Poá: silêncio de Marcos Borges indica que o ex-prefeito admite o crime e reconhece que a sua condenação é justa
A situação revela que politicamente o ex-prefeito está aposentado quando o assunto é futuro político/ Foto: Divulgação
Colégio Eduki

O ex-prefeito de Poá, Marcos Borges, permanece em silêncio após a condenação por improbidade administrativa na locação irregular de um imóvel enquanto comandava a prefeitura poaense.

A situação revela que politicamente o ex-prefeito está aposentado quando o assunto é futuro político.

Esse silêncio indica também que o ex-prefeito reconhece que a condenação que lhe impôs o Poder Judiciário é justa.

Na verdade, segundo informações obtidas pela reportagem do Jornal Oi, desde o fim de seu mandato em dezembro de 2016, Marcos Borges já mencionava para pessoas próximas que não teria futuro político na disputa por outros cargos.

Na eleição municipal de 2016, concorrendo à reeleição, Marcos Borges ficou em terceiro lugar com 2.606 votos perdendo de lavada para o segundo colocado, atual vice-prefeito de Poá, Geraldo Oliveira, que obteve 22.115 votos.

Ele foi derrotado para o ex-prefeito e também condenado, Gian Lopes que alcançou 34.203 votos e venceu o pleito eleitoral daquele ano.

Limitadíssimo como político, Marcos Borges só assumiu o comando da prefeitura de Poá depois de ter apoiado (extra-oficialmente) um golpe político praticado pela Câmara de Vereadores em 2014 contra o ex-prefeito Testinha de quem era vice.

A reportagem do Jornal Oi tem procurado contato com o ex-prefeito Marcos Borges para conhecer a versão de defesa do político e enviar alguns questionamentos, entretanto, aparentemente o ex-prefeito está desativado ou desconectado até das redes sociais.

Até o momento somente o ex-prefeito Gian Lopes (PL) se manifestou por meio de nota, na qual declarou que a condenação cabe recurso e que deve buscar seus direitos perante a justiça.