Educação quer terceirizar o transporte escolar e rever contrato (ineficiente) de R$ 1 milhão para manutenção em Arujá
Dentre as medidas anunciadas pela secretária Elaine, está a terceirização de parte da frota e mão-de-obra do transporte escolar/ Foto: Divulgação
Tenda Atacado

A Secretaria de Educação de Arujá prestou contas do último quadrimestre de 2020 na Câmara de Vereadores.

Além de apresentar um balanço financeiro dos gastos da área naquele período, a titular da pasta Elaine Gentil ainda respondeu a questionamentos dos vereadores, anunciando alguns dos próximos passos da atual gestão.

Dentre as medidas anunciadas por Elaine, está a terceirização de parte da frota e mão-de-obra do transporte escolar.

Segundo a titular da pasta, hoje o serviço é oneroso. “Quando a gente terceiriza este serviço, gastamos muito menos por aluno do que com nossa própria frota”, explicou a secretária em resposta ao vereador Uelton Almeida de Souza (PSDB), o GCM Uelton.

Já respondendo a questionamento do vereador José Genilson da Silva (PT), o Genilson Moto, que apontou problemas estruturais em algumas unidades escolares, a secretária reconheceu que o serviço de manutenção das unidades não atende às expectativas do governo.

“Estamos iniciando um novo processo licitatório para manutenção escolar, tendo em vista que o resultado não está sendo satisfatório”, adiantou. Segundo ela, o novo contrato deve vigorar já no segundo semestre deste ano.

Em diversas ocasiões da audiência, Gentil enfatizou que o problema da manutenção não se dá em relação à empresa contratada, que executa os serviços em conformidade com o contrato, mas sim em relação ao próprio contrato, que limita a atuação da pasta na resolução dos problemas.

“Gastamos mais de R$ 1 milhão com um contrato de pequenos reparos que não nos atende plenamente. Vamos revisar isso”.

“Para se ter uma ideia, este contrato não inclui carpinteiro”, exemplificou a secretária. “Se quisermos realizar a pintura de uma unidade, o instrumento prevê isso, mas somente UM pintor”, enfatizou.

“Imagina o tempo que este único profissional levaria para pintar uma escola do tamanho da Hermínia Araki, por exemplo. Seriam necessários meses”.

Educação em números 

O investimento em Educação no ano de 2020 equivaleu a 31,6%, do orçamento, acima dos 25% determinados pela Constituição Federal.

Apenas no terceiro quadrimestre de 2020, a Secretaria de Educação teve um gasto total de R$ 45.003.422,84, dos quais 47,58% derivam de repasses federais.

Desse montante, a maior fatia (90,19%) foi destinada à folha de pagamento dos servidores municipais, totalizando um gasto de R$ 40.590.920,09.

Mesmo com a suspensão das aulas, os gastos com alimentação totalizaram R$ 954.471,50 – valor investido na aquisição de cestas alimentícias para alunos em situação de vulnerabilidade.

Os gastos com manutenção, por sua vez, totalizaram R$ 1.069.721,05 (2,38% do orçamento da pasta).