Começa o pagamento do Auxílio Brasil; aumento do benefício (assistencialista até o osso) é terrível e vergonhosamente eleitoreiro
A prova de que o Auxilio Brasil é vergonhosamente eleitoreiro, é que o seu valor poderá ser reduzido em 2023, ou seja, depois da eleição de 2022/ Foto: Divulgação
Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde

O governo federal iniciou nesta quarta-feira, 17, o pagamento do Auxílio Brasil. Ele reúne nove modalidades de repasses no valor médio de R$ 217,18, que atenderão, inicialmente, 14,6 milhões de famílias cadastradas no Bolsa Família, programa que substitui.

Entretanto, segundo reportagem publicada pelo site Congresso em Foco, deixa de fora 20 milhões de brasileiros que recebiam o Auxílio Emergencial, cuja sua última parcela foi paga também nesta quarta.

Para o economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social, o número de famílias atingidas será motivo de efeitos adversos no país a longo prazo, uma vez que deixa desamparados aqueles que foram afetados pela crise econômica instaurada no país durante a pandemia.

“A grande batalha não foi enfrentada. A priorização de políticas de combate à pobreza, isso não foi feito. É necessário uma política que seja para os ‘velhos’ pobres, mas também para os ‘novos’ pobres “, afirmou o especialista.

Durante toda a manhã, em diversas cidades brasileiras as agências da Caixa Econômica Federal registraram filas gigantescas de pessoas em busca de respostas sobre o direito ao benefício.

Podem receber o auxílio todos aqueles já cadastrados no Bolsa Família, além de famílias em situação de extrema pobreza, isto é, com renda de até R$ 100 mensais por integrante da família, ou em situação de pobreza, com renda entre R$ 100,01 e R$ 200 mensais por pessoa.

O decreto que regulamenta os repasses estabelece aumento de 17,84% no valor médio que antes era pago no Bolsa Família, de R$ 190.

O Auxílio Brasil reúne nove núcleos/tipos diferentes de benefícios e revela uma das mais toscas e desavergonhadas ações eleitoreiras da história do Brasil e olhem que em questão de manobras eleitoreiras o Brasil é ‘campeão’.

Mas essa iniciativa do governo Bolsonaro não tem ‘concorrência’ na história mundial.

Bolsonaro e o mercado estão fazendo o diabo para que o Brasil e a maioria dos brasileiros continuem ardendo na profundeza dos infernos e para que o fogo fique ainda mais quente é preciso que Bolsonaro seja reeleito.

A prova de que o Auxilio Brasil é vergonhosamente eleitoreiro, é que o seu valor poderá ser reduzido em 2023, ou seja, depois da eleição de 2022.

Aqui é o Brasil de Bolsonaro, dos liberais e da direita raivosa.