Estamos na 2ª onda? Condemat confirma aumento dos casos de Covid-19 na região e revela dificuldades para obter dados do Estado
Com base nas estatísticas do Condemat, o cenário regional registrado nesta sexta-feira é de aumento na epidemia de Covid-19, a exemplo do que acontece no Estado de São Paulo/ Foto: Divulgação
Tenda Atacado

A direção do Condemat respondeu no início da tarde desta sexta-feira, 20, aos questionamentos feitos pela reportagem do Jornal Oi sobre a situação da pandemia de Covid-19 em Suzano e cidades vizinhas, levando-se em conta o fato de que na Capital ocorreu o aumento do número de notificações e de internações.

Confira a seguir as perguntas do Oi e os esclarecimentos do consórcio de prefeitos:

Jornal Oi – Qual é o balanço do Condemat para o número de internações e de casos notificados nos 19 dias deste mês em comparação com o total de internações e casos notificados no mesmo período do mês de outubro?

Jornal Oi – Qual é o total de leitos de UTI ocupados por pacientes com Covid neste dia 19 na região?

Jornal Oi – Qual é o número de leitos de UTI vazios e disponíveis hoje na região para pacientes com Covid?

Jornal Oi – Pelos dados e informações que dispõe nesse momento o Condemat acredita que a região já enfrenta uma segunda onda da Covid ou não?

Jornal Oi – O Condemat avalia ser necessário fazer o que na região para impedir o crescimento de casos até o final deste ano?

Os esclarecimentos da direção do Condemat 

Com base nas estatísticas do Condemat, a partir de dados das Vigilâncias Epidemiológicas Municipais das 12 cidades consorciadas, o cenário regional registrado nesta sexta-feira, 20, é de aumento na epidemia de Covid-19, a exemplo do que acontece no Estado de São Paulo.

Nos últimos 14 dias (base de dados de 19/11), a região do Condemat registrou 22.042 novas notificações de suspeitas, 4.365 casos confirmados e 79 óbitos.

Na comparação com os 14 dias anteriores, há uma variação de 0,73 nas notificações, de 0,63 nos casos confirmados, e de 0,82% nos óbitos.

Em percentual, nos últimos 14 dias temos um aumento de 27% nas notificações, que saltaram de 16.156 para 22.042.

Os casos confirmados tiveram a maior alta – 37%, com 4.365 registros contra 2.758 do período anterior. Nos óbitos a elevação foi de 18%, com o número de mortes saltando de 65 para 79.

A média móvel diária nos últimos 14 dias é de 1.574 notificações; 312 casos confirmados; e de 6 óbitos.

Nos 14 dias anteriores, essa média era de 1.154 notificações; 197 casos confirmados; e de 5 óbitos.

Essa elevação nas notificações e casos confirmados, avalia a coordenação da Câmara Técnica de Saúde,  é reflexo do que tem se visto no dia a dia das cidades, com o aumento significativo de pessoas nas ruas e o descumprimento das principais orientações para evitar a propagação do vírus, como manter o distanciamento social e o uso de máscara de proteção.

“No Alto Tietê, a exemplo de outras regiões do Estado, já se verifica o aumento nos casos respiratórios, o qual só não refletiu ainda de forma mais acentuada nos óbitos porque a maior parte das vítimas tem apresentado quadros leves”, alerta a coordenadora da Câmara Técnica de Saúde, Adriana Martins.

Ela ressalta que é precoce falar em segunda onda, quando ainda vivemos a primeira onda, visto que embora em desaceleração nos meses de setembro e outubro, os casos não chegaram a reduzir drasticamente.

“A pandemia persiste e é fundamental que as pessoas mantenham os cuidados para evitar a adoção de medidas mais drásticas. O esforço continua”, conscientiza a coordenadora Adriana.

Internações

O Condemat solicitou oficialmente ao Estado uma maior facilidade de  acesso aos dados diários da região sobre ocupação de leitos e novas internações, os quais desde a reunificação da Grande São Paulo, não estão mais disponíveis por sub-regiões na plataforma online, o que prejudica a agilidade necessária na organização regional de enfrentamento da pandemia.

Com os dados disponibilizados ao Condemat pela Secretaria de Estado da Saúde – DRS 1, nos últimos 14 dias a taxa de ocupação dos leitos de UTI no Alto Tietê saltou para 46,6%, enquanto a mesma era de 35,6% no período anterior – uma alta de 11%.  Os números consideram os leitos municipais, estaduais e privados.