Jornal Oi cobra o balanço da Fase Crítica em Mogi. Dados do governo revelam que o aperto nas restrições produziu resultados ‘franciscanos’
Confira os esclarecimentos do governo mogiano sobre o balanço da Fase Crítica na cidade/ Foto: Divulgação
Tenda Atacado

Nesta quarta-feira, 7, o Jornal Oi cobrou do governo de Mogi das Cruzes um balanço com os resultados dos primeiros 15 dias de restrições mais severas da Fase Crítica imposta pela gestão do prefeito Caio Cunha (Pode). Confira:

Jornal Oi – Qual foi o total de notificações, de pessoas internadas e de falecimentos em Mogi das Cruzes em razão da pandemia de Covid nos primeiros 15 dias da Fase Crítica de restrições? Por favor, citar os números.

Jornal Oi – Qual foi o total de notificações, de pessoas internadas e de falecimentos em Mogi das Cruzes em razão da pandemia de Covid nos 15 dias de Fase Vermelha e Emergencial que antecederam a implementação da Fase Crítica na cidade? Por favor, citar os números.

Jornal Oi – Qual é a avaliação do governo de Mogi sobre o reforço das restrições na cidade com base nos números de antes e depois da Fase Crítica?

Os esclarecimentos do governo de Mogi 

Sobre as estatísticas, a Secretaria Municipal de Saúde informa que na última semana, o Departamento de Vigilância em Saúde da pasta recebeu dados represados de óbitos e casos positivos de Covid-19 lançados pelos sistemas oficiais e também foi realizada uma busca ativa junto aos hospitais, laboratórios e unidades de saúde com base em notificações suspeitas e informações de pacientes internados com objetivo de promover o encerramento dos casos. Esses lançamentos elevaram consideravelmente os números entre os dias 29 de março e 4 de abril.

Contudo, é importante destacar que estes números são de casos notificados. Assim, as contaminações referentes a estes casos são de semanas antes (e quando há dados represados, vindos de outros municípios ou de instituições particulares, este atraso pode ser ainda maior).

Assim, não é possível afirmar de fato, que os números notificados nas últimas semanas representam o cenário pandêmico destas mesmas datas, e sim de algumas semanas anteriores.

Já nos casos de internações, é possível observar que a ocupação de leitos de enfermaria e UTI’s atingiu o pico de 100% entre os dias 10 e 11 de março.

As internações de março foram o dobro de janeiro e o dobro de fevereiro. Mas a taxa de letalidade tem se mantido entre 4,1 e 4,2.

Agora, entre os dias 6 e 7 de abril, já é possível observar uma leve queda no total de internações (hoje o total de ocupação nas UTI’s está em 98,1% e nas enfermarias em 88,8%).