Desde o final do ano passado Carla integra a equipe de Marco Vinholi, secretário linha de frente do governador do Estado de São Paulo / Foto: Reprodução
Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde

Dá para contar nos dedos de uma mão o número de profissionais de imprensa de Suzano e demais cidades do Alto Tietê que tiveram a oportunidade (receberam convites) para trabalhar em uma das Secretarias do governo do Estado de São Paulo.

E quando se trata de uma pasta estratégica como é o caso da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, o grupo de profissionais que representou ou representa a região no Palácio dos Bandeirantes fica ainda mais seleto.

Nesta realidade Carla Fiamini pode e deve ser considerada uma referência para o jornalismo do Alto Tietê.

Desde o final do ano passado ela integra a equipe de Marco Vinholi, secretário linha de frente e do tipo pau para toda a obra do governo paulista e do governador do Estado João Doria.

Nesta entrevista exclusiva, Carla revê sua trajetória, fala do momento atual e destaca a competência e dedicação de Vinholi.

Jornal Oi – Como a Carla Fiamini entrou para o mundo do jornalismo?

Jornal Oi – Quais foram os maiores desafios para iniciar a carreira como profissional de comunicação?

Jornalista Carla Fiamini: Dei início à carreira no jornal Diário de Suzano, em janeiro de 2003.

Para mim, era, inclusive, mais que trabalho – era a oportunidade que eu tanto queria para poder começar numa Redação, na minha cidade, e ao lado de gente boa, experiente. Sabia que ali eu ia aprender. E, de fato, foi isso que aconteceu.

Devo essa chance à Simone Leone, que era editora-chefe do jornal na época e hoje é uma grande amiga e meu braço direito (e esquerdo), rs.

Uma das passagens marcantes que tive lá foi a cobertura do sequestro do empresário Márcio Gyotoku, filho do dono do shopping da cidade.

A Imprensa de todo o Brasil se mobilizou face ao caso. Foram dias e mais dias de quase vigília em frente ao prédio da família dele. Foi a primeira vez que assinei uma matéria, ainda como estagiária.

Jornal Oi – Quais foram os momentos mais positivos e mais difíceis (desafiadores) da sua carreira profissional até agora?

Carla Fiamini: As oportunidades que tive na Comunicação Pública foram muito importantes. Já passei por Câmara Municipal, por três Prefeituras, por prefeitos diferentes e de partidos diferentes.

Mas, ter trabalhado numa agência especializada em Poder Público na qualidade de atendimento foi um divisor de águas.

Aprender a manter distanciamento ao mesmo tempo que se faz parte do processo é indiscutivelmente importante.

Já na parte eleitoral, fiz muitas campanhas – para vereador, prefeito, deputado, governador. Cada pleito foi uma escola, ainda mais porque tive a oportunidade de fazer parte dos núcleos de estratégia, de media training e de debates.

Jornal Oi – Quais foram os principais aprendizados conquistados ao longo da vida e as atividades profissionais?

Carla Fiamini: O grande desafio de tudo isso é manter o equilíbrio entre o institucional, o político e o partidário, sobretudo no momento de gerenciar crise e de definir uma linha de defesa.

Também aprendi a compreender melhor as perguntas, independentemente de onde venham, fazendo quase que uma leitura da intenção por trás da mensagem – e isso faz com que o valor e o peso que se dá à resposta mudem por completo.

Jornal Oi – Como e quando recebeu o convite para atuar na Secretaria de Desenvolvimento Regional do governo do Estado de São Paulo?

Jornal Oi – O que significa esse momento para a profissional e a cidadã Carla Fiamini?

Carla Fiamini: O secretário Marco Vinholi, que também é presidente do Diretório Estadual do PSDB de São Paulo, já havia me convidado outras vezes para compor a equipe.

No começo de dezembro do ano passado, o secretário voltou a falar comigo sobre a possibilidade. Aí, desta vez, tudo deu certo.

Conseguimos, enfim, organizar minha ida para o Palácio dos Bandeirantes. O mais importante foi a força que recebi do Duda Lima, diretor da agência onde eu estava há tempos, e que tanto me ensinou nos últimos anos.

Ele mesmo me falou: “agora, sim, chegou a hora de você ir para lá”. Para mim, mudança significa recomeço.

E Comunicação é isso: é movimento. Ir para o Governo do Estado de São Paulo num momento de pandemia é um grande desafio.

E, coincidência ou não, cheguei por lá com a vacina (CoronaVac) e ainda comecei numa 6ª feira.

Brinco que trabalho que começa numa 6ª feira só pode ser bom. E, até o momento, só tenho a agradecer e a celebrar cada segundo que passo por lá, inclusive, aprendendo muito!

Jornal Oi – Quais são as principais virtudes do secretário Marco Vinholi e qual a importância do trabalho desse jovem secretário para o governo de SP e às cidades da região do Alto Tietê?

Carla Fiamini: O secretário impressiona pela dedicação. Também é extremamente ágil e habilidoso na tomada de decisões.

É alguém que aproveitou, e muito, a oportunidade que lhe foi concedida.

Arrisco a dizer que, em pouco mais de dois anos, o trabalho que desempenhou à frente da pasta está visivelmente maior que qualquer expectativa que possa ter tido quando a gestão começou, em janeiro de 2019.

E, para finalizar, o secretário Marco Vinholi é alguém que faz da coragem mola propulsora para se posicionar e enfrentar quando o momento exige.

Jornal Oi – Qual a mensagem da Carla Fiamini para todos que estão sofrendo com os efeitos da pandemia?

Jornal Oi – Qual é a expectativa da jornalista Carla para o pós-pandemia no que se refere as relações profissionais e pessoais?

Carla Fiamini: Já vai fazer um ano que estamos em meio à Covid-19. Sobreviver à pandemia e a 2020 foi mérito. Mas, 2021 também não está sendo fácil.

Acredito que o maior aprendizado que possamos tirar disso tudo tenha a ver com a nossa capacidade de nos reinventarmos e de nos unirmos.

A disciplina e a empatia também se revelam imprescindíveis no momento de combatermos o aumento de contágio.

Por outro lado, a ideologia do negacionismo não é aceitável. Até porque ela mata. E não mata pouco, não! Há meses, nos falta ar.

Chegou até mesmo a faltar oxigênio no País. Mas, tudo porque, há tempos, por aqui, há falta de humanidade – muitas vezes, travestida de piada sem graça e de gosto questionável.