E segue o mimimi sobre voltar ou não às aulas presenciais. Baladas, futebol, carnaval já estão liberados
Estudo feito pelo Unicef apontou que para 42% dos alunos pretos e pardos no Brasil a dificuldade de acesso à internet ou baixa qualidade de conexão para assistir as aulas afetaram os estudos na pandemia/ Foto: Divulgação
Prefeitura de Guararema

Apesar de o governo de São Paulo anunciar presença obrigatória a partir de segunda-feira, 18, para os alunos das redes do estado e da particular, ao menos 75% das escolas estaduais ainda terão aulas remotas.

Os dados foram informados pela Secretaria Estadual da Educação para veículos de imprensa.

O Jornal Oi destacou nessa quarta-feira, 13, a informação do governo estadual sobre o retorno obrigatório para 100% dos alunos da rede publica estadual às aulas presenciais e já era esperados, infelizmente, os mais diversos argumentos lançados com a finalidade de inviabilizar ou atrasar ainda mais o retorno presencial.

Não se trata de forçar a volta às aulas de alunos, professores e demais servidores da educação, mas o fato é que o Brasil foi (é) o que mais tempo ficou sem aulas presenciais na pandemia.

E, por outro lado, tudo já está voltando ao normal com torcida nos estádios, preparação para o carnaval 2022, festas de final de ano, baladas e tudo o mais.

Pode tudo, só não pode voltar à educação no Brasil cada vez mais sem educação. É preciso um basta à essa palhaçada.

O novo argumento contra o retorno presencial em todas as unidades escolares é que apenas 1.251 instituições das 5.130 conseguem receber todos os estudantes ao mesmo tempo e cumprir o distanciamento de um metro.

As escolas que não têm espaço suficiente para receber todos os alunos devem continuar fazendo rodízio.

Reportagem da Folha de S.Paulo de agosto de 2020, quando o estado liberou as escolas a receber 100% dos alunos, comparou colégios privados e públicos e apontou que alunos das particulares teriam aulas presenciais todos os dias, enquanto estudantes da rede pública continuariam com revezamento.

Pesquisa feita pelo estado estima que será preciso 11 anos para os alunos recuperarem a aprendizagem perdida ao longo da pandemia de coronavírus.

Especialistas já apontam que o desafio será ainda maior para estudantes da rede pública e que não tiveram acesso às aulas remotas.

Estudo feito pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), por exemplo, apontou que, para 42% dos alunos pretos e pardos no Brasil, a dificuldade de acesso à internet ou baixa qualidade de conexão para assistir as aulas afetaram os estudos na pandemia.