‘Gente de bem’ não quer dividir o filé e nem o osso. Para barrar ‘os PPP’, as ‘zelites’ e a classe média farão o diabo até oficializar uma ditadura neste dia 7
O processo de exclusão dos pretos e por tabela dos pobres e também das putas (os PPPs) de qualquer possibilidade ou alternativa de mobilidade social é o objetivo maior e principal do desgoverno Bolsonaro/ Foto: Divulgação
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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021 registrou uma queda de 46,2% no número total de candidatos inscritos.

A redução no número de inscritos é puxada pela diminuição na presença de jovens negros entre os candidatos, o que é atribuído à cobrança de taxa de inscrição dos alunos ausentes na edição passada.

A participação de pretos entre os inscritos nesta edição do exame é a menor desde 2011 e em razão do grande retrocesso dos números,  o STF foi acionado para forçar o governo federal e o Ministério da Educação a promover a reabertura do prazo à concessão de isenção aos candidatos para a prova que está marcada para os dias 21 e 28 de novembro deste ano.

E o que os dados acima teriam a ver com a palhaçada prevista para acontecer neste dia 7 pelo palhaço Bolsonaro devidamente apoiado pelas forças armadas e setores mais privilegiados (os 30%) da sociedade brasileira?

O processo de exclusão dos pretos e por tabela dos pobres e também das putas (os PPPs) de qualquer possibilidade ou alternativa de mobilidade social é o objetivo maior e principal do desgoverno Bolsonaro.

Esse presidente aloprado e seu ministro da Economia aloprado (como já destacamos aqui neste espaço) estão cumprindo a risca a porca missão para qual foram incumbidos. A de acabar com a mobilidade social e blindar os privilégios de 500 anos das ‘zelites’ e da constrangedoramente medíocre classe média que neste dia 7 irá as ruas para reforçar e deixar claro mais uma vez que os pobres se acostumar com a pobreza e com a falta de perspectivas em vez de quererem estudar, progredir, viajar de avião e ter estabilidade profissional e social.

Os números referentes ao Enem de 2021 são apenas uma das dezenas de provas que o desgoverno Bolsonaro produz a cada dia e a cada discurso de ódio no sentido de fazer o povo (povão pobre que depende do Estado) voltar para senzala de onde alguns milhões tiveram a ousadia de tentar sair nos anos de 2010.

Sem dó, sem compaixão, sem educação e sem empatia, esse grupo dos 30% que apoia Bolsonaro não terá a menor cerimônia em instalar uma ditadura oficial no Brasil a partir deste dia 7 de setembro.

Caso os donos do poder sinalizem que isso será necessário, caso achem que será possível manter o povão de joelhos na porta senzala (como está hoje) então bastarão só (mais)algumas ameaças e baboseiras de Bolsonaro e seus toscos seguidores e apoiadores neste dia 7 para tudo continuar (piorando) como está. Aqui é Brasil.