Deputada Janaína Paschoal: inspiração e transpiração para mudar o Brasil; custe o que custar
Deputada mais bem votada da história do Brasil foi eleita com mais de 2 milhões de votos em 2018, Janaina surpreende ao destacar que desde sempre sua grande inspiração foi mudar o Brasil/ Foto: Divulgação
Tenda Atacado

A advogada, professora de Direito Penal e deputada estadual Janaina Paschoal (PSL) falou com exclusividade à reportagem do Jornal Oi sobre inspiração.

Deputada mais bem votada da história do Brasil foi eleita com mais de 2 milhões de votos em 2018, Janaina surpreende ao destacar que desde sempre sua grande inspiração foi mudar o Brasil.

Confira os principais trechos desta reportagem exclusiva elaborada com o apoio do jovem repórter Gabriel Souza.

Jornal Oi – Quais foram às principais inspirações da senhora para se formar em Direito e tornar-se professora na USP?

Janaina Paschoal: Na verdade, eu não escolhi fazer Direito, eu escolhi estudar no Largo São Francisco, são situações muito diferentes. Eu nunca sonhei ser advogada, promotora ou juíza.

Eu sonhei (e sonho) mudar o Brasil e a história mostra que muitas das personagens determinantes para o país passaram por lá.

Jornal Oi – O que lhe inspirou a participar da elaboração e assinar o pedido de afastamento da ex-presidente Dilma?

Janaina Paschoal: A ideia, na verdade, foi mesmo minha. Eu entendia que havia elementos para tanto e saí em busca de apoiadores para a minha convicção.

Foi muito difícil ter esse apoio, ouvi frases intrigantes como: você tem razão, mas não dará certo; você tem razão, eu assinaria com você, mas minha mulher não vai gostar; você tem razão, eu assinaria com você, mas vai prejudicar meu escritório e assim por diante.

Tudo mudou quando conheci o Dr. Hélio Bicudo. Ele ajudou a levar o PT ao poder. Por isso, entendeu que era também sua responsabilidade ajudar a retirar.

Lembro de ele ter me dito que “demorou para alguém o procurar para tomar uma providência”.

Jornal Oi – O que inspirou e ainda lhe inspira a ingressar/continuar na vida política partidária?

Janaína Paschoal: Eu não me considero alguém com vida partidária. Sou defensora das candidaturas independentes, até fui sustentar em ação que objetiva ver reconhecido esse Direito Fundamental.

Só me filiei a um partido (e agradeço a acolhida) por ser uma exigência da legislação nacional. Quanto à vida política, tomada como participação, eu sempre tive, fosse nas escolas por onde passei ou na sociedade em geral.

A única diferença é que, hoje, eu tenho um mandato. Por que me candidatei? Para poder seguir falando.

Eu passei a ser vítima de ameaças e ações muito agressivas, que objetivavam me calar. Até a minha liberdade de cátedra ficou abalada. Eu precisava encontrar um espaço de fala, nada, além disso.

Jornal Oi – Qual é hoje a responsabilidade que a senhora sente no cargo de deputada depois de receber mais de 2 milhões de votos?

Janaina Paschoal: A mesma responsabilidade que sempre senti. Eu sempre tive a terrível mania de achar que o Brasil depende de mim.

Pode soar pedante, mas foi o que sempre senti. Os dois milhões de votos não aumentaram esse sentimento de responsabilidade, apenas me deram maior legitimidade.

Jornal Oi – Como a senhora está conseguindo ou pretende conseguir inspirar outras mulheres a ingressar na vida política e partidária?

Janaina Paschoal: Tratando de todos os temas, não aceitando falar apenas assuntos “de mulher”, evitando todo tipo de vitimização.

Uma deputada prejudica muito as mulheres quando se vitimiza, apelando para o fato de ser mulher.

Jornal Oi – Como inspira ou gostaria de influenciar as pessoas em geral, em especialmente os mais jovens, sobre carreira profissional, exercício da cidadania e construção de uma sociedade/nação mais bem educada e socialmente mais justa e equilibrada?

Janaina Paschoal: Gostaria de servir como exemplo de que uma sociedade madura é formada por pessoas de mentes livres.

Eu disse isso na era PT, digo isso na era Bolsonaro também. Para tanto, faz-se necessário ler e considerar todos os autores.

No Brasil, infelizmente, as pessoas ainda falam para seus iguais. Vivemos na era da bajulação recíproca.

Eu me esforço para ser respeitosa com todos, mesmo com aqueles que me tratam com desrespeito, mas jamais abro mão de lutar por minhas convicções, agrade ou desagrade gregos e troianos.