Ganhando muito e fazendo pouco, como sempre. Deputados vão ‘trabalhar de casa’ por causa da ômicron. Povão vai ralar no presencial
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, anunciou que a Casa irá operar em trabalho remoto até ao menos o Carnaval, na primeira semana de março/ Foto: Divulgação
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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou nesta segunda-feira, 17, que a Casa irá operar em trabalho remoto até ao menos o Carnaval, na primeira semana de março.

Com isso, os primeiros 35 dias do ano legislativo na Casa poderão ocorrer com os parlamentares em suas bases.

As duas razões dadas por Lira em seu Twitter são o avanço da variante ômicron da covid-19, que tem aumentado exponencialmente o contágio pela doença (“Medida necessária até vencermos esta nova onda”) e uma “dita melhor aplicação dos recursos públicos”.

Sobre isso, Lira referiu-se diretamente ao preço das passagens aéreas: “Tarifas aéreas estão altíssimas e a flexibilidade nas remarcações só acontece quando é do interesse das companhias”, reclamou o parlamentar – que, na condição de presidente da Câmara, tem direito particular ao uso de jatos da Força Aérea Brasileira (FAB), ao contrário dos demais parlamentares.

É lógico que os deputados poderiam/deveriam trabalhar no presencial neste inicio de ano, afinal de contas o povão (que ainda tem emprego) segue correndo todos os riscos nos trens, metrôs e ônibus lotados.

Mas os deputados e outros políticos têm as suas prerrogativas e por esse motivo estão usando a tal da variante para justificar essa ‘esticadona’ no recesso ou férias.

O fato é que tanto no presencial quanto no virtual, os deputados e senadores correm mais atrás de seus interesses que do que importa ao povo, mas não querer aparecer para trabalhar já é uma sacanagem e um deboche.

Mais um deboche e mais uma sacanagem das autoridades contra o povo.