presidenciável Haddad fala ao Jornal Oi sobre a desastrosa gestão Bolsonaro e revela planos do PT para 2022
Fernando Haddad concedeu uma entrevista exclusiva nesta sexta-feira para o Jornal Oi ao Vivo/ Foto: Divulgação

O professor, ex-ministro da Educação, e ex-prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad (PT), concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal Oi ao Vivo na noite desta sexta-feira, 18.

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Por aproximadamente uma hora Haddad, que poderá concorrer à presidência do Brasil ou ao governo do Estado de SP em 2022, respondeu todos os questionamentos da bancada do Oi e também as perguntas enviadas pelo ex-prefeito de Suzano, Marcelo Candido (PDT) e o ex-vereador de Mogi das Cruzes e pré-candidato a deputado estadual Rodrigo Valverde (PT).

Fernando Haddad observou em vários momentos da entrevista que ainda é muito cedo para a definição de nomes e coligações para a eleição presidencial do próximo ano e que especialmente o atual presidente não deveria estar antecipando a campanha eleitoral.

E sim deveria estar focado em salvar a população que sofre com os efeitos da pandemia de Covid-19 e de uma crise econômica sem precedentes.

Haddad também criticou a gestão do governador João Doria em SP e lamentou a estratégia do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) que não perde chances de atacar o ex-presidente Lula.

“Acho que na eleição do ano que vem ele irá amargar um 4º ou 5º lugar”, alfinetou.

Confira a seguir os principiais trechos da entrevista:

Sobre a alta dos preços no Brasil

“As pessoas não se lembram do que o Bolsonaro falou na campanha e o que o Guedes prometeu o botijão de gás a R$ 50. A gasolina estava R$ 2,60, e todo mundo saiu na rua contra a Dilma. Atualmente está acima de R$ 5. Esse silêncio está desta forma, porque estão pautando coisas que não tem sentido no país como cloroquina e tratamento precoce”.

“Atualmente, ninguém quer ficar perto do Brasil. Qual é o aliado do Brasil na Europa? Qual é o aliado do Brasil na América? Não temos. Esse país não pode ficar isolado”.

Sobre Bolsonaro e as polêmicas 

“Eu acho que o Bolsonaro está desgastado. Isso não significa afirmar que ele está morto, isso é claro. Eu acredito que vai ter violência estimulada pelo governo, me diz uma semana na qual o Bolsonaro não arrumou confusão?”.

Sobre os apoiadores de Bolsonaro 

“O Bolsonaro só vai ter o apoio do centrão. São aqueles partidos que não tem condição, foi o que sobrou para ele. Imagina o Roberto Jefferson, principal aliado, o Eduardo Cunha saiu da cadeia para fazer campanha para ele. Não tem condição”.

Sobre a Mea Culpa do PT 

“Pega o PSDB, ninguém pergunta para eles se vão fazer mea culpa ou não. Tiveram tantos governadores. Eu não julgo ninguém, nem adversário político. Porque não pergunta para os outros partidos. Pega a base do Bolsonaro, tem o Roberto Jefferson, tem o PP e por aí vai. Eu não julgo partido político, não tem como você julgar uma ou outra pessoa pela questão de partido”.

Sobre Ciro Gomes

“A impressão que tenho do Ciro é que em todo momento ele muda o discurso, parte para a ofensa e não agrega nada. Eu prevejo que ele deve amargar um quarto ou quinto lugar nas eleições”.

Análise sobre a gestão João Doria

“Tudo que ouço no estado de São Paulo é pedágio, presídio e privatização. Eu não ouço falar de novas indústrias, de novas escolas. Eu fiz mais do que ele quando fui ministro. Acho que o PT precisa fazer um grande estudo sobre as pequenas e médias cidades do estado de São Paulo”.