Gerice cobra da Tora Logística soluções para transtornos causados na estrada do Areião em Suzano
Os vereadores decidiram criar uma comissão para acompanhar a questão. “Queremos dar respaldo aos moradores”, afirmou Gerice/ Foto: Ricardo Bittner
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Em reunião organizada pela vereadora suzanense Gerice Lione (PL), a esposa do Prefeito da Academia, realizada nesta segunda-feira, 24, a empresa Tora Logística, que faz o transporte de minério de ferro na estrada do Areião, no Monte Sion, se comprometeu a apresentar soluções para os transtornos causados no local.

Os moradores reclamam que a carga transportada gera um pó vermelho, causando problemas de saúde e sujeira constante nas casas.

Além disso, os caminhões danificam o asfalto recém-colocado na via e, por estacionarem de forma irregular, atrapalham o trânsito de veículos.

A convite de Gerice, também participaram do encontro os vereadores André Marcos de Abreu (PSC), o Pacola; Artur Takayama (PL); Givaldo Freitas dos Santos (PL), o Baiano da Saúde; José de Oliveira Lima (PDT), o Zé Oliveira; e Nelson dos Santos (PL), o Nelson do Fadul.

O assessor estratégico da Prefeitura, Jefferson Ferreira dos Santos, o Prefeito da Academia, representou o Executivo na reunião.

O morador Anderson de Jesus, que é uma das lideranças do bairro, disse que os problemas começaram em junho de 2020.

Ele mostrou ao representante da empresa fotos dos pés de crianças sujos dentro de suas casas e vídeos de caminhões com o motor ligado durante a madrugada, bem como do trânsito gerado no local.

Outros moradores também fizeram questionamentos e reclamaram de problemas de saúde, como alergias e problemas respiratórios, causados pelo pó do minério de ferro.

O gerente da Tora Logística, Adolfo Gomes Neto, disse que entende o transtorno causado e que a empresa irá apresentar em breve, aos moradores e aos vereadores, uma proposta de solução.

“Estamos elaborando um estudo e investindo em tecnologia para reduzir o pó. Queremos resolver o mais rápido possível”, afirmou.

Questionado sobre a existência do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para que a empresa atue no local, Gomes Neto informou que a empresa tem cerca de 60 dias para apresentá-lo à Prefeitura e que, no momento, a empresa dispõe de licença para operar no bairro.

Porém, devido às reclamações dos moradores, irá trabalhar para que este prazo para apresentação do EIV seja reduzido.

Os vereadores decidiram criar uma comissão para acompanhar a questão. “Queremos dar respaldo aos moradores”, afirmou Gerice.