Isabella Trevisani destaca desafios e ações do Espaço Malaika Shams - Projeto Dance On em Ferraz
Isabella apresenta o Espaço Malaika Shams - Projeto Dance On que vem auxiliando diversas crianças da região de forma remota/ Foto: Divulgação

Isabella Trevisani na última eleição foi candidata a vereadora por Ferraz de Vasconcelos e deve nos próximos dias anunciar seu novo partido, que será de esquerda.

Desde muito cedo é muito engajada em causas sociais que busquem melhorias em prol da sociedade.

Desta vez, ela apresenta o Espaço Malaika Shams – Projeto Dance On que vem auxiliando diversas pessoas carentes da região de forma remota.

Isabella Trevisani comentou que o Centro Cultural tem como principal objetivo no futuro atender gratuitamente as pessoas da região, haja vista que atualmente não é possível pelo custeio do local e com isso é necessário ter aulas particulares para garantir o funcionamento do local.

A ativista ressaltou que neste momento está buscando parcerias por meio de emendas ou com empresários para retomar atividades presenciais com os munícipes carentes da região, mas ressaltou que pelo modo remoto o projeto atingiu, 80 mil pessoas.

Confira abaixo a entrevista concedida por Isabella Trevisani ao repórter Gabriel Souza sobre o espaço e os desafios enfrentados pelo projeto que busca no futuro atender pessoas gratuitamente e transformar vidas por meio da arte.

Jornal Oi – Isabela, quais são suas contribuições atuais com o projeto Meu Espaço Malaika Shams – Projeto Dance On?

Isabella Trevisani: Hoje minhas contribuições tem sido administrar o Centro Cultural, buscar recursos, fazer reuniões e parcerias é tudo por minha conta.

Minha mãe é a dona, só que atualmente ela responsável pelo meu pai que luta contra a Covid-19. Tudo passa por mim e estou administrando todo o centro cultural hoje.

Jornal Oi – Como foi seu primeiro contato com o projeto?

Isabella Trevisani: Bom, meu primeiro contato com o projeto foi há três meses e não era tão ativa por vários motivos e agora estou muito mais ligada.

Eu tinha várias ideias em mente de dar aula gratuita e tentar aumentar a força do projeto e isso foi possível com a Lei Aldir Blanc.

Nesses três meses, com nove mil reais conseguimos expandir muito bem a atender a região do Alto Tietê inteira.

O primeiro contato que tive então foi quando recebemos esta verba e fiz a parte de media social e jurídica que são minhas atribuições.

Jornal Oi – Atualmente quantos cidadãos da região são atendidos pelo projeto?

Isabella Trevisani: Hoje, como falei anteriormente, conseguimos em três meses atingir juntando somente as danças, com a Lei Aldir Blanc, que conseguimos ser contemplados, recebendo nove mil reais em três parcelas com centro cultural, atingimos de forma online e remota, 80 mil pessoas.

Então você imagina quando o projeto crescer. Presencialmente queremos atingir no mínimo 1.200 pessoas.

Acho interessante ressaltar que conseguimos antes da Lei, dar bolsa de trezentos reais a alguns alunos para que pudessem fazer a aula sem pagar.

Jornal Oi – Quais são as principais dificuldades que vocês enfrentam diariamente para manter o projeto e quais têm sido as dificuldades nesse momento de pandemia?

Isabella Trevisani: Hoje nós temos a dificuldade da questão do financiamento, pois o estúdio sozinho não consegue ser mantido por si próprio. Não temos essa independência.

Então a aula gratuita de dança e defesa pessoal nós não conseguimos e estamos buscando fechar parcerias e buscar verbas através de emenda parlamentar ou Lei Aldir Blanc para que seja possível.

Quando pegamos o dinheiro da Lei, utilizamos para pagar as contas do espaço e os professores para que ministrem aulas gratuitas e temos tudo em recibo, pois o dinheiro público merece respeito ao ser investido.

Gostaria de colocar também, que aqui em Ferraz de Vasconcelos, a secretaria de cultura boicota muito as ações do nosso projeto, infelizmente.

Jornal Oi – Você já presenciou vidas transformadas por meio do projeto?

Isabella Trevisani: Sim, já presenciei vidas transformadas através do projeto. Muitas vezes o jovem está nas ruas e acaba adotando o mau caminho por não haver cultura, projeto social e com a pandemia ele acaba sendo influenciado por más ideias.

Então a arte, cultura e o social auxiliam na transformação de uma pessoa. Já vi muitas vidas sendo transformadas por esse projeto, pois em Suzano, Poá e Ferraz é muito difícil ver projetos sociais com essas propostas e transformar a vida de uma pessoa.

Temos vários tipos de alunos que já passaram por traumas e a arte está auxiliando a desenvolver problemas pessoais. Vale destacar, que estamos realizando uma parceria com a Rede De Olho no Câncer, que visa fazer exames gratuitos em mulheres que precisam ver se estão com câncer de mama e caso dê positivo, realizar o auxílio neste momento. Estamos tentando fechar aulas além da dança, como ginástica, além de aulas na periferia para valorizar a força da mulher periférica e brasileira.

Jornal Oi – Como você imagina o projeto dentro de um curto, médio e longo prazo?

Isabella Trevisani: Estamos na fase em curto prazo, de fechar parcerias para manter o estúdio, o projeto e os professores.

Pois queremos voltar às aulas gratuitas que não sejam só online, mas presencialmente também.

A médio e longo prazo queremos fechar um projeto em dois ou três anos para conseguir contemplar idosos e jovens que queiram fazer essas atividades culturais de forma gratuita, pelo menos na região como um todo.

Queremos aumentar as categorias além da dança, como métodos de defesa pessoal feminina e circo. Além disso, estamos buscando parceria para incluir a cultura afrodescendente em nosso projeto.

Jornal Oi – Quais palavras você gostaria de transmitir neste momento ao nosso leitor?

Isabella Trevisani: Quero transmitir para quem está lendo essa matéria é o seguinte. Que colaborem, pois muitas vezes há empresários que querem ajudar e não precisa ser com quantias absurdas.

Às vezes, cem ou duzentos reais podem pagar o figurino de uma criança. Não importa gênero, opção sexual.

O que queremos não é discriminação, mas sim levar cultura e saúde a quem precisa.

Você que quer ajudar de alguma forma, colabora e sente conosco, pois o projeto vai beneficiar pessoas carentes, uma cidade e quem sabe uma região como Alto Tietê.