Toda vida importa. Perdas humanas não podem ser relativizadas
Toda vida é uma vida e todas elas importam. Isso deve ser regra, sem exceção/ Foto: Divulgação
Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde

Há poucos dias nos deparamos com o maior desafio da humanidade, desde a Segunda Guerra Mundial, batendo à nossa porta.

Os números já passam do estado alarmante para uma situação verdadeiramente grave no mundo todo, inclusive no Brasil. Apesar de compreender a progressão geométrica dos casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19), não podemos normalizar as perdas.

Toda vida é uma vida e todas elas importam. Isso deve ser regra, sem exceção.
No momento, a perda em massa salta aos olhos uma vez que eles estão voltados única e diretamente à pandemia e seus desdobramentos em território nacional.

Contudo, o exercício de se colocar no lugar do outro deve ser uma prática diária. Independente das circunstâncias, sempre haverá uma mãe, um irmão, um filho ou um conhecido próximo que sente a perda do ente querido. Em qualquer hipótese, vidas humanas não podem ser relativizadas.

É importante frisar essa ideia diante da atual conjuntura que vivemos. Polarizar e polemizar uma questão de saúde pública é a última coisa que precisamos neste momento, em que a união e o bom senso devem prevalecer sendo aliados do conhecimento científico para o bem comum.

Obviamente, o saldo econômico negativo que esta crise deixa também é de máxima preocupação e merece atenção, principalmente no tocante à garantia de subsídios básicos à SOBREVIVÊNCIA da parcela mais vulnerável da população. Sim, mais uma vez a vida vem em primeiro lugar.

Em meio a tanta informação (e desinformação) que nos deparamos nessas últimas semanas, deixo a reflexão levantada pelos cientistas políticos Dalson Figueiredo, Antônio Fernandes e Lucas Silva, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em entrevista à revista Super Interessante sobre os aspectos humanos da epidemia:

“Não precisa ser economista para saber que é mais fácil criar empregos do que ressuscitar os mortos”.