Dr. Foganholi: médico e ativista político é um Líder que Inspira em Suzano e região
Dr. Foganholi revela detalhes do início de sua vida, os desafios para realizar sua formação acadêmica e os planos para o futuro no Instituto Foganholi/ Foto: Divulgação
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O Líder que Inspira desta semana é o médico suzanense, Carlos Fernando Foganholi, 53 anos, que trabalha atualmente na UTI Covid-19 do Hospital Nardine de Mauá.

Recentemente, o médico que já foi candidato a deputado federal e a vereador por Suzano, fundou o Instituto Foganholi que oferece serviços gratuitos de saúde para os munícipes do Alto Tietê e por tal razão foi o escolhido para a coluna desta semana.

Nessa entrevista, Foganholi revela detalhes do início de sua vida, os desafios para realizar sua formação acadêmica e os planos para o futuro no Instituto Foganholi. Veja abaixo a entrevista inspiradora do médico:

Jornal Oi – Quando surgiu o sonho de ser médico?

Carlos Fernando Foganholi: Surgiu quando eu era muito novo e eu sempre tive a necessidade de estar ajudando o próximo. E a profissão de médico é a que melhor garante um jeito de poder estar auxiliando uma pessoa em um momento de dor e angústia.

Jornal Oi – Quais são as suas origens?

Dr. Foganholi: Nasci em São Miguel Paulista, periferia da zona leste de São Paulo, onde estudei em escola estadual, brinquei na rua e graças a Deus. Nunca faltou nada em casa, entretanto, também não sobrava tanto.

Jornal Oi – Quem te inspirou a se tornar médico?

Dr. Foganholi: Minha avó, Dona Marta, era uma líder no bairro. Montava caravana de crianças para levá-las a um local com piscina e ajudava a população com cesta básica. Ela foi uma ativista social inspiradora. Era uma mineirinha que me ensinou muito e deixou marca.

Jornal Oi – Dona Marta chegou a acompanhar o início de sua faculdade?

Dr. Foganholi: Graças a ela eu tive um laboratório de análise clínicas e ali foi meu pontapé inicial. Sou muito grato a minha avó.

Jornal Oi – O senhor estudou em escola pública. Isso te auxiliou no seu sonho?

Dr. Foganholi: A escola pública me ajudou para saber e ter conhecimento da classe baixa e a situação das pessoas. Por esse motivo tenho tanta vontade de auxiliar as pessoas, pois não fui burguês. Tinha amigos que não possuíam dinheiro suficiente para comer e tudo mais.

Jornal Oi – Na faculdade, quais foram os principais desafios? E o começo da carreira, como foi?

Dr. Foganholi: Na parte financeira foi com muita luta, pois era muito caro e minha família precisou se desfazer de alguns imóveis para me manter na faculdade. Na garra venci e me formei em 2000 em uma universidade em Presidente Prudente.

O começo da carreira foi muito difícil, pois eu não tinha muita base e poucos familiares. Então as portas estavam quase sempre fechadas.

Comecei a trabalhar no Santa Marcelina e Jardim Indaiá em um programa de saúde da família. Foi um aprendizado, um começo. Até hoje mantenho as visitas domiciliares que fazia no começo.

Jornal Oi – Como o senhor descreve sua carreira até aqui?

Dr. Foganholi: Excelente, de maneira exemplar, correta e espetacular. Eu amo o que faço e tenho certeza que foi muito além do que sempre sonhei. Sou uma pessoa realizada por aquilo que desempenho e reforço: a saúde precisa de ajuda e necessita de investimentos maiores.

Jornal Oi – Qual o fato mais marcante de sua carreira até aqui?

Dr. Foganholi: Lembro de uma na Rodovia Ayrton Senna em uma colisão frontal. Era uma família de japoneses. A mulher estava morta. O marido em trauma e duas crianças vivas com traumatismo craniano.

Ali, para mim como pai, me tocou bastante. Após a imobilização, levamos para um hospital as crianças e chegando lá um amigo achou um ‘absurdo’ levar ambas as crianças para aquela unidade.

Isso ocorre com certa frequência e nessa época de Covid piorou. Estou saindo dessa pandemia muito desgastado e de forma emociona, muito abalado.

Pior mês da minha vida de 53 anos foi em dezembro do ano passado. Contraí a Covid e perdi minha mãe para esta terrível doença. Foi e está sendo muito difícil todo este período.

Jornal Oi – Doutor, chegando na política, o senhor já foi candidato em duas eleições. Qual sua visão sobre ambos os processos eleitorais?

Dr. Foganholi: Saio fortalecido de ambas as eleições e foi uma experiência imensa do que pode ou não e um divisor de águas, pois consegui separar o joio do trigo em relação às pessoas. Infelizmente a política é um meio de transformar a vida das pessoas ou para o bem ou para o mal.

Em 2018 foi a primeira, sem muita experiência, tivemos uma resultado razoável pelas condições que tivemos.

Em 2020, a situação do Avante atrapalhou bastante nossa candidatura. Continuo firme e forte acreditando que a política pode melhorar a vida das pessoas.

Jornal Oi – Por qual motivo o senhor não foi candidato a prefeito e por que recusou ser vice do Lisandro?

Dr. Foganholi: Recebi diversos convites e naquele momento era melhor sair candidato a vereador. O legislativo não é algo que brilha os meus olhos, mas naquele momento era o que o grupo político do Foganholi achou melhor concorrer. Era um dos caminhos para transformar a vida das pessoas, que foi nossa intenção.

Jornal Oi – De quem partiu a ideia do Instituto Foganholi?

Dr. Foganholi: Partiu de mim mesmo, pois eu não conseguia atender a elevada demanda que recebia diariamente em meu celular para atendimentos e coisas relacionadas às saúdes das pessoas.

Desse jeito, não tive condições de dar apoio as pessoas e decidi organizar este serviço e captar voluntários para formar uma equipe, ter uma sede e com essa organização melhorar o atendimento de forma ordeira.

E foi assim que surgiu o Instituto Foganholi, que hoje está servindo a população da região com qualidade.

Administrar o Instituto tem muitos desafios, mas eu já vivo isso na pele diariamente. Estou me acostumando.

Jornal Oi – Quantas pessoas o Instituto Foganholi já atendeu desde a fundação há dois meses?

Dr. Foganholi: Atendemos de forma direta 800 pacientes. Aproximadamente são 200 pacientes duas vezes na semana e indiretamente temos de 200 a 300 pacientes através dos nossos parceiros.

Hoje, nós temos 280 associados que contribuem mensalmente com o instituto para manter a sede e garantir outros atendimentos.

No futuro pretendemos incluir cultura, educação e esporte no Instituto Foganholi. Ou seja, melhorar cada vez mais o atendimento à população. Tem vários projetos a caminho.

Jornal Oi – Como você define a palavra “Inspiração”?

Dr. Foganholi: É tudo que move a gente, sempre a inspiração para ajudar e servir o próximo. Quero estar diminuindo as complicações e dores das pessoas, todas as dores. Eu quero trazer para as pessoas aquilo que eu tenho – felicidade.