Respeito à diversidade étnica e racial; A mobilização começa ainda na infância
A luta por mais igualdade é permanente/ Foto: Divulgação
Campanha Tudo novo

Nas últimas semanas, as ruas americanas (e de outros países ao redor do mundo) foram tomadas por uma onda de protestos que denuncia o racismo e a violência policial, sendo que o triste caso George Floyd foi estopim para a mobilização de milhares de pessoas.

No Brasil, a questão racial também é complexa e ainda reflete os mais de 300 anos de escravidão. A luta contra o racismo é diária e deve se fazer presente nos mínimos detalhes, começando pela infância.

É nesse período que as crianças formam seus principais valores que nortearão a vida adulta, por isso precisamos ficar atentos quanto aos exemplos que deixamos aos pequenos.

Somente com ações e posicionamentos éticos, responsáveis e respeitosos seremos capazes de construir cidadãos justos e uma sociedade inclusiva, onde todos possam ter oportunidades.

Isso inclui não só a luta contra o racismo, mas o repúdio a todo tipo de discriminação e preconceito.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento normativo que orienta a elaboração dos currículos escolares, estabelece a importância desse diálogo com as crianças.

Porém, também vale salientar que esse assunto não é de responsabilidade apenas das escolas.

Pais, avós, tios e outros adultos que fazem parte da vida da criança devem reforçar esses valores, por meio do integral respeito e comprometimento com a formação deste jovem em uma sociedade plural.

Ainda é importante dizer que não se trata de uma questão política ou ideológica, é uma questão puramente humana.

Algumas atitudes simples podem ajudar na construção de um mundo melhor. Mostre às crianças que a diversidade está nos brinquedos, nas línguas faladas, nos costumes e cultura dos colegas; Repreenda piadas e expressões estigmatizantes e explique o contexto; Não classifique outra pessoa pela cor ou traço físico, e sempre incentive e proporcione a convivência de crianças de diferentes raças e etnias, seja nas brincadeiras, na escola, em casa ou em qualquer outro lugar.

Essas e outras orientações valiosas fazem parte da campanha da ‘Por uma infância sem racismo’, encabeçada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em 2010, mas que continua atual. A luta por mais igualdade é permanente!