Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde

Durante a manhã desta quarta-feira, 05, o ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo. A operação investiga supostos desvios na área da saúde.

Nas redes sociais, o ex-governador emitiu uma nota, alegando que “começaram as eleições 2022” e alegando que a operação é política, supostamente comandada por outras autoridades com medo de perder as eleições.

De acordo com o G1, a Polícia Civil, o Ministério Público e a Corregedoria Geral da Administração realizam a operação que é mais uma etapa da operação raio-X, que apura crimes de formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro.

Segundo o relatório da investigação, contratos de gestão firmados durante o governo de Márcio França supostamente beneficiaram uma organização criminosa investigada, chefiada por Cleudson Garcia Montali. Ele é anestesista e responsável por quatro Organizações Sociais (OS) que foram investigadas por desviar dinheiro dos hospitais.

De acordo com a apuração, Márcio França teria recebido doações financeiras de Cleudson para a campanha eleitoral em que Márcio França concorria ao governo de São Paulo.

Confira a nota emitida pelo ex-governador de São Paulo, Márcio França:

“Começaram as eleições 2022. 1ª Operação Política.
Não há outro nome para uma trapalhada, por falsas alegações, que determinadas “autoridades”, com “medo de perder as eleições”, tenham produzido os fatos ocorridos nesta manhã em minha casa.
Toda operação policial tem nome! Essa é uma operação política e não policial.
Ela é, evidentemente, de cunho político eleitoral. Não tenho ou tive qualquer relação comercial ou advocatícia com as pessoas jurídicas e físicas que são alvo da investigação.
É lamentável que se comece uma eleição para o Governo de SP com estas cenas de abuso de poder político.
Já venho há tempos alertando que um grupo criminoso em SP tenta me impedir de expressar a verdade. Sabem que não compactuo com eles, que querem tomar conta do Estado de SP. Se depender de mim, não vão conseguir.
Eu não sou alvo de nenhuma operação, pois sou advogado particular, não tenho relações nem vínculo com serviços públicos. Não tenho relação com a área médica ou de saúde.
Tenho 40 anos de vida pública, não respondo a nenhum processo criminal.
Só deixarei de ser governador de SP se o povo paulista não quiser.
Não tenho medo de ameaças ou de chantagem. Em 40 anos de vida pública, já fui muitas vezes difamado e injustiçado, nunca condenado.
Aliás, já enfrentei adversários muito mais qualificados. Não vão ser os meus atuais concorrentes, notórios mentirosos, que me farão recuar.”