20 de maio de 2022
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Gabriel Souza

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Estudante de Jornalismo - Uninter Estudante de Licenciatura em História - Unisa Repórter e Social Media em Política

Expectativa X realidade: no caso dos políticos, as redes sociais são disfarce, rota de fuga e esconderijo; tudo isso ao mesmo tempo

É impressionante com a grande massa da população e mesmo as pessoas com um melhor nível de instrução acabam sendo facilmente ludibriados por projetos, ferramentas e serviços que se apresentam ou são apresentados como sendo a salvação da pátria e como a garantia de um futuro cheio de justiça e de oportunidades para todos; mas SQN.

O caso das redes sociais é emblemático; a cada nova rede social que foi se consolidando ao longo deste século, discursos maliciosos ou sem noção batiam na tecla que  as redes sociais garantiriam voz a todos,  ampliaria a fiscalização em relação aos serviços e projetos desenvolvidos pelo Poder Público, abriria todas as caixas pretas devidamente lacradas nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e também na iniciativa privada; mas prática o que aconteceu e deverá acontecendo é exatamente o contrário.

As redes sociais (por culpa delas e tb de seus usuários) estão somente consolidando narrativas, comportamentos e atitudes deploráveis que ‘se aprimoram’ desde o tempo das cavernas. No caso da politica e dos políticos, as redes sociais tornaram-se ferramentas imprescindíveis na garantia de conforto e segurança àquelas lideranças marqueteiras, que no privado é o demônia e em público (nas redes sociais, é lógico) são exemplos de desprendimento, de humildade e de respeito a vida e às pessoas.

Com as redes sociais, as tais lideranças (políticas ou não) aparecem muito e falam muito; mas somente o que querem e quando querem. Tais lideranças (em sua maioria) se desobrigam de  prestar contas e dar satisfações para instituições preparadas e qualificadas (como é o caso da imprensa – séria) sob argumento de que é melhor falar direto com o povo e com a sociedade.

Trata-se de argumento falacioso e que tem causado estragos para as pessoas que estão na ponta e querendo ou não dependem de atitudes presenciais e respeitosas em vez de marketing e fake news virtuais.

Essa nossa opinião tem como objetivo maior alertar a sociedade para os estragos que as redes sociais estão promovendo (e logicamente que os estragos são planejados) na forma de comunicação das lideranças políticas (em especial) com a sociedade, com as pessoas e com as instituições com resultados deploráveis à população. Quanto tempo vamos levar para ver que o que nos foi vendido como salvação, na verdade, está sendo a nossa perdição quando o assunto é a relação da sociedade com a política e os políticos?

Para alívio geral da Nação, a Alesp cassou o mandato de Mamãe Falei; mas teve parlamentar tentando passar o pano para o tosco ex-deputado

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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que por alguma razão é considerada como o túmulo da política paulista uma vez que consome mais de R$ 1 bilhão por ano e devolve (ao povo) resultados pífios; acertou uma em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira, 17.

Deputados e deputadas acertaram ao aprovarem o Projeto de Resolução 7/22, que decretou a perda de mandato do ex-deputado Arthur do Val por quebra de decoro parlamentar. A aprovação foi por 73 votos favoráveis a zero.

A decisão seguiu agora para promulgação e publicação no Diário Oficial, quando passa a valer oficialmente. Uma questão é importante neste número de votos para a cassação do bizarro ex-deputado que foi expelido da politica paulista por, pelo menos, oito anos. Veículos de comunicação de São Paulo destacaram nas últimas horas que a cassação foi aprovada por unanimidade, mas ocorre que a Alesp tem 94 deputados e 73 deles para extirpar o ex-deputado da Assembleia.

E o que fizeram os demais 21 deputados e deputadas; foram proibidos de votar, ficaram em cima do muro ou passaram o pano para o agora ex-deputado que queria ser candidato ao governo do Estado pelo Pode?  Vejam só do que o povo de São Paulo se livrou. Vale relembrar que o processo contra Arthur do Val foi aberto no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alesp após a divulgação de áudios em que o ex-deputado se referia de forma machista, sexista e preconceituosa a mulheres ucranianas vítimas da guerra com a Rússia.

No dia 12 de abril, o colegiado decidiu, por unanimidade, pela cassação de Arthur, por entender que o então deputado, que estava em viagem para a Ucrânia, infligiu não apenas o Código de Ética e Decoro Parlamentar, mas também a Constituição Federal e a Constituição Estadual.

Após reconhecer a veracidade dos áudios, Arthur do Val renunciou ao cargo de deputado estadual no dia 20 de abril. Mesmo com o pedido da defesa do ex-parlamentar pela extinção do processo disciplinar, a Procuradoria da Casa manteve a tramitação da representação assinada por 22 deputados contra Do Val.

 “Fico muito triste de ainda ouvir sobre assédio, machismo, sexismo e qualquer atitude não só contra mulheres, mas contra crianças e nossos idosos. Espero que nós possamos aqui na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo dar um grande exemplo de que aqui isso não irá acontecer.

Será punido com rigor todo e qualquer tipo de falas”, afirmou o presidente da Casa, deputado Carlão Pignatari que não puniu com todo esse rigor assim a apalpada que um deputado do ‘sistema’ deu em uma deputada progressista no meio de uma sessão na Alesp.

O fato é que Mamãe Falei, candidato e deputado fabricado nas redes sociais, é/foi tão tosco que a maioria dos deputados (sérios e não sérios) não perderam a chance de eliminá-lo da politica paulista.

Que outros políticos tão desqualificados quanto Mamãe Falei sejam eliminados (nas urnas ou por medidas administrativas e/ou judiciais) da política, seja no Alto Tietê, no Estado de SP e no Brasil. Que todos os Mamães Falei sejam expelidos da politica para o bem da população.

Com Collor, Costa Neto e todo o Centrão, Bolsonaro, cara de madeira, diz que livrou o Brasil da ‘velha política’. É um velhaco

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Nota do articulista Edson Sardinha, publicada no site Congresso em Foco, chama a atenção da mais uma conversa malandra do presidente Jair Bolsonaro.   Nesta terça-feira, 17, o presidente afirmou que seu governo está livrando o Brasil da “velha política”. A declaração foi dada durante inauguração da duplicação de um trecho da BR-101, em Sergipe, na divisa com Alagoas. Bolsonaro estava acompanhado do ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL), que teve o mandato cassado por corrupção em 1992, a quem chamou de “grande aliado”.

“Agradeço a presença de várias autoridades, ministros meus já nominados, assim como o ex-presidente e hoje senador Fernando Collor de Mello, um grande aliado nosso no parlamento brasileiro”, afirmou o presidente, que tem como sua principal base no Congresso o chamado Centrão, grupo suprapartidário composto por parlamentares de perfil fisiológico, ou seja, conhecidos por trocar apoio político por cargos e emendas. “Vejo cada vez mais o interesse de vocês pelo destino da nação e se libertando cada vez mais da velha política brasileira”, disse o presidente.

Bolsonaro voltou a atacar o PT e disse que acabou com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). “O PT [Partido dos Trabalhadores] não desviou a água para o Nordeste, mas para o próprio bolso. O endividamento da Petrobras, na época do governo anterior, chegou a R$ 900 bilhões, que dariam para fazer 60 vezes a transposição do rio São Francisco”, discursou. “Também demos fim no movimento do MST quando passamos a titular as terras. O antigo assentado é proprietário da sua terra e não praticou mais atos de invasão”, acrescentou.

Em meio aos ataques que tem feito sistematicamente ao sistema eleitoral, o presidente afirmou que defende o armamento para o “cidadão de bem” para que a democracia seja preservada, independentemente dos “meios que porventura um dia tenhamos que usar”.

“Nós defendemos o armamento para o cidadão de bem, porque entendemos que a arma de fogo, além de uma segurança pessoal para as famílias, ela também é a segurança para a nossa soberania nacional e a garantia de que a nossa democracia será preservada, não interessa os meios que porventura um dia tenhamos que usar. A nossa democracia e a nossa liberdade são inegociáveis”, disse Bolsonaro.

As falas de Bolsonaro são as provas da prática de estelionato do começo ao fim. Talvez o presidente pense que o povo do Nordeste é burro e desinformado e que vai receber goela abaixo os abacaxis que o presidente tenta enfiar goela abaixo de todos – os incautos.  Já alertamos neste espaço que a população em geral precisa ficar bem esperta e não cair no conto do vigário, ou seja, nos discursos mentirosos do presidente.  Acuado e sem chances de se reeleger, Bolsonaro, cada vez mais, vai apelar para as fakes news, para as baboseiras relacionadas aos costumes e às questões morais.  Quem quer livrar o Brasil do inverno que representa o governo Bolsonaro que provocar o debate para questões relacionadas  à geração de empregos, renda, investimentos, moradias, educação, cultura.

Basta os brasileiros não caírem no discurso falso dos costumes e moralismos e o Brasil, neste ano, expelirá o bolsonarismo radical para a fossa

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O leite já foi derramado, ou pior, a honra, a dignidade e o futuro de milhões de brasileiros e do Brasil já foram tomados em razão dos diversos erros cometidos pela sociedade (como um todo) nas eleições de 2018.

A eleição de Bolsonaro, com certeza foi o nosso fundo do poço, cujo fundo não vai chegar enquanto esse presidente ainda estiver no poder; mas, neste momento em que estamos às vésperas de uma eleição o que realmente importa é olhar para frente e preservar/salvar o que ainda não foi destruído por um governo truculento, cruel e medíocre.

Neste contexto todos (que tem bom senso) devem analisar com cuidado os movimentos dos bolsonaristas, sejam aqueles que agem de má fé ou aqueles do tipo Maria vai com as outras. Com a inflação no céu e o poder de compra dos trabalhadores na sarjeta,  o desgoverno Bolsonaro se apega aos mais escrotos artifícios para  construir uma narrativa que lhe garanta continuar no poder após as eleições de outubro.

Jornalistas e bate paus bolsonaristas e direitistas (radicais) já viram que por mais que o povo seja ingênuo (em razão da educação precária e de uma imprensa que não cumpre com o seu papel de informar com isenção e parcialidade), não será possível enviar goela abaixo desse povo mais quatro anos de Bolsonaro, porque simplesmente o desgoverno não tem o que mostrar ou apresentar.

Mas esse pessoal mal intencionado (seja na imprensa, no empresariado ou na favela) já tem passado ‘qual seria a fita’ para Bolsonaro. A única solução para Bolsonaro e seu mando é insistir até o fim no discurso sobre costumes e moralismos, com algumas pitadas de que o ‘comunismo’ poderá voltar com Lula. Basta então o povo não cair nesse papo demagógico, hipócrita e criminoso de Bolsonaro e seu bando para que o Brasil comece a sair do inferno do bolsonarismo já a partir deste ano.

O povo precisa debater emprego, geração de renda, educação de qualidade, projetos de infraestrutura e desenvolvimento econômico e social. É simples, mas muita gente ainda se deixa levar para conversa fiada de Bolsonaro sobre moral e costumes. Se o povo ignorar esse discurso tosco conseguirá duas coisas, enviar de volta Bolsonaro e seus seguidores fanáticos para o esgoto e resgatar o Brasil do inferno. Vamos nessa?

Isso é bom ou é ruim? deputados do Alto Tietê não aparecem na ‘lista vip do orçamento secreto’ do Congresso

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Reportagem de Júlia Schiaffarino e Vanessa Lippelt publicada no site Congresso em Foco revela que pelo menos 17 parlamentares confirmaram ter indicado cifras acima dos R$ 100 milhões em emendas sob a rubrica RP9 – as emendas do relator, que ganharam o apelido de orçamento secreto dada a falta de transparência sobre sua designação e repasse. Uma espécie de clube vip que conseguiu acesso a valores vultosos entre os anos de 2020 e 2021.

De acordo com a reportagem, ao analisar mais detalhadamente dos números é possível ver uma relação direta entre o lugar ocupado por cada um desses parlamentares na lista, a proximidade deles com o presidente Jair Bolsonaro e a posição estratégica que desempenhavam no Congresso.

Encabeça o grupo o relator do orçamento, senador Márcio Bittar (União-AC), que reservou para si o direito de indicar R$ 467,9 milhões. Esse dinheiro, conforme ofícios remetidos pelo senador à presidência da Casa, foram enviados a cidades do Acre.

Os números copilados pelo Congresso em Foco constam em documentos apresentados pelo Senado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 9 de maio. Esses documentos atendem a uma decisão proferida pela ministra Rosa Weber determinando o envio à Corte de informações relativas às RP9.

Sobre a liberação dessas emendas pesam denúncias de uso indevido para compra, pelo Palácio, de apoio parlamentar em votações de interesse do governo Bolsonaro, algo que se complicou diante da falta de transparência sobre os critérios de repasse. O nome dos parlamentares beneficiados e os destinos dados aos recursos permaneciam, até então, sob sigilo.

No arquivo estão mais de 100 documentos, apresentados por 340 deputados e 64 senadores. A soma das rubricas publicitadas, no entanto, não ultrapassa os R$ 11 bilhões, apenas um terço dos R$ 36,4 bilhões liberados por meio do apelidado orçamento secreto nos anos de 2020 e 2021.

Recém ingressa no Senado, Eliane Nogueira (PP-PI) garantiu o segundo lugar entre os parlamentares que registraram as maiores indicações via emendas do relator. Nos documentos apresentados pelo Senado ao STF, a piauiense aparece como responsável pelo gasto de R$ 399,2 milhões via RP9. Eliane assumiu a cadeira de senadora no ano passado, ocupando uma vaga que era do seu filho, o atual ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, também do PP.

Presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), é o terceiro parlamentar que mais teve poder de indicar emendas da RP9, destinando cerca de R$ 357 milhões nos últimos dois anos. Ao mesmo tempo, o líder de governo no Senado até o ano passado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (PL-TO) ocupam o quarto e quinto lugares, respectivamente, deste mesmo ranking.

Alguns dos principais nomes da bancada evangélica também compõem a lista vip do orçamento secreto. Um deles é o deputado Marcos Pereira (SP), presidente nacional do Republicanos, sigla tradicionalmente ligada à Igreja Universal. Pereira superou nomes como o de Pacheco e Ramos, ficando em sétimo lugar entre as indicações mais volumosas – R$ 189,4 milhões em emendas do relator nos dois últimos dois anos estiveram nas mãos dele.

Pereira, aliás, é o nome da lista vip (com 17 representantes do povo) mais próximo da região do Alto Tietê. No início deste ano, ele esteve em Itaquá fazendo a entrega de máquinas para diversas cidades da região e da Grande SP.  Marco Bertaiolli, Marcio Alvino, Katia Sastre e Roberto de Lucena não aparecem ‘na lista vip’ e nos próximos dias serão questionados pelo Oi sobre os valores que conseguiram encaminhar as suas bases por meio do tal orçamento secreto. Não estar na lista vip é bom ou é ruim? Isso os deputados da região é que terão de dizer.

Pesquisa revela Haddad do PT ganha de tudo e de todos na disputa pelo governo de SP; mas o ‘jogo bruto’ ainda nem começou

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Pesquisa da Genial-Quaest divulgada nesta quinta-feira, 12, revela que Fernando Haddad lidera a disputa pelo governo de São Paulo. Nos três cenários em que seu nome é testado, o pré-candidato do PT aparece, respectivamente, com 30%, 37% e 39% das intenções de voto. Na simulação em que disputa com o petista, Márcio França (PSB) vem bem atrás: 17%. O dado negativo para o ex-prefeito da capital é a rejeição.

Por outro lado, ele bateria todos os adversários no segundo turno. Numa simulação com 10 candidatos, Haddad marca 30%; França, 17%; Tarcísio de Freitas (Republicanos), 10%, e Rodrigo Garcia (PSDB), 5%. Há um batalhão de seis nomes com 1% cada: Felício Ramuth (PSD), Elvis Cezar (PDT), Vinicius Poit (Novo), Gabriel Colombo (PCB), Altino Junior (PSTU) e Abraham Weintraub (PMB). Os indecisos ainda são 14%, e chegam a 19% os que votariam nulo ou em branco ou que afirmam que não pretendem votar.

Num segundo cenário, sem Márcio França e alguns candidatos nanicos, Haddad vai a 37%, seguindo por Tarcísio (12%), Garcia (8%), Ramuth e Ramuth (2%). Aí chegariam a 30% os que não vão querer saber de nome nenhum. E 15% ficariam indecisos.

SEGUNDO TURNO A pesquisa apresenta seis cenários de segundo turno, já testados no mês passado. Entre parênteses, os números de abril:

1: Haddad 38% X 32% França (38% a 33%)

2: Haddad 45% X 23% Tarcísio (42% a 23%)

3: Haddad 44% X 21% Garcia (41% X 25%)

4: França 42% X 20% Tarcísio (38% X 24%)

5: França 41% X 18% Garcia (44% a 15%)

6: Tarcísio 23% X 23% Gracia (29% a 18%)

Em todos os cenários, é grande o número de indecisos e de pessoas que ainda não se sentem representadas por ninguém. A pesquisa também indagou em quem votarão os eleitores, explicitando-se os apoiadores dos pré-candidatos. Quando o nome de Haddad é associado ao de Lula, ele chega a 39% — no mês passado, 41%. Tarcísio de Freitas, com pontuação modesta, salta para 28% quando associado a Bolsonaro (27% em abril).

Garcia marca 10% (antes, 9%) quando ligado Doria. É evidente que Haddad e os petistas têm motivos para comemorar o desempenho na pesquisa, mas convém tomar cuidado com alguns dados que aparecem nas dobras do levantamento — além, é claro!, da rejeição: – o tucano Garcia tem a máquina do governo na mão num Estado em que o PSDB é forte; como mais de 70% não sabem quem é ele, o potencial de crescimento é evidente.

Nesta semana o Jornal Oi e o Vai Encarar Segunda temporada conversou com duas lideranças da esquerda e apoiadoras das candidaturas de Lula e Haddad.  Especialmente no que se refere a eleição do governo do Estado de SP, Marcelo Candido e Rodrigo Valverde, avaliaram que o cenário eleitoral deste ano é bem diferente do enfrentado pelo PT nas últimas 4 ou 5 eleições ao governo do Estado.

Os números da pesquisa, neste momento, são interessantes para o PT e para Haddad, mas São Paulo é São Paulo e ‘forças ocultas e não ocultas’ poderão, mais uma vez, impedir a vitória do PT.

Brasil de Bolsonaro e Guedes é campeão mundial de inflação alta e desemprego. ‘Pobres que votaram no Mito’ liberal estão pagando com a vida

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O Brasil é um caso raro de país com taxas de dois dígitos de inflação, juros e desemprego. De acordo com reportagem publicada no site do G1 nesta quarta-feira, entre as grandes economias do mundo, apenas a Turquia vive tal situação, aponta levantamento feito para o g1 pela agência de classificação de risco Austin Rating.

 A Argentina e Rússia também estão no topo dos rankings das maiores taxas de inflação e de juros básicos do mundo, mas mantêm um desemprego abaixo de dois dígitos. Já a África do Sul e a Espanha possuem desemprego superior ao do Brasil, mas inflação e juros bem menores.

No Brasil, taxas de dois dígitos nos 3 indicadores não eram registradas desde a recessão de 2016. Considerando os dados oficiais desde 2012, quando começou a série atual da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), essa tríplice coroa’ só ocorreu em 4 meses, segundo a Austin.

Já são 8 meses seguidos com a inflação anual acima dois dígitos o Brasil, segundo mostraram os dados do IPCA divulgados pelo IBGE. A Selic superou os 10% em fevereiro e foi elevada no último dia 4 de maio para 12,75% ao ano – maior patamar desde 2017. Já a taxa de desemprego ficou em 11,1% no 1º trimestre e se mantém em dois dígitos desde o final de 2015.

Mais do que indicar uma situação econômica bastante ruim no Brasil, a conjunção de taxas de dois dígitos de inflação, juros e desemprego escancara os efeitos das sucessivas crises dos últimos anos e dos problemas estruturais da economia brasileira, que há anos vem registrando baixo crescimento.

O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, autor do levantamento, explica que, embora a inflação tenha se tornado um problema global, puxada principalmente pela disparada dos preços da energia e de commodities, em países como os Estados Unidos ela também tem sido alimentada pela situação de praticamente pleno emprego.

“Nos Estados Unidos, há renda para absorver a alta da inflação. Então é natural que se tenha um juro também maior. Já no Brasil, a gente não tem um mercado de trabalho para absorver essa inflação alta e os juros tem que subir para combater essa inflação de custos”, observa.

 Para Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, essa tríplice coroa também é resultado da instabilidade política, da crise fiscal e da falta de avanço na agenda de reformas. Já são oito anos seguidos de contas do governo federal no vermelho.

Análises econômicas a parte, o fato é que entregaram o Brasil para  as raposas (Bolsonaro e Paulo Guedes) ‘cuidarem’. Esse governo é pró-mercado e abriu as pernas para o agronegócio. Não chega a ser surpresa o Brasil estar na liderança mundial de índices tão negativos. O mais triste é que a conta desse desastre está sendo paga pelos mais pobres que não tem renda, não tem empregos e são devastados pela inflação. E olhem, muitos pobres votaram em Bolsonaro e até fizeram propaganda desse voto insano. Que essa dura lição aplicada por Bolsonaro, Guedes e os liberais radicais e cruéis sirva de lição para os próximos mil anos.

Se a educação ‘prestasse’ teríamos no poder Bolsonaros, Tiriricas, Mamãe Falei e outras aberrações; teríamos um STF se metendo em tudo?

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O processo eleitoral está se aproximando e muita gente já deve estar pensando sobre o que os candidatos irão falar (prometer) no que diz respeito à educação. Como estamos no Brasil (Brasil em tempos de Bolsonaro) é provável que esse tema até fique de fora dos assuntos principais da campanha eleitoral – só isso já indica o quanto realmente nos prezamos por uma educação de qualidade. SQN.

Queremos avaliar a qualidade atual de nossa educação sem preciosismos e empulhações acadêmicas?  Basta verificar que os brasileiros elegeram Bolsonaro presidente, continuam elegendo Tiririca para deputado e também colocou na Alesp um Mamãe Falei da vida.

Esses são alguns poucos exemplos que efetivamente a educação brasileira não forma cidadãos (pelo menos não em números suficientes) para superar a barbárie e avançar no processo civilizatório. Mas, no Brasil de hoje e de sempre, a educação teve exatamente esse objetivo: deformar e não formar pessoas que consigam enxergar e transformar uma realidade política, econômica e social que é cruel e perversa.

Neste sentido, cabem duas perguntas reflexões feitas por um especialista que escreveu artigo publicado pelo Congresso em Foco. Na verdade, são duas perguntas.  Sobre a qualidade da condução da educação pública pelo governo federal e estadual.  Estranho.  O governo federal tem pouco a ver com educação básica.  E, na maioria dos estados, 80% ou mais da educação estão nas mãos dos municípios.

A população sabe pouco sobre federação e a distribuição de responsabilidades.  Aqui já reside parte do problema:  de quem a população deveria cobrar?  Se a seleção perde, cai o técnico.  E na educação?  Educação é conceito muito abstrato, o foco deveria ser a escola.  E, possivelmente, o prefeito – pelo menos até o ensino médio.

Com conceitos tão abstratos a vida dos políticos fica muito fácil! Outra pergunta que chama atenção: que grupos deveriam ser ouvidos prioritariamente em relação às políticas educacionais? A pergunta chama atenção não pela pergunta em si, mas pela sua adequação aos destinatários.  O que interessa aos pais – em geral – é a escola onde matriculam ou podem matricular os filhos. Ou seja, o resultado das políticas, e não o processo como são formuladas.

Numa democracia representativa caberia ao poder Legislativo definir os rumos e ao poder Executivo alcançá-los. A pergunta reflete o modelo plebiscitário e assembleísta que predomina no Brasil.  Parece natural. Mas não é. Uma curiosidade: apenas 6% dos respondentes apontou para os partidos políticos… Outra: 66% indicaram que o mais importante é a opinião dos professores… Ou seja: a população acha que os professores constituem o grupo mais qualificado para opinar sobre educação.

E quem seria o grupo qualificado para opinar sobre o meu filho que não está indo bem na escola? Também chama atenção uma lista de frases com as quais o respondente deveria indicar o grau de concordância.  Das cinco frases, uma chama atenção, neste caso mais pelas respostas do que pela pergunta:  o que pensa a população sobre abrir e fechar escolas durante a pandemia?  E, sobre isso, a população brasileira está dividida – quase meio a meio.  Não é de se admirar que o Brasil tenha figurado entre os finalistas de países que mais tempo ficaram com as escolas fechadas.

No contexto: educação sim, escola, não!  Como pode ganhar uma seleção vigiada dessa forma?  É difícil mudar a educação sem que haja uma pressão forte sobre os políticos.  E, para isso, a população precisa ter clareza sobre a importância da escola e sobre quem é responsável por fazer a escola funcionar. E não sobre complexas questões federativas. É na escola que as crianças farão – ou deixarão de fazer gol.”

Superior Tribunal vai julgar o presidente do Congresso ‘é obrigado’ a decidir sobre pedidos de impeachment de Bolsonaro. Vai com tudo STF

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Deve começar na sexta-feira, 13, o julgamento, no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF), de três ações abertas contra o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), por omissão na análise de pedidos de impeachment apresentados contra o presidente Jair Bolsonaro. Lira acumula mais de uma centena de pedidos de impeachment não avaliados contra o presidente da República. As ações foram incluídas na pauta pela relatora, Cármen Lúcia.

As ações não tratam do mérito dos pedidos de impeachment, mas sim se Lira deve ou não se debruçar sobre os pedidos e manifestar sua posição, seja contra ou a favor da abertura do processo contra Bolsonaro. Se prevalecer a tese de que o deputado descumpriu com a obrigação de dar despacho aos processos, o STF deverá avaliar se ele cometeu algum tipo de crime. Cármen já apresentou seu parecer, ainda em setembro do ano passado, pela rejeição dos pedidos para obrigar o presidente da Câmara a tomar uma decisão. No julgamento virtual, que deve se estender até a próxima semana, os ministros depositam seus votos no sistema eletrônico.

Assim como seu antecessor, Rodrigo Maia (PSDB-RJ), Lira adota a prática de não arquivar nem encaminhar os pedidos de cassação do mandato do presidente.  “É um absurdo o presidente da Câmara não dar andamento aos pedidos e projetos! Isso tem que acabar!”, registrou o perfil oficial do Vem pra Rua no Twitter.

Uma das ações que estão no STF partiu do advogado Paulo Sergio de Albuquerque Coelho Filho. Ele acusa Jair Bolsonaro de crime de responsabilidade por conta de uma prática mais específica: seus constantes discursos de deslegitimação do processo eleitoral. O advogado citou também o discurso do ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, quando o general disse a Arthur Lira que “não haveria eleições em 2022 se não houvesse voto impresso auditável”.

Como, neste caso, falar em ativismo do STF?  O Jornal Oi e a coluna Opinião não defendem Judiciário brasileiro (que é caro, moroso, corporativista e ainda passou pano para o golpe de 2016), mas nesse caso o STF está mais do que certo em julgar e que do julgamento nasça uma indicação/ordem para que os deputados cumpram com a sua obrigação de ao menos encaminhar os pedidos de cassação contra o atual e contra todos os próximos presidentes.  Vergonha desse Congresso que lambe botas até de um Bolsonaro. Vai com tudo STF.

 

Ciro diz que Petrobras e Bolsonaro zombam dos brasileiros. Dessa vez o candidato fanfarrão do PDT está cheio de razão

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O pré-candidato para presidente do Brasil Ciro Gomes (PDT) criticou nesta sexta-feira, 6, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o lucro da Petrobras no 1º trimestre desde ano. De acordo com reportagens da imprensa,  a estatal registrou R$ 44,5 bilhões no período —montante 3.718% maior que o registrado no mesmo período de 2021, de R$ 1,17 bilhão. No Twitter,

Ciro afirmou que o ganho foi alcançado “às custas do sacrifício da população”. Criticou também a informação de que o conselho de administração da Petrobras aprovou a distribuição de R$ 48,5 bilhões em dividendos: “Bolsonaro, que acabou de trocar o presidente da Petrobras, reagiu com o teatro cínico e demagógico de sempre. Chamou o lucro de ‘estupro’, mas não disse uma palavra sobre mudar a política de preços da empresa.

É um covarde mesmo”, afirmou Ciro.  Em transmissão ao vivo por redes sociais, Bolsonaro afirmou que os lucros registrados recentemente pela empresa são “um estupro”, que beneficiam estrangeiros.

O presidente fez um apelo para que a estatal não aumente o preço dos combustíveis porque, segundo ele, isso irá “quebrar o Brasil”. A coluna Opinião do Jornal Oi já chamou a atenção aqui,  algumas vezes, para esse expediente sacana do presidente da República.  Bolsonaro faz jogo de cena, mas na verdade faz tabelinha com o ministreco Paulo Guedes e com o mercado cheio de liberais bandidos e gananciosos; o jogo é distrair o povaréu de um lado e ganhar muito dinheiro do outro.

Bolsonaro sabe muito bem que precisa ser o palhaço para que os poderosos ganhem muito dinheiro com uma inflação galopante. O grande problema é que setores da imprensa ajudam Bolsonaro a praticar esse estelionato e esse estupro contra a inteligência dos brasileiros e o futuro do Brasil.  Ciro Gomes está certo, Bolsonaro é um cínico e covarde e não dá para acreditar que cerca de 30%  dos brasileiros aprovam e apoiam as molecagens desse criminoso.

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