) de Ferraz em relação ao Centro de Convenções produzem os mesmos resultados que as dos velhos governos: nenhum.

Jornal Oi – Nos primeiros 120 dias deste ano, qual foi participação dos vereadores e da Câmara de Ferraz nos debates com a prefeitura sobre a reabertura total/parcial/gradativa ou à demolição do Centro de Convenções?

Jornal Oi – Neste período, quais vereadores mandaram para a prefeitura algum tipo de questionamento sobre as soluções que o governo precisa dar para essa obra fantasma no centro de Ferraz?

As manifestações da Câmara de Ferraz   

Na verdade, na atual legislatura esse assunto  não passou por nenhuma discussão política mais acirrada, já que o tema encontra-se pendente na esfera judicial.

No caso específico, a retomada das obras do Centro de Convenções Haja Abissamra, no centro, está dependendo de uma autorização legal da Justiça Federal, em Guarulhos (SP), ou seja, somente o poder judiciário poderá definir os rumos do caso.

Na prática, a empresa responsável inicialmente pelos serviços, a FIG já demonstrou interesse em concluir a obra, porém, essa decisão esbarra justamente na falta de um acordo com a Justiça Federal.

Além disso, recentemente, a prefeita, Priscila Gambale (PSD) participou de uma audiência virtual sobre o assunto, no entanto, apesar de cobrar uma definição da justiça federal, ainda não obteve êxito.

Na prática, os procuradores federais que cuidam do caso exigem a apuração de responsabilidades pela Prefeitura e, portanto, pelo visto não consideram correto apenas autorizar o reinício das obras.

Por outro lado, até a presente data, nenhum vereador apresentou formalmente questionamentos à Prefeitura da cidade.

Enquanto isso, o patrimônio público só se deteriora e, com isso, aumenta ainda mais o prejuízo financeiro. Em suma, quem perde é a cidade ou melhor o cidadão ferrazense.