SP dá o exemplo ao Brasil: com as torneiras prestes a secar, governo Doria apresenta o programa ‘Água É Vida’ que precisa sair do papel
SP dá o exemplo ao Brasil: com as torneiras prestes a secar, governo Doria apresenta o programa ‘Água É Vida’ que precisa sair do papel/ Foto: Governo do Estado de SP
Governo do Estado de São Paulo

O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), apresentou nesta quinta-feira, 7, o programa ‘Água É Vida’ para reforçar a segurança hídrica e beneficiar mais de 2,1 milhões de pessoas em todas as regiões de São Paulo.

O Estado vai investir R$ 400 milhões em ações como perfuração de poços profundos em 120 cidades e revitalização de 3 mil quilômetros de rios ao longo de 260 municípios.

“Não podemos simplesmente ficar de braços cruzados e esperar apenas emergências e tomar medidas paliativas e corretivas”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente Marco Penido.

“São Paulo está e estará preparado para enfrentar eventos extremos e para que possamos deixar às futuras gerações um estado e um país muito melhores, um país sustentável”.

De acordo com informações do Palácio dos Bandeirantes, o Estado também vai financiar projetos para preservação de mananciais de abastecimento e novos serviços de saneamento.

Coordenado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, o ‘Água é Vida’ está dividido em quatro eixos principais: “Águas Subterrâneas”, “Rios Vivos”, “Barramentos” e “Cooperação Técnica com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento”.

No eixo Águas Subterrâneas, o Estado vai investir R$ 141 milhões para perfurar 138 poços tubulares em 120 municípios que não são atendidos pela Sabesp.

Os locais já foram mapeados pelo Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) e também vão receber reservatórios de 200 mil litros, com entregas previstas para o primeiro semestre de 2022.

Já o Rios Vivos prevê a revitalização de cerca de 3 mil quilômetros de cursos d´água no período de um ano. A medida vai reforçar o abastecimento e ampliar melhorias na fluidez de rios e córregos, de forma a mitigar inundações.

O atendimento a 260 municípios deve começar no próximo mês de dezembro, sob investimentos de R$ 90 milhões.

Esse eixo ainda prevê repasses estaduais de mais R$ 31 milhões na preservação de 40 mananciais e projetos de tratamento de esgoto.

O Estado também planeja a construção de duas barragens na região da Bacia do PCJ (Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), com previsão de investimentos de aproximadamente R$ 150 milhões.

Caso os projetos e ações que integram esse programa saiam efetivamente do papel do palanque eleitoral já montado para 2022, o Estado de SP dará, sem dúvida alguma e ao mesmo tempo, uma lição e um exemplo especialmente ao governo federal que só cria problemas novos e coloca a culpa em governos anteriores.

Importante também saber o que as prefeituras do Alto Tietê vão fazer para evitar a falta de água que já afeta várias cidades importantes do Estado, como o Jornal Oi destacou recentemente.