Deputado Lucena diz confiar em ex-ministro, mas cobra apuração rápida, profunda e conclusiva
"Eu defendo que ministros de confissão religiosa como pastores, padres ou sacerdotes de qualquer religião sejam sempre cobrados com maior rigor em casos como os que estão sendo investigados”, argumentou Lucena/ Foto: Divulgação
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O deputado federal Roberto de Lucena (Pode) se manifestou no final da tarde desta segunda-feira, 28, sobre a saída do ministro da Educação, Milton Ribeiro, do governo do presidente Jair Bolsonaro.

“O ministro Milton Ribeiro pediu ao presidente Bolsonaro a exoneração do seu cargo. Foi um acerto. Isso, evidentemente, não põe fim a investigação das situações trazidas à luz pela imprensa. Acredito na idoneidade do Ministro e será bom para ele que essa apuração, que será feita pela Polícia Federal, o Ministério Público e a CGU, seja rápida, profunda e conclusiva”, disse o deputado.

“Desta forma, confirmando-se sua integridade, ele poderá até voltar mais forte e continuar ajudando o Brasil. Essa investigação também haverá de esclarecer os pontos que envolvem as denúncias contra um ex-servidor e terceiros. Se houver malfeitos confirmados, que sejam punidos os responsáveis com todo o rigor da lei. Eu defendo que ministros de confissão religiosa como pastores, padres ou sacerdotes de qualquer religião sejam sempre cobrados com maior rigor em casos como os que estão sendo investigados”, argumentou Lucena.

A saída de Ribeiro do Ministério da Educação foi confirmada durante a tarde desta segunda-feira, depois da divulgação (na semana passada) da existência de um “gabinete paralelo” integrado por pastores que controlariam verbas e agenda do Ministério da Educação que foi revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

Depois, a “Folha de S.Paulo” divulgou o áudio de uma reunião em que o ministro disse que, a pedido do presidente Bolsonaro, o repasse de verbas seguiria as indicações de dois pastores.

Os pastores a que o ministro se refere no áudio são Gilmar Santos e Arilton Moura. Eles não têm cargo no governo, mas participaram de diversas reuniões com autoridades nos últimos anos.

Na carta em que pediu exoneração do cargo, Ribeiro se defende, afirmando que “jamais realizou um único ato de gestão na pasta que não fosse pautado pela correção, pela probidade e pelo compromisso com o erário” e que pediu para deixar o cargo para que “não paire nenhuma incerteza sobre a minha conduta e a do Governo Federal”.