‘Fanfarrão’ coloca o do chefe ainda mais na reta. “Eu vetaria”, diz Mourão sobre fundão eleitoral de R$ 5,7 bi, mas o presidente vai ter o rabo livre para vetar?
Nesta segunda, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que vetaria o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado na LDO/ Foto: Divulgação
Centerpex Cinemas Suzano Shopping

Na última sexta-feira, 16, destacamos a situação complicada em que o presidente Jair Bolsonaro foi colocado após a aprovação do chamado fundão eleitoral.

Nesta segunda-feira, 19, o assunto teve sequência em Brasília e o Jornal Oi também continua tratando do tema por aqui.

Até porque, os deputados federais da região (em sua maioria) continuam fazendo de conta que nem votaram em favor da LDO que viabiliza o tal do fundão.

Nesta segunda, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que vetaria o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado na LDO.

Em 2020, o fundo eleitoral foi de R$ 2 bilhões. “Acho que está exagerado, acho que é um valor exagerado“, disse na chegada à vice-presidência nesta tarde.

“Principalmente quando há pouco nós aqui tivemos uma situação difícil no governo para conseguir fazer um rescaldo de R$ 1 bilhão para que as obras não parassem. Então, aí você tem uma gordura de uns R$ 3 bilhões que poderiam ser melhor empregados“, afirmou.

Para o vice-presidente, a forma de fazer as campanhas eleitorais atualmente mudou e permite ao candidato outras alternativas de financiamento.

“Hoje você usa muito rede social. O modelo de propaganda eleitoral, de você se fazer conhecido perante a população, ele mudou e também você busca o financiamento por meio do crowdfunding. Não está proibido o financiamento privado“, disse.

Mourão afirmou que não conversou sobre o assunto com o presidente Jair Bolsonaro, que pode vetar ou sancionar o novo valor do fundo. “Eu vetaria“, disse Mourão.

Brincalhão, fanfarrão ou sem noção: qual dessas três seria a melhor definição para essas afirmações do vice-presidente que se revela um verdadeiro fanfarrão?

Ou será que reúne as três características ao mesmo tempo? Será que o vice-presidente não sabe como os partidos do centrão (em sua  maioria) fazem campanha eleitoral mesmo em tempos de redes sociais?

É claro que o vice-presidente sabe que para a roda virar os partidos (temos o caso do PL para ficar apenas em um exemplo) precisam sim de muito dinheiro.

E ao dizer que vetaria o fundão indecente, o vice-presidente só joga para a torcida, pois sabe que Boslonaro não tem (hoje) condições políticas para fazer isso. A conferir.