Campanha Tudo novo

Com o aumento no número de casos de covid e o avanço da nova variante, denominada de Ômicron, o neurocientista Miguel Nicolelis defendeu o atraso no retorno às aulas presenciais durante o Congresso em Foco Talk desta quinta-feira, 20. O Congresso em Foco publicou uma reportagem com os trechos principais do Talk.

 Também estiveram no programa a ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) Carla Domingues e a integrante do comitê técnico do programa, Isabella Balalai, que discordaram da visão de Nicolelis.

O único ponto divergente entre os entrevistados foi sobre a possibilidade de se deixar as crianças longe das salas de aula por mais tempo por causa da ‘variante do momento’ da Covid.

“Temos que mandar nossas crianças para a escola. Os pais tem que cobrar da escola o distanciamento das carteiras, que elas tenham condições de higiene das mãos, que não abram mão do uso das máscaras e que haja recreios em horários diferentes para turmas”, disse Carla Domingues, “a gente pode manter nossas crianças nas escolas, de maneira segura seguindo protocolos estabelecidos.”

Isabella disse que também orienta pelo retorno às aulas desde outubro, e que as escolas são os ambientes mais seguros para as crianças. “A maneira de as autoridades ajudarem seria com a educação da população – em vez de mostrar o lado bom, é trazer a atenção para a necessidade de reduzir os casos”, disse. “A escola não pode parar, e fechar a escola, nesse momento, seria desastroso nesse momento.”

O contraponto foi feito por Nicolelis, que sugere um atraso no retorno às aulas de duas semanas – voltados à vacinação em massa de crianças. ”Concordo que esse é o protocolo e esse é o correto. As escolas são essenciais no Brasil, pois elas desempenham várias outras funções”, argumentou o médico. “mas eu me sentiria muito mais seguro se tivéssemos uma campanha maciça de vacinação das crianças, e nós teríamos que ter um programa de distribuição de máscaras adequadas.” Ainda bem que o ‘cientista, especialista’e negacionista ao contrário ficou falando sozinho. O  Poder Público, as escolas, os educadores e os pais precisam se virar para garantir a imediata e segura volta das crianças às aulas presenciais.