23 de julho de 2021
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Bras Santos

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Bras Santos jornalista e editor-chefe do Jornal Oi Diário. Pós-graduado em Gestão Estratégica de Comunicação. Neste ano completa 20 anos de carreira, com passagens em todos os grandes jornais do Alto Tietê

Presidente está de olho no monstro partidário em gestação. Centrão da direita pode ter 3 siglas para criar o maior partido do Congresso. ‘E vamos aos negócios, tá ok’   

Presidente está de olho no monstro partidário em gestação. Centrão da direita pode 3 siglas para criar o maior partido do Congresso. ‘E vamos aos negócios, tá ok’
São os urubus de sempre farejando carniça de sempre. Os brasileiros não merecem tantos sacanas fazendo tantas sacanagens/ Foto: Divulgação

Reportagem produzida pelo site Poder 360 de Brasília revela que os partidos PSL, DEM e PP estão negociando uma fusão das 3 siglas em uma.

O novo partido, que reuniria todos os defeitos já consumados do chamado centrão velho com as limitações e distorções sociais da direita, seria o maior do Congresso, com 121 deputados e 15 senadores do centrão.

A negociação está em seus últimos estágios e o novo partido deve ser anunciado em breve.

De acordo com a reportagem a nova sigla terá um comando dividido entre os 3 partidos atuais.

A presidência ficará com Luciano Bivar, atualmente no comando do PSL. A vice-presidência com a ACM Neto, atual presidente do DEM.

Já o PP ficará com a Secretaria-Geral, representado por Ciro Nogueira, que é o atual presidente do partido.

Integrantes do PSL dizem que a fusão ainda é vista como rumor e a movimentação é totalmente encabeçada por Bivar.

No DEM, ACM Neto ainda tem resistência à união dos partidos. A criação do novo partido é esperada pelo presidente Jair Bolsonaro.

A expectativa é que ele filie-se à nova sigla e a utilize como plataforma para a sua campanha à reeleição no pleito presidencial de 2022.

Nesta 5ª feira, 22, Bolsonaro já indicou uma aproximação com o centrão. O presidente afirmou que faz parte do bloco e que pretende buscar apoio no Congresso.

“O Centrão é um nome pejorativo. Sou do Centrão. Fui do PP metade do meu tempo. Fui do PTB, fui do então PFL. No passado, integrei siglas que foram extintas”, disse o chefe do executivo ao rebater as críticas de que tenha entregado o governo ao centrão com a nomeação de Ciro Nogueira como ministro da Casa Civil.

Em 13 de julho, o filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), afirmou que Bolsonaro conversava com o PP sobre uma filiação.

Flávio afirmou na época que o presidente também dialogava com o PL e com o Republicanos.

O PSL seria o cabeça desse projeto de poder pelo  fato de ter como pré-candidato o jornalista policialesco e ultrapassado José Luiz Datena que se filiou ao partido.

De acordo com Luciano Bivar, presidente da legenda, a filiação do jornalista Datena ao partido e sua pré-candidatura à Presidência da República fizeram com que outras siglas se aproximassem.

São os urubus de sempre farejando carniça de sempre. Os brasileiros não merecem tantos sacanas fazendo tantas sacanagens.

E danem-se as necessidades do povo e do País. Políticos reagem à reforma ministerial de Bolsonaro que se agarra ainda mais ao centrão  

E danem-se as necessidades do povo e do País. Políticos reagem à reforma ministerial de Bolsonaro que se agarra ainda mais ao centrão
Com essa ‘reforma’, o presidente quer garantir mais apoio do centrão ao seu desgoverno e dane-se o resto, inclusive o povo, tá ok/ Foto: Divulgação

Políticos reagiram nesta 4ª feira, 21, por meio das redes sociais, à “pequena mudança ministerial” que será realizada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na próxima semana.

Nessa 3ª feira, em encontro no qual participaram, de maneira às vezes alternada, Fábio Faria, Onyx Lorenzoni, Luiz Eduardo Ramos, Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Paulo Guedes (Economia), Bolsonaro decidiu fazer as seguintes mudanças: Casa Civil – entra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), no lugar do general Luiz Eduardo Ramos; Secretaria Geral da Presidência – entra o general Ramos no lugar de Onyx Lorenzoni; Ministério do Emprego e da Previdência Social – pasta será criada (desmembrada da Economia) e entregue a Onyx.

Políticos governistas receberam publicamente a notícia de forma mais discreta. Membros da oposição, por outro lado, criticaram as escolhas de Bolsonaro.

Vídeo de entrevista na qual Ciro Nogueira, em 2017, chama Bolsonaro de “fascista” foi resgatado.

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo Bolsonaro no Senado, disse que Ciro Nogueira é um “parlamentar experiente, com boa interlocução”.

Segundo ele, o político “reúne as credenciais para ampliar o apoio ao governo, avançar com a agenda econômica e contribuir para a construção de políticas públicas”.

“Excelente escolha do presidente Bolsonaro no sentido de aperfeiçoar a relação com o Congresso!”, disse.

O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) alfinetou o ministro da Economia, Paulo Guedes, se referindo a ele como “tchutchuca do centrão no governo Bolsonaro”.

“Paulo Guedes vivia dizendo que se tirassem alguma secretaria dele, ele cairia fora. Agora confirma que realmente vai perder o Trabalho e a Previdência pro centrão e está tudo bem. Mais uma tchutchuca do centrão no governo Bolsonaro”, afirmou.

Muitos outros políticos falaram e deverão continuar falando muitas coisas sobre esse assunto nos próximos dias.

Mas e o povo? O que o povão pensa e acha da ‘reforma ministerial’ do presidente Bolsonaro?

O povo, ora, o povo, o povão também acha muita coisa, mas a opinião do povo é a última que Bolsonaro quer escutar.

Com essa ‘reforma’, o presidente quer garantir mais apoio do centrão ao seu desgoverno e dane-se o resto, inclusive o povo, tá ok.

 

Tucanos tremem por causa da saída do ‘picolé de chuchu’. Ex-governador indica a aliados que deixará o PSDB para concorrer ao governo de SP. Boa Alckmin 

Tucanos tremem por causa da saída do ‘picolé de chuchu’. Ex-governador indica a aliados que deixará o PSDB para concorrer ao governo de SP. Boa Alckmin
Tucanos que fazem parte do governo Doria e Rodrigo Garcia tremem igual a vara verde diante da possibilidade de Alckmin concorrer contra o vice-governador/ Foto: Divulgação

O PSDB de São Paulo decidiu na última segunda-feira fazer a prévia no Estado em um processo casado com a nacional, no mesmo dia e com as mesmas regras, para decidir quem será o candidato ao governo do Estado em 2022.

A definição do diretório irritou o ex-governador tucano, Geraldo Alckmin, que pretende se candidatar no próximo ano, mas não quer enfrentar a disputa interna.

Com a decisão do partido, aliados de Alckmin disseram nesta terça-feira, 20, que o ex-governador deve deixar o partido nas próximas semanas rumo ao PSD.

Trata-se de uma informação bastante relevante publicada na tarde desta terça-feira pelo Jornal Valor Econômico.

Sendo que o Jornal Oi vem tratando deste assunto nas últimas semanas, pois lideranças políticas de Suzano e Mogi das Cruzes poderão ser protagonistas na disputa do ano que vem ao governo do Estado de SP.

Alckmin avalia que esse modelo de prévia, com a divisão do peso dos votos em quatro, o desfavorece na disputa.

O ex-governador tem dito a aliados que a máquina estadual deve pesar fortemente contra ele e em favor do vice-governador Rodrigo Garcia, que conta com o apoio do governador João Doria e do presidente do PSDB paulista, Marco Vinholi.

No mês passado, Doria e Alckmin se reuniram para conversar sobre as eleições de 2022.

O ex-governador falou sobre sua intenção de concorrer ao governo paulista novamente depois de quatro mandatos no Estado, mas Doria disse que ele teria que participar da prévia contra Garcia. Alckmin disse que não disputará.

O governador paulista o incentivou a concorrer a um cargo no Legislativo, mas a oferta também foi negada.

“Ele [Alckmin] me disse, infelizmente, uma resposta diferente daquilo que eu imaginaria de um democrata. Ele falou: ‘das prévias, eu não participo’”, relatou ontem Doria em entrevista à “CNN Brasil”.

“Ele me respondeu: ‘Não quero disputar nem para deputado federal nem para o Senado’.

Neste cenário, então, Alckmin que não tem falado com a imprensa deverá aceitar o convite do PSD de Gilberto Kassab e Marco Bertaiolli.

Tucanos que fazem parte do governo Doria e Rodrigo Garcia tremem igual a vara verde diante da possibilidade de Alckmin concorrer contra o vice-governador.

Pois mesmo com a máquina e tudo ele teria enormes dificuldades para vencer a disputa.

Esta é uma disputa que promete e as lideranças políticas da região deveriam tirar proveito disso em vez de se postarem de joelhos para os pré-candidatos e seus padrinhos ou ‘padastros’. Fica a dica.

‘Fanfarrão’ coloca o do chefe ainda mais na reta. “Eu vetaria”, diz Mourão sobre fundão eleitoral de R$ 5,7 bi. Mas o presidente vai ter o rabo livre para vetar?  

‘Fanfarrão’ coloca o do chefe ainda mais na reta. “Eu vetaria”, diz Mourão sobre fundão eleitoral de R$ 5,7 bi, mas o presidente vai ter o rabo livre para vetar?
Nesta segunda, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que vetaria o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado na LDO/ Foto: Divulgação

Na última sexta-feira, 16, destacamos a situação complicada em que o presidente Jair Bolsonaro foi colocado após a aprovação do chamado fundão eleitoral.

Nesta segunda-feira, 19, o assunto teve sequência em Brasília e o Jornal Oi também continua tratando do tema por aqui.

Até porque, os deputados federais da região (em sua maioria) continuam fazendo de conta que nem votaram em favor da LDO que viabiliza o tal do fundão.

Nesta segunda, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que vetaria o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado na LDO.

Em 2020, o fundo eleitoral foi de R$ 2 bilhões. “Acho que está exagerado, acho que é um valor exagerado“, disse na chegada à vice-presidência nesta tarde.

“Principalmente quando há pouco nós aqui tivemos uma situação difícil no governo para conseguir fazer um rescaldo de R$ 1 bilhão para que as obras não parassem. Então, aí você tem uma gordura de uns R$ 3 bilhões que poderiam ser melhor empregados“, afirmou.

Para o vice-presidente, a forma de fazer as campanhas eleitorais atualmente mudou e permite ao candidato outras alternativas de financiamento.

“Hoje você usa muito rede social. O modelo de propaganda eleitoral, de você se fazer conhecido perante a população, ele mudou e também você busca o financiamento por meio do crowdfunding. Não está proibido o financiamento privado“, disse.

Mourão afirmou que não conversou sobre o assunto com o presidente Jair Bolsonaro, que pode vetar ou sancionar o novo valor do fundo. “Eu vetaria“, disse Mourão.

Brincalhão, fanfarrão ou sem noção: qual dessas três seria a melhor definição para essas afirmações do vice-presidente que se revela um verdadeiro fanfarrão?

Ou será que reúne as três características ao mesmo tempo? Será que o vice-presidente não sabe como os partidos do centrão (em sua  maioria) fazem campanha eleitoral mesmo em tempos de redes sociais?

É claro que o vice-presidente sabe que para a roda virar os partidos (temos o caso do PL para ficar apenas em um exemplo) precisam sim de muito dinheiro.

E ao dizer que vetaria o fundão indecente, o vice-presidente só joga para a torcida, pois sabe que Boslonaro não tem (hoje) condições políticas para fazer isso. A conferir.

Deputados e senadores aprovaram a farra com a nossa grana. Bolsonaro vai ter culhão para vetar a facada do Fundão Eleitoral de R$ 5,7 bi? Façam suas apostas

Deputados e senadores aprovaram a farra com a nossa grana. Bolsonaro vai ter culhão para vetar a facada do Fundão Eleitoral de R$ 5,7 bi? Façam suas apostas
O Bolsonaro veta ou não veta? Fica a dica aqui do Jornal Oi: ele não deverá vetar, pois não tem culhões dentro da calça larga para fazer isso, tá ok?/ Foto: Divulgação

Que o relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), não é flor que se cheire pela quantidade de processos que ele responde (politicamente cheira mal) todos nós sabemos ou deveríamos saber.

Mas que o senador tem dito algumas verdades inconvenientes sobre e para o governo ensandecido do presidente Bolsonaro isso ele tem feito.

Agora o velho senador fez críticas, em seu perfil no Twitter, à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2022 que permite um aumento no Fundo Eleitoral – destinado a partidos políticos e candidatos para fazerem campanha nas eleições.

A LDO, aprovada pelo Congresso Nacional nessa 5ª feira (15. jul.2021), é à base do Projeto de Lei Orçamentária Anual. Segue agora à sanção presidencial.

O senador, que estava ausente na sessão de votação, se posicionou contra a proposta que pode fazer o valor do Fundo Eleitoral chegar a R$ 5,7 bilhões em 2022.

Lembrou em analogia à facada que o presidente Jair Bolsonaro sofreu em 2018 que o chefe do Executivo tem a prerrogativa de vetar a medida.

“E por falar em facadas e hemorragias, o presidente tem a prerrogativa de vetar a facada do fundão eleitoral que vai sangrar o Brasil em R$ 5,7 bilhões. Dinheiro que podia ir pra saúde”, disse o senador.

“Ele pode impedir e salvar as vítimas: os brasileiros. Os mesmos que padecem com a pandemia”, afirmou.

No Twitter, diversos usuários e políticos pedem para Bolsonaro vetar a medida e repudiam o possível gasto eleitoral em meio à pandemia de Covid-19.

As hashtags #VetaBolsonaro, #VetaPresidente e #FundãoDe6BilhõesNão estão entre os assuntos mais comentados da rede social.

Para a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), a análise da proposta do fundão “vai dar piriri” em Bolsonaro.

Segundo ela existe uma controvérsia sobre o tema: congressistas bolsonaristas votaram pelo aumento do valor apesar de dizerem que não querem a medida.

“Os bolsonaristas querem botar a mão na grana. Mas a gangue faz discurso furado de que é contra. Agora o calça frouxa vai ter que tomar uma decisão: vetar contra a vontade de seus aliados ou fingir demência e sancionar?“, disse em seu perfil no Twitter.

O Bolsonaro veta ou não veta? Fica a dica aqui do Jornal Oi: ele não deverá vetar, pois não tem culhões dentro da calça larga para fazer isso, tá ok?

 

Antes era ruim e agora o assistencialismo é bom? Governo envia projeto de lei para gastar mais (em ano eleitoral) com o ‘novo’ Bolsa Família. Isso pode?  

Antes era ruim e agora o assistencialismo é bom? Governo envia projeto de lei para gastar mais (em ano eleitoral) com o ‘novo’ Bolsa Família. Isso pode?
Também é importante destacar que nos tempos do governo do PT, o Bolsa Família era um ‘assistencialismo absurdo e inaceitável’. Agora em tempos de Bolsonaro e de trevas já não é mais?/ Foto: Divulgação

O governo federal enviou para o Congresso Nacional um PL (projeto de lei) que altera a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2021.

De acordo com informações do site Poder 360, o objetivo do projeto é flexibilizar as leis do Orçamento deste ano para permitir a criação de um novo programa social, que irá substituir o Bolsa Família.

Em um ofício, o ministro Paulo Guedes (Economia) afirma que a reforma do IR (Imposto de Renda) será a financiadora do novo programa de transferência de renda.

Como as alterações no sistema de tributação ainda estão sendo discutidas, a LDO de 2021 não aceita a justificativa de que os recursos sairão de uma lei que ainda não foi aprovada.

A criação de uma despesa permanente (como é o caso de um programa social) exige uma compensação no orçamento, a despesa não pode ser criada de forma a simplesmente aumentar o gasto público. Assim, a equipe econômica quer a alteração da lei orçamentária em vigor.

Guedes afirma que o novo programa irá respeitar todas as outras regras fiscais e orçamentárias. O ministro também reafirma que a medida respeita o Teto de Gastos.

O novo Bolsa Família deve ter um orçamento total de R$ 50 bilhões em 2022, segundo Guedes. A cifra representa um reajuste de 56% em relação ao valor desembolsado anualmente.

A reformulação do Bolsa Família tem sido um dos temas do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para as eleições de 2022. O novo programa deve ser anunciado no último trimestre deste ano.

Entre as propostas já faladas por Bolsonaro está o aumento do valor médio do benefício, atualmente de R$ 190. O presidente chegou a falar em uma média de R$ 300.

O governo federal também planeja ampliar em 4 milhões o total de famílias beneficiadas. A ação deve fazer com que o programa social alcance um total de 18,6 milhões de famílias de baixa renda.

Nada contra o reajuste no valor do Bolsa Família e também é bom que o número de pessoas beneficiadas seja ampliado.

O que exige reflexão e questionamento é o fato de essas ‘bondades’ serem preparadas para um ano eleitoral (2022).

Também é importante destacar que nos tempos do governo do PT, o Bolsa Família era um ‘assistencialismo absurdo e inaceitável’. Agora em tempos de Bolsonaro e de trevas já não é mais?

 

Guerra dos radicais vai exterminar os equilibrados? A triste e cruel ditadura dos conservadores/direitistas contra os progressistas/esquerdistas  

Guerra dos radicais vai exterminar os equilibrados? A triste e cruel ditadura dos conservadores/direitistas contra os progressistas/esquerdistas
Conservadores e progressistas deixaram bem claro, na sessão dessa terça-feira na Câmara de Mogi, que para eles não existe vida fora das disputas ideológicas com doses cavalares de radicalismo/ Foto: DIEGO BARBIERI/CMMC

Na tarde e início da noite desta terça-feira, 13, a Câmara de Mogi foi palco de um embate político, ideológico e religioso que fez a alegria de seus promotores e protagonistas e provocou uma enorme sensação de impotência em quem não é radical conservador de direita ou de esquerda e nem vive ou sobrevive deste embate ‘destruidor’.

O que ocorreu deixou claro que na guerra de versões e narrativas travadas entre conservadores e progressistas, as vítimas maiores são as pessoas equilibradas e que procuram se pautar pela ética, pelo conhecimento, empatia, respeito às diferenças e pela ciência.

Conservadores e progressistas deixaram bem claro, na sessão que aprovou o projeto de Decreto Legislativo 11/2021, apresentado pelos vereadores e pastores Osvaldo Silva (Rep) e Policial Maurino (PODE), que criou a Frente Parlamentar Cristã em Defesa da Família, que para eles não existe vida fora das disputas ideológicas com doses cavalares de radicalismo.

Osvaldo e Maurino chegaram as ‘colocar os bofes para fora’ tentando explicar para os ‘progressistas’ da Câmara que a Frente Parlamentar ‘terrivelmente’ Cristã não quer isolar e nem discriminar nenhum tipo de família ou região, mas fizeram questão de destacar que precisam deixar claro (às suas igrejas e eleitores) que eles defendem a família tradicional onde o menino veste azul e a menina veste rosa.

Os vereadores Iduígues Martins (PT) e Inês Paz (PSOL) se esgoelaram chamando a atenção para incoerências da Frente Parlamentar:

“Como legisladores, precisamos manter a questão da laicidade do Estado. A Constituição fala que o Estado é Laico. É uma questão de respeito, pois o Brasil é diverso no campo religioso, não temos somente a religião cristã. Não podemos misturar religião com o Estado”, afirmou Inês que chegou a convocar jovens para fazer um protesto contra a Frente Parlamentar  na sede do Legislativo.

O que ficou muito evidente é que parece que o equilíbrio foi definitivamente sacrificado pela gritaria de conservadores e progressistas que não medem esforços para impor suas ideias e objetivos.

Conservadores e progressistas ou direitistas e esquerdistas querem de verdade uma vida melhor para as pessoas e mais democracia? Não. Querem só ganhar espaço, poder, dinheiro e votos.

Se as pessoas de bom senso e equilibradas não ficarem espertas cada vez mais serão vítimas das ditaduras dos conservadores e progressistas de araque.

Presidente bolsonarista do Senado é a 3ª via? Kassab deve ter um sim do ‘candidato’ que irá perder, mas o que o candidato que pode ganhar (Alckmin) vai dizer?  

Presidente bolsonarista do Senado é a 3ª via? Kassab deve ter um sim do ‘candidato’ que irá perder, mas o que o candidato que pode ganhar (Alckmin) vai dizer?
A expectativa de Kassab é que Pacheco seja candidato à Presidência em 2022/ Foto: Divulgação

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta 3ª feira, 13, que fez um convite formal para o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se filiar ao partido.

A expectativa de Kassab é que Pacheco seja candidato à Presidência em 2022. A informação foi confirmada por vários sites de informações.

“Ele já respondeu que sim? Não, ainda não respondeu. Agora, vou dar a minha opinião: eu entendo que ele vai sim se filiar e que vai ser o nosso candidato“, disse Kassab em entrevista ao UOL.

O presidente do PSD e ex-ministro afirmou que o partido vem discutindo o lançamento de Pacheco há alguns meses.

Para ele, Pacheco tem o que é necessário para disputar a presidência. “Ele expressa o sentimento de renovação, tão caro hoje a todos os brasileiros“, disse Kassab.

De acordo com sites e páginas especializadas em política, a ida de Pacheco para o partido é quase certa e o anúncio pode vir ainda nesta semana.

Ele é a aposta de Kassab para uma 3ª via à polarização entre o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Apesar disso, Pacheco ainda não confirmou qualquer mudança partidária ou planos eleitorais para 2022.

Ele aguarda as últimas definições e acertos com o partido para anunciar sua filiação. O PSD é um partido que afirma ser independente.

A bancada tem representantes governistas e oposicionistas e foi um dos que mais cresceu em 2020. Para evitar um racha na sigla, queriam um nome próprio no pleito do ano que vem.

Para quem não sabe o PSD é o partido do ex-prefeito de Mogi e deputado federal Marco Bertaiolli que tem  optado por um silêncio estratégico em relação às manobras de Kassab para as eleições de 2022.

Pelo cenário de hoje tudo leva a crer que o presidente (bolsonarista por convicção ou conveniência) do Senado irá aceitar a missão. Ele não tem nada a perder a não ser a eleição, mas isso faz parte do jogo da política.

Para os pobres mortais do Alto Tietê o que mais interessa nas manobras do PSD é a resposta que o ex-governador Geraldo Alckmin (ainda no PSDB) não deverá dar um ok para Kassab que convidou o tucano para disputar o governo de SP pelo seu partido.

Alckmin teria boas chances de ser eleito mais uma vez para comandar o Estado de SP, mas o Jornal Oi (sim o Oi) avalia que Alckmin não terá esse apetite todo para ingressar no PSD e concorrer ao governo do Estado.

Alckmin candidato pelo PSD causaria uma grande confusão no cenário político do Estado e da região do Alto Tietê. A conferir.

O problema é que eles não representam nada de bom. Você torceu para Argentina contra o Brasil no futebol e torce contra o governo Bolsonaro? Sem problemas 

O problema é que eles não representam nada de bom. Você torceu para Argentina contra o Brasil no futebol e torce contra o governo Bolsonaro? Sem problemas
Para a grande maioria dos brasileiros tudo que é apoiado por Bolsonaro já não merece apoio/ Foto: Divulgação

A polêmica do final de semana foi sobre a final da Copa América disputada na noite de sábado, 10, entre as seleções do Brasil e da Argentina no Maracanã.

Mais especificamente a polêmica se deu pelo fato de que muitos especialistas, articulistas e gente do povo também foram a público para informar que torceriam contra o Brasil e a favor de Argentina de Messi que acabou campeão da Copa América em razão do 1 a 0 marcado por sua seleção contra o ‘esquadrão’ brasileiro.

Mas a polêmica ganhou outro ‘patamar’ porque a maioria dos que disseram que não iriam torcer pelo Brasil na final da Copa também se manifestaram no sentido de que também não torciam/torcem para o governo do presidente Jair Bolsonaro.

O tema (com os radicalismos e doses cavalares de ódio) tomou conta das caixas de comentários dos sites de informações e também ‘bombou’ nas redes sociais.

Mas e aí, foi ou é errado torcer contra a seleção brasileira? É errado torcer contra um governo que na prática está se mostrando em equívoco histórico? Avaliamos que não, levando-se em conta uma questão fundamental.

Não foi muito difícil para muita gente torcer contra o Brasil ou mesmo ficar neutro no jogo de sábado à noite e também não é nada difícil torcer para que o atual governo federal dê errado para que o Brasil se livre dele o mais rapidamente possível.

São sentimentos humanos bastante razoáveis diante do que representa o governo de Bolsonaro e a seleção de Tite.

Este é ponto: Bolsonaro representa um governo de ultra direita, conservador, violento, agressivo, cujo único projeto é consolidar, congelar o petrificar a imobilidade social.

Isso quer dizer que no Brasil de Bolsonaro você pode ser algo além de pobre: ser miserável, pois a agenda econômica perversa de Paulo Guedes  garante que você continue caindo mesmo depois de bater no fundo do poço.

Não é nada difícil, como destacamos antes, torcer contra para que esse governo acabe o quanto antes.

Em relação à seleção brasileira muita gente torceu contra em razão do contexto em que a Copa foi realizada, sem contar que para a grande maioria dos brasileiros tudo que é apoiado por Bolsonaro já não merece apoio.

Isso em razão do comportamento bélico e tóxico do presidente. Hoje a grande maioria dos brasileiros quer estar do lado contrário de Bolsonaro e não importa muito que lado seja esse, desde que seja longe de Bolsonaro e de tudo o que ele (e a seleção canarinho por tabela) representa neste momento triste da história do Brasil.

Neste momento,  quem torce contra ‘tudo isso que está ai’ merece mais que um desconto. Merece respeito.

CPI acelera, Forças Armadas apela e vamos que vamos. A ‘treta’ entre a CPI da Covid e as Forças. As FA defendem a democracia?  

CPI acelera, Forças Armadas apela e vamos que vamos
A ‘treta’ entre a CPI da Covid e as Forças Armadas/ Foto: Divulgação

Os senadores Renan Calheiros (MDB) e Randolfe Rodrigues (Rede) disseram nessa 5ª feira, 8, que as investigações da CPI da Covid não serão paradas por causa de “intimidações”. Os dois se referiram à nota, divulgada na 4ª feira  pelas Forças Armadas (FA).

“Esta Comissão Parlamentar de Inquérito, que é uma instituição da República, não pode ser ameaçada sob pretexto nenhum”, disse Calheiros durante sessão da CPI.

“Não pode confundir o nosso papel nem achar que vai nos intimidar. Nós vamos investigar, haja o que houver”, completou o relator da CPI.

Randolfe afirmou que a comissão vê responsabilidade do coronel Élcio Franco e disse que essas atitudes dele “envergonham” as Forças Armadas. O vice-presidente da CPI ainda disse que tem certeza que “bons militares” concordam com ele.

Calheiros disse que a investigação está “retirando a máscara de um esquema que funcionava no Ministério da Saúde e que proporcionou o agravamento do número de mortes de brasileiros” por causa da covid-19. “Ora, se isso vai desvendar a participação de civil ou militar não importa”, afirmou.

A treta começou na quarta-feira quando o presidente da CPI, Omar Aziz, deu uma acelerada nas Forças Armadas durante o depoimento de Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de logística do Ministério da Saúde.

“Fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do Governo. Fazia muitos anos”, disse o senador. O congressista se referia aos militares que foram ouvidos pelo colegiado.

Horas depois, após o término da sessão e detenção de Roberto Dias, o Ministério da Defesa e os comandantes das Forças Armadas repudiaram em nota oficial as declarações de Aziz.

“As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”, diz a nota.

O comunicado foi assinado pelos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica e pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto.  Nesta quinta-feira o pessoal do deixa disso entrou em cena e o bate boca deverá ficar por isso mesmo.

Mas temos algumas questões interessantes para analisar nessa nota da sempre tão temida e reverenciada (especialmente por bolsonaristas) pelas Forças Armadas (FA).

A nota do general diz que as FA não aceitarão ataques às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro.

Será que as FA se incluem entre as instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo?

Que tal instalar uma CPI para ver até onde  essa nota se sustenta? Aqui é Brasil, mas não precisa exagerar na desfaçatez, ta ok.

Prefeitura de Guararema