“Itaquá não será mais conhecida como lixão da Grande SP e Capital”, afirma o prefeito Boigues ao interditar dois aterros clandestinos
“Não haverá mais essa atividade poluidora de descarte de inertes, descarte irregular. Itaquaquecetuba não será mais conhecida como lixão a céu aberto de toda a Grande São Paulo e Capital”, assegurou o prefeito Boigues/Foto: Divulgação
Hospital Santa Maria

Por meio de reportagem produzida pelo departamento de Comunicação do governo de Itaquá e também de um vídeo feito pelo próprio prefeito durante uma operação para o fechamento de aterros clandestinos na cidade, Eduardo Boigues (PP) deixou claro que o município não poderá mais ser usado como um lixão a céu aberto por empresas e pessoas físicas da Capital que se acostumaram (em razão da falta de fiscalização e do descaso de diversos prefeitos) a descartar lixo, entulho e tranqueiras no município.

“Não haverá mais essa atividade poluidora de descarte de inertes, descarte irregular. Itaquaquecetuba não será mais conhecida como lixão a céu aberto de toda a Grande São Paulo e Capital”, assegurou o prefeito.

Boigues, neste início de mandato, coloca em prática o que prometeu na campanha eleitoral do ano passado em relação à necessidade e a obrigação das lideranças políticas de fazer com que a cidade seja respeitada no Alto Tietê, no Estado e no Brasil.

Com o firme objetivo de reverter a avaliação feita por muitos formadores de opinião de que Itaquá se transformou em terra de ninguém, dois aterros clandestinos foram fechados nesta segunda semana do novo governo.

Aterros que ‘operavam’ sem ser incomodados pelos prefeitos e governos anteriores em razão da falta de cuidado das gestões passadas com a cidade.

Diversos caminhões e máquinas trabalhavam em um dos aterros quando as equipes de postura e fiscalização chegaram com o prefeito Boigues para a operação.

Esses locais não poderão receber qualquer tipo de material até que sejam emitidas todas as documentações necessárias.

“O que a gente não pode mais conceber são atividades poluidoras como esses tipos de descartes inertes e aterros clandestinos que acabam não só prejudicando o meio ambiente, mas principalmente fazendo com que recursos naturais, como piscinões, reservas e áreas de mananciais façam a acomodação natural das águas de chuva”, ressaltou o prefeito por meio de sua assessoria.

O prefeito acrescentou que os aterros clandestinos podem ser a causa das enchentes em diversos bairros.

“Quando você aterra esses piscinões naturais, o leito calçado dos rios fica mais represado, mais curto, segurando e represando por mais tempo as águas. Os alagamentos nas regiões Fiorella, Vila Sônia, Maria Augusta e Vila Japão prejudicam todas essas famílias que sofrem há anos com essas enchentes”.

Em um vídeo gravado no local da operação, o prefeito revelou os lucros auferidos pelos responsáveis pelos aterros clandestinos.

“Mais um aterro clandestino interditado no Rio Abaixo. Aqui os responsáveis lucravam mais de R$ 56 milhões sem documentação, poluindo o Meio Ambiente, prejudicando os nossos mananciais e facilitando as enchentes na Vila Japão, Maria Augusta, Fiorello e Vila Sônia. Enchentes que acabam com vidas, invadem casas, levam bens materiais e tiram a dignidade da nossa gente. O lixo pode não ser nosso, mas está na nossa Itaquá e temos a responsabilidade de combater esse problema. Tolerância zero com os aterros clandestinos e o descarte irregular. Ainda temos muito trabalho pela frente e peço sua ajuda. Denuncie pelo telefone (11) 4647-1210 ou no site http://denuncia.sigam.sp.gov.br/, da Polícia Ambiental. A reconstrução de Itaquá já começou”, assegurou o prefeito.

Novo prefeito apela para que o povo deixe de jogar lixo nas ruas e diz que oito ecopontos serão instalados até o fim do ano 

Em outro vídeo o novo prefeito de Itaquá apela ao bom senso do povo  para que não jogue mais lixo nas ruas e revela que a cidade deverá ganhar ecopontos para o descarte.

“Venho fazer um apelo a todos vocês. Quem joga lixo na rua deixa a nossa cidade feia, suja, contribui para doenças como dengue e, principalmente, para alagamentos e enchentes. Os materiais entopem bueiros e boca de lobo e a água não escoa. Precisamos ser conscientes e jogar lixo no lixo. Vamos colocar oito novos ecopontos em pontos estratégicos de Itaquá até o final do ano. No mesmo modelo desse que eu vim conhecer, entre as ruas Jacamim e Uvaia, no Jardim Odete. Uma Itaquá melhor, mais limpa e sustentável começa com a atitude de todos nós!”, finaliza o prefeito.