Gestão Priscila Gambale assim como a de Biruta empurra com a barriga as obras do Centro de Convenções ‘fantasma’
A falta de informações do atual governo ferrazense é uma clara indicação de que para os temas mais delicados a gestão dos Gambales vai se comportar como a do ex-prefeito Biruta; O Centro de Convenções ‘fantasma’ foi erguido de forma precária no governo do ex-prefeito Dr. Jorge/ Foto: Divulgação

Em maio deste ano a partir de questionamentos feitos pela Câmara de Vereadores de Ferraz, o Jornal Oi denunciou que o Centro de Convenções ‘fantasma’, erguido de forma precária no governo do ex-prefeito Dr. Jorge, entre 2010 e 2012, seguia abandonado principalmente em razão da falta de vontade política das autoridades da cidade.

Um mês desde que aquela reportagem foi publicada, a reportagem perguntou ao governo do deputado Rodrigo Gambale e da prefeita Priscila Gambale sobre que tipo de solução para o prédio a nova gestão pretende construir com a Justiça Federal para que a obra seja demolida ou finalizada.

As perguntas foram feitas ao governo de Ferraz na semana passada e até o fechamento dessa reportagem, terça-feira, 15, a prefeitura não se manifestou.

A falta de informações do atual governo ferrazense é uma clara indicação de que para os temas mais delicados a gestão dos Gambales vai se comportar como a do ex-prefeito Zé Biruta: nada a fazer.

Confira abaixo os questionamentos do Jornal Oi para a prefeitura de Ferraz:

Jornal Oi – Em relação à obra fantasma do Centro de Convenções quais são os pedidos/recomendações e determinações feitas pela Justiça Federal que a prefeitura já atendeu ou cumpriu?

Jornal Oi – O que a Justiça Federal cobrou que a prefeitura ainda não fez e isso será feito quando?

Jornal Oi – O que exatamente a Justiça Federal precisa autorizar e a prefeitura precisa fazer para que a obra seja retomada ou demolida?

Jornal Oi – Em quanto tempo o problema do Centro de Convenções será resolvido e o que a prefeitura vai fazer para acelerar esse processo?

Jornal Oi – No caso de a obra ser retomada, quanto seria necessário de recursos?

Jornal Oi – Existe alguma exigência da Justiça ou do governo federal para que a prefeitura devolva algum dinheiro referente a essa obra? Se sim qual é o valor?

Confira as perguntas do Jornal Oi para a Câmara de Vereadores de Ferraz feitas em maio deste ano:

Jornal Oi – Nos primeiros 120 dias deste ano qual foi participação dos vereadores e da Câmara de Ferraz nos debates com a prefeitura sobre a reabertura total/parcial/gradativa ou à demolição do Centro de Convenções?

Jornal Oi – Neste período, quais vereadores mandaram para a prefeitura algum tipo de questionamento sobre as soluções que o novo governo precisa dar para essa obra fantasma no centro de Ferraz?

As manifestações da Câmara de Ferraz em maio deste ano 

Na verdade, na atual legislatura esse assunto  não passou por nenhuma discussão política mais acirrada, já que o tema encontra-se pendente na esfera judicial.

No caso específico, a retomada das obras do Centro de Convenções Haja Abissamra, no centro, está dependendo de uma autorização legal da Justiça Federal, em Guarulhos (SP), ou seja, somente o poder judiciário poderá definir os rumos do caso.

Na prática, a empresa responsável inicialmente pelos serviços, a FIG já demonstrou interesse em concluir a obra, porém, essa decisão esbarra justamente na falta de um acordo com a Justiça Federal.

Além disso, recentemente, a prefeita, Priscila Gambale (PSD) participou de uma audiência virtual sobre o assunto, no entanto, apesar de cobrar uma definição da justiça federal, ainda não obteve êxito.

Na prática, os procuradores federais que cuidam do caso exigem a apuração de responsabilidades pela Prefeitura e, portanto, pelo visto não consideram correto apenas autorizar o reinício das obras.

Por outro lado, até a presente data, nenhum vereador apresentou formalmente questionamentos à Prefeitura da cidade.

Enquanto isso, o patrimônio público só se deteriora e, com isso, aumenta ainda mais o prejuízo financeiro. Em suma, quem perde é a cidade, ou melhor, o cidadão ferrazense.