Reféns da pandemia? ‘Recomendação’ do Condemat para que o povo da região continue usando máscaras após o dia 11 deve ser ignorada
Como sabe que tal orientação não será seguida, o Condemat usa a palavra recomendar (gostaria, certamente, de determinar) o uso de máscaras/ Foto: Divulgação
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Onze das 12 cidades Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) tomaram a decisão de não realizar festividades do Carnaval em 2022.

Com o objetivo de manter sob controle os indicadores de Coronavírus, estão descartados os desfiles e blocos de rua – eventos que geram grande concentração de pessoas – em Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Branca, Santa Isabel e Suzano.

A maioria das cidades também vai manter a recomendação do uso de máscaras ao ar livre até o final do ano/início de janeiro.

Do Carnaval, Itaquaquecetuba ainda mantém estudos sobre a realização da festa popular. Nas demais cidades, as programações de rua estarão proibidas.

Os bailes em salões privados serão de responsabilidade dos organizadores e deverão seguir as normas de segurança e as orientações das Vigilâncias Sanitárias de cada município.

A decisão acompanha o que já foi anunciado em outras regiões do Estado e cada município fará o anúncio oficial.

Os argumentos são os de sempre: “O momento ainda exige muita cautela e responsabilidade na tomada de decisões. Sabemos que o Carnaval é uma festa que atrai grandes multidões e não podemos colocar a perder todos os avanços já conquistados no controle da doença”, destacou o presidente do Condemat, Rodrigo Ashiuchi.

“Essa decisão em bloco também fortalece o enfrentamento da pandemia e diminui os riscos de picos na região”, acrescentou.

“Não podemos desconsiderar os indicadores da doença. A situação atual é muito melhor do que a de meses atrás, mas ainda assim continua preocupante. Na primeira quinzena de novembro, por exemplo, o Alto Tietê registrou alta de 54,7% no número de casos em comparação com a última quinzena de outubro. Portanto, cautela é essencial para evitar a necessidade de medidas mais drásticas”, argumentou o presidente do Condemat.

É em razão deste cenário também que a maioria das cidades vai manter o uso de máscaras em locais abertos até o início de janeiro, mesmo com a liberação anunciada pelo Governo do Estado a partir de 11 de dezembro.

Até o momento, apenas Biritiba Mirim e Itaquaquecetuba anunciaram que vão acompanhar o Estado.

Nas demais cidades do Condemat, a máscara continuará a ser recomendada.

Qual é a referência política ou científica do Condemat para ‘bancar’ a continuidade do uso de máscaras?

Como sabe que tal orientação não será seguida, o Condemat usa a palavra recomendar (gostaria, certamente, de determinar).

Mas trata-se de uma recomendação a ser ignorada pela população.

O Condemat precisa dizer o que está fazendo para acelerar a aplicação da 2ª dose nas pessoas que ainda não completaram o ciclo vacinal e deve também apresentar um projeto regional de retomada da economia para 2022 e anos seguintes.

O Condemat precisa defender os interesses das cidades e do povo e não servir de escudo para políticos que querem esticar ao máximo as restrições da pandemia por comodismo, conveniência e incompetência.