Protestos contra Bolsonaro reúnem lideranças políticas de vários partidos de centro e esquerda
Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos (PSOL) e Marcelo Freixo (PSB) durante ato na avenida Paulista nesse sábado/ Foto: Montagem/G1
Tenda Atacado

Manifestantes realizaram mais um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na tarde do último deste sábado, 2, na avenida Paulista, região central de São Paulo. As informações são do portal G1.

Às 16h30, pelo menos 10 quarteirões estavam ocupados por manifestantes. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) bloqueou os 18 quarteirões da avenida Paulista.

Por volta das 13 horas, dez carros de som ocuparam a via entre os cruzamento com as ruas Pamplona e Consolação, sendo que o palanque principal foi montado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).

De acordo com os organizadores, não houve passeata e o protesto ficou concentrado na Avenida Paulista até as 18h15, quando os participantes começaram a dispersar.

Além do impeachment de Bolsonaro, os organizadores dizem protestar contra a atuação do governo federal durante a pandemia do coronavírus, o alto número de mortes pela doença, as denúncias de corrupção investigadas na CPI da Covid-19 no Congresso Nacional, em defesa da democracia, do emprego, contra a alta dos preços dos alimentos, da conta de luz, do gás de cozinha e dos combustíveis.

Segundo a Polícia Militar, três pessoas fora, detidas por furto de celular durante o ato e cinco aparelhos foram apreendidos com os suspeitos presos.

Discursos

O ato na avenida Paulista reuniu lideranças políticas de vários partidos de centro e de esquerda, como Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Marcelo Freixo e Guilherme Boulos (PSOL), Heloisa Helena (Rede), Manuela D’Ávila e Orlando Silva (PC do B), Paulinho da Força (Solidariedade), além de Fernando Alfredo (PSDB).

Nos discursos, eles acentuaram a necessidade de impeachment de Jair Bolsonaro antes da eleição de 2022, “para resolver os problemas econômicos do país”.

“O Brasil não aguenta esperar até o fim de 2022. Não aguenta mais 500 dias de genocídio e de fome. O Brasil de verdade e real não é aquele que desfilou aqui no 7 de setembro. O Brasil real é o que está na fila do osso e não consegue pagar R$ 120 reais no botijão, ou comer com a inflação descontrolada. Não vamos nos iludir com cartinha de Bolsonaro escrita por Michel Temer. Não podemos recuar e temos que ocupar as ruas até o impeachment do genocida”, disse Guilherme Boulos (PSOL).