Prefeito busca liminar na Justiça, não aparece na Câmara, consegue atrasar os trabalhos da nova CP e luta para terminar o mandato sem ser cassado
Essa é a segunda CP instalada na Câmara de Arujá voltada à cassação do mandato do atual prefeito por conta de uma possível falta de decoro no exercício do cargo/ Foto: Divulgação
Tenda Atacado

Na manhã desta sexta-feira, 4, o Jornal Oi questionou a Câmara de Vereadores de Arujá e a direção da nova Comissão Processante (CP) instalada para investigar possíveis novas irregularidades praticadas pelo prefeito José Luiz Monteiro (MDB) no âmbito e extensão da operação Dinheiro Sujo.

Isso porque o prefeito tinha sido convocado/convidado para prestar esclarecimentos (aos vereadores integrantes da CP) na Casa do Povo na tarde de quinta-feira, 3.

Prontamente a assessoria de imprensa do Legislativo esclareceu que:

A Justiça concedeu uma liminar à defesa do prefeito e a oitiva foi adiada. Na prática, sob a justificativa de evitar eventuais nulidades, a liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de SP devolveu prazo à defesa do prefeito, que terá até dia 17 de dezembro para arrolar testemunhas e provas. 

Com a decisão, o atual mandatário do município terá restituídos os 10 dias úteis para protocolo de defesa prévia, o que, no limite, estende o prazo até 17 de dezembro. 

Consequentemente, a oitiva agendada para ontem, quinta-feira (3/12), às 16h, foi adiada. O presidente da CP, Sebastião Vieira de Lira (Republicanos), leu a liminar em Plenário acompanhado do relator Julio Taikan Yokoyama (PROS), o Julio do Kaikan.

Os membros da CP agendaram uma reunião para hoje, durante a qual discutirão os próximos passos da comissão. 

Entenda o caso

Essa é a segunda CP instalada na Câmara de Arujá voltada à cassação do mandato do atual prefeito por conta de uma possível falta de decoro no exercício do cargo.

Essa nova CP foi instalada em razão de um áudio obtido em investigação da Polícia Civil e citados pelo Ministério Público no pedido de afastamento do vice-prefeito, Márcio José de Oliveira (Republicanos), deferido pela Justiça no final de setembro, embasa o novo pedido de impeachment do chefe do Executivo.

Segundo a prova, o prefeito teria pedido autorização a um narcotraficante para afastar do cargo de Secretário de Educação seu vice-prefeito, Oliveira.

Essa nova CP tem o vereador Paraíba Car como presidente, sendo que o relator é o vereador Júlio do Kaikan.

O vereador Edval Barbosa Paz (PSDB), o Profº Edval, completa essa comissão. A primeira CP opinou pela cassação do mandato do prefeito, mas na votação em plenário, a denúncia acabou sendo arquivada porque o número de votos  para a cassação não foi o suficiente.