Não poderão mais se esconder, terão de mostrar serviços. Gestores da região vão nos encher de alegria ou de tristeza e raiva na pós-pandemia?
Agora a pandemia está chegando ao fim e os gestores/prefeitos terão de lidar com todos os problemas e apresentar solução para todos eles/ Foto: Divulgação
Tenda Atacado

A prefeitura do Rio anunciou, nesta quinta-feira, 29, um plano gradual de flexibilização das medidas de restrição na cidade.

Serão 3 etapas, de 2 de setembro até 15 de novembro. O anúncio também incluiu a programação para o réveillon e o carnaval e uma celebração de quatro dias com diversos eventos pela cidade, entre 2 e 6 de setembro.

A primeira etapa, que prevê a reabertura de estádios e boates com 50% do público, depende de 77% dos cariocas já terem recebido a primeira dose da vacina contra a Covid e 45%, a segunda dose.

Hoje, no Rio, há 3.727.738 pessoas vacinadas (73% da população adulta) com primeira dose, e 1.536.740 imunizados com as duas doses.

A meta da prefeitura é ter, até o início de setembro, 4.751.823 vacinados com a primeira dose – 91% da população adulta.

Até novembro, o objetivo é atingir 93% de imunizados com a primeira dose e 90%, com as duas doses.

Descontando-se o fato de que o Rio de Janeiro (Estado e cidade) não devem servir de referência para nenhum prefeito/a o gestor municipal/estadual, neste caso em especial da retomada, seria interessante os prefeitos e lideranças das cidades do Alto Tietê dar uma boa olhada nas metas e estratégias da cidade do Rio que não está sozinha em retomar as atividades com público a partir de setembro.

Pode até ser que o Rio e essas outras cidades que estão sonhando (e ousando) com uma retomada efetiva da normalidade pós-pandemia (em razão de uma maior velocidade na campanha de vacinação) sejam forçadas a fazer algum tipo de recuo nas metas e cronogramas da retomada de grandes eventos.

O que não pode acontecer é gestor público enfiando  o rabo entre as pernas e tentando continuar escondido atrás da pandemia e do mantra de que não vai fazer nada porque quer preservar vidas.

Esse é o ponto depois de tantas restrições, tanto sofrimento e de prejuízos de toda a sorte a sociedade precisa é de lideranças proativas que estejam focados no futuro que o presente projeta e não presas ao passado de restrições.

O fato é que para muito gestor despreparado e covarde a pandemia caiu como uma luva, pois focou toda a energia do seu governo para (bem ou mal) combater a pandemia.

Agora a pandemia está chegando ao fim e os gestores/prefeitos terão de lidar com todos os problemas e apresentar solução para todos eles; sem fugir ou se esconder atrás da pandemia ou das redes sociais.