22 de outubro de 2021
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Bras Santos

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Bras Santos jornalista e editor-chefe do Jornal Oi Diário. Pós-graduado em Gestão Estratégica de Comunicação. Neste ano completa 20 anos de carreira, com passagens em todos os grandes jornais do Alto Tietê

Sem dúvidas o melhor lugar para o blogueirinho de Bolsonaro ou jornalista de esgoto é a cadeia

Sem dúvidas o melhor lugar para o blogueirinho de Bolsonaro ou jornalista de esgoto é a cadeia
A conclusão é que gente como esse blogueirinho se comporta dessa maneira (escrota) sempre e agora, em razão do desgoverno de Bolsonaro, está tendo a oportunidade de ‘revelar’ ao Brasil todo o seu escatológico conteúdo/ Foto: Divulgação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva e, ao Ministério da Justiça, o início imediato do processo de extradição do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos.

De acordo com reportagem publicada pelo site do Globo, Moraes ordenou ainda que a Polícia Federal inclua o mandado de prisão na lista da Difusão Vermelha da Interpol, para garantir que Santos seja capturado e retorne ao Brasil.

Também foi acionada a embaixada do Brasil nos Estados Unidos. A imprensa teve acesso ao processo que envolve a prisão de Allan dos Santos.

A decisão de Moraes, do último dia 5, atende a um pedido da Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a prisão.

Allan dos Santos é um dos aliados mais próximos da família Bolsonaro. Ele é investigado no Supremo em dois inquéritos: o que apura a divulgação de fake news e ataques a integrantes da Corte e também o que identificou a atuação de uma milícia digital que trabalha contra a democracia e as instituições.

Após ter sido alvo de operações, Allan dos Santos deixou o Brasil e entrou nos Estados Unidos em 12 de agosto de 2020, com permissão para permanecer até 11 de fevereiro de 2021.

Após a divulgação da informação da ordem de prisão de Allan dos Santos, o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), publicou em uma rede social mensagem de apoio à decisão.

O blogueiro é uma das 66 pessoas que tiveram o pedido de indiciamento incluído no relatório final da CPI, apresentado na última terça-feira. Ele foi enquadrado no artigo 286 do Código Penal, acusado de incitação ao crime por disseminação de fake news.

Ao STF, a PF apontou que o blogueiro, “a pretexto de atuar como jornalista”, assumiu a condição de um dos organizadores de um movimento responsável por ataques à Constituição, aos poderes de Estado e à democracia.

Não resta a menor dúvida, pelo conjunto da obra, que o blogueirinho do presidente deve mesmo ir para a cadeia.

É inaceitável o que essa figura tão covarde quanto assustadora se dispõe a fazer e a dizer a troco de sabe-se lá do que: de alguns trocados, de fama?

A conclusão é que gente como esse blogueirinho se comporta dessa maneira (escrota) sempre e agora, em razão do desgoverno de Bolsonaro, está tendo a oportunidade de ‘revelar’ ao Brasil todo o seu escatológico conteúdo. Cadeia nele e depois que volte para o esgoto.

Bolsonaro insiste com o auxílio pobreza de R$ 400 e volta a apanhar do mercado. Presidente vai recuar de vez nesta quinta ou na sexta?

Bolsonaro insiste com o auxílio pobreza de R$ 400 e volta a apanhar do mercado. Presidente vai recuar de vez nesta quinta ou na sexta?
O governo federal não deixou claro de onde virá o dinheiro para que o teto não seja furado e em mais um dia os donos da banca voltaram a reclamar/ Foto: Divulgação

O ministro da Cidadania, João Roma, confirmou nesta quarta-feira que os pagamentos do Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, começarão em novembro com um valor mínimo de R$ 400.

De acordo com reportagem publicada no site o Globo, o valor foi um pedido do presidente Jair Bolsonaro, disse o ministro.

Segundo o ministro, parte desse valor seria “temporário”, até o fim de 2022, ano em que o presidente pretende concorrer à reeleição.

No entanto, ele não deu detalhes sobre como o governo vai pagar o benefício nem a forma de financiamento desse valor, que é mais que o dobro do pagamento médio de R$ 189 do Bolsa Família.

Embora tenha afirmado que o governo está buscando “todas as possibilidades para que o atendimento siga com responsabilidade fiscal”, Roma não esclareceu a composição do benefício nem indicou os recursos que o financiarão.

Também não disse se haverá pagamentos fora do teto de gastos, regra que impede o crescimento das despesas da União acima da inflação.

Roma disse apenas que o Auxílio Brasil começa em novembro com um aumento linear de 20% sobre o valor do Bolsa Família em caráter “permanente”, para o qual não seriam usados “recursos extraordinários”.

Considerando o valor médio atual de R$ 189, isso significaria um pagamento médio de R$ 226,80.

Já destacamos aqui neste espaço que o governo do presidente do Bolsonaro ultrapassa todos os limites na prática da politicagem ao prometer (como fez na manhã de terça-feira para depois recuar) que vai dar um auxílio de R$ 400 só até o final do ano que vem que é eleitoral.

Mas ainda na terça-feira o presidente teve de recuar por causa da reação enfurecida dos ‘mercados’ que  não querem que o governo federal estoure o teto de gastos, pois no caso de esse furo acontecer o andar de cima (os poderosos) poderão ter problemas.

Depois que o pessoal da Faria Lima mandou seu recado por meio da imprensa, de economistas e até de políticos, Bolsonaro deu uma recuada.

Nesta quarta-feira o presidente tentou mostrar que manda alguma coisa ao determinar ao ministro (acima citado) que informasse que o valor do auxílio politiqueiro será de R$ 400 (mais uma vez, porém, o governo federal não deixou claro de onde virá o dinheiro para que o teto não seja furado e em mais um dia os donos da banca voltaram a reclamar).

Vamos ver nesta quinta-feira se o presidente ainda continuará tentando mostrar que manda em alguma coisa ou irá recuar de vez e seguir a regra do que manda quem pode (o mercado), manda quem obedece (o desgoverno) e paga a conta quem não deve (o povo).

‘Mercado’ é quem manda; presidente marionete dança conforme a música e o povaréu paga a conta sempre  

‘Mercado’ é quem manda; presidente marionete dança conforme a música e o povaréu paga a conta sempre
A resposta do mercado se deve aos temores de que o governo desrespeite o teto de gastos para bancar a implementação do Auxílio Brasil/ Foto: Divulgação

De acordo com diversos sites de informações, o governo federal decidiu adiar a cerimônia que ocorreria na tarde desta terça-feira, 19, no Palácio do Planalto, para confirmar o valor do Auxílio Brasil, programa de transferência de renda que substituirá o Bolsa Família.

Mais cedo, ao Blog do Nolasco, o chefe do Executivo afirmou que a iniciativa terá um valor mínimo de R$ 400 e será paga até o fim do ano que vem.

O motivo do cancelamento foi a forte reação negativa do mercado financeiro à informação confirmada pelo presidente.

O dólar chegou a subir para R$ 5,570 logo na primeira hora após a abertura das negociações, e o principal índice da Bolsa de Valores do país, o Ibovespa, registrou queda de 2,02%.

A resposta do mercado se deve aos temores de que o governo desrespeite o teto de gastos para bancar a implementação do Auxílio Brasil.

Ao anunciar o programa com um valor de pelo menos R$ 400, Bolsonaro não detalhou de onde virão os recursos para viabilizar o benefício, o que abriu margens para a interpretação de que o governo pode burlar a norma que limita o aumento dos gastos federais ao Orçamento do ano anterior corrigido pela inflação.

Antes, a equipe econômica do governo trabalhava com a hipótese de que o valor do Auxílio Brasil fosse de R$ 300.

Para isso, usaria a arrecadação proveniente da tributação de lucros e dividendos. Essa medida está no projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional que altera as normas do Imposto de Renda.

A matéria foi aprovada pela Câmara em setembro, mas não há previsão de quando será analisada pelo Senado.

Com o novo valor anunciado por Bolsonaro, o Ministério da Economia pediu mais tempo para buscar uma alternativa que garanta o Auxílio Brasil em R$ 400, mas que não rompa o que estabelece o teto de gastos.

Sem novidades. O presidente Bolsonaro não manda em nada e por isso fica o tempo inteiro fazendo e falando asneiras para confundir e enrolar a opinião pública e para essa missão nojenta o presidente tem o apoio de grandes setores da imprensa e de outras corporações.

Se o mercado decidir que o valor (eleitoreiro) do auxílio não poderá ser de R$ 400, não será. A conta será sempre paga pelo povaréu que ainda é chamado de esquerdista e comunista.

O presidente sabe que vai fazer papeis ridículos como esses que ele tentou fazer nesta segunda-feira. É para isso que ele está no cargo.

É o bobo da corte que engana e enrola o povo para o ‘mercado’ meter a mão em tudo e acabar com tudo. Aqui era o Brasil.

Velho Renan fura o olho dos colegas da CPI e prova que a oposição pode ser tão tosca quanto à direita bolsonarista 

Velho Renan fura o olho dos colegas da CPI e prova que a oposição pode ser tão tosca quanto à direita bolsonarista
Os governistas e bolsonaristas e praticamente toda a oposição (representada nesse momento pelos integrantes dessa CPI) são a mesma coisa/ Foto: Divulgação

Sites e blogs informaram, analisaram e debateram ao longo desta segunda-feira o tal do ‘climão’ entre os senadores do grupo hegemônico da CPI da Covid que teria azedado por completo.

O vazamento de trechos do relatório final, antes mesmo de os parlamentares terem conhecimento dele ou chegado a um consenso sobre pontos divergentes, irritou muitos e levou ao isolamento de Renan Calheiros no G7.

Segundo as informações de Brasília, o alagoano mal foi cumprimentado pelos colegas na sessão desta segunda-feira, que teve o depoimento de familiares e de vítimas da Covid.

Os senadores o responsabilizam pela descortesia do vazamento, que consideraram um grave erro político e o acusam de vaidade.

O velho Renan de guerra convidou os colegas para uma reunião no gabinete  às 16 horas desta segunda-feira, mas eles declinaram do convite.

Mesmo a tradicional reunião do G7 nas noites das segundas também teria sido desmarcada.

Diante do enorme mal-estar e das fissuras do grupo, para tentar manter uma unidade em prol do próprio relatório final, a turma do “deixa disso” já está em campo para garantir um saldo positivo dos seis meses de trabalho.

Do lado governista, o tropeço do grupo na reta final da CPI foi recebido com muita alegria. E não poderia ser diferente a postura dos governistas.

Por outro lado, ninguém deveria esperar algo de diferente de Renan Calheiros. Essa situação deixa bem claro que estamos em um túnel (seria o túnel do inferno?) de escuridão sem fim.

A situação é a seguinte: hoje, os governistas e bolsonaristas e praticamente toda a oposição (representada nesse momento pelos integrantes dessa CPI) são a mesma coisa.

Direita ou esquerda, oposição e situação, não nos representam. Somente nos envergonham e nos destroem.  Mais, pior ainda? É que essa galera lá de Brasília (esquerda ou direita) é a imagem dos eleitores, portanto, nós, merecemos sim (até certo ponto) esses políticos toscos e oportunistas que só atuam em causa própria. Simples e triste assim.

A sanha arrecadatória dos governos federal, estadual e das prefeituras não tem limites e ‘esfola’ o povo sem dó

A sanha arrecadatória dos governos federal, estadual e das prefeituras não tem limites e ‘esfola’ o povo sem dó
O projeto prevê que o preço do imposto será apurado a partir de valores fixos definidos na lei estadual e que, para o cálculo da cobrança do tributo, será levado em consideração o valor médio do litro nos dois anos anteriores/ Foto: Divulgação

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, por 392 votos a 71, o texto do projeto de lei que prevê alteração na forma de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis. A votação teve duas abstenções.

O projeto prevê que o preço do imposto será apurado a partir de valores fixos definidos na lei estadual e que, para o cálculo da cobrança do tributo, será levado em consideração o valor médio do litro nos dois anos anteriores.

Ainda de acordo com a matéria, as alíquotas “serão fixadas anualmente e vigorarão por um ano a partir da data de sua publicação”.

A matéria prevê ainda que as notas fiscais emitidas durante a venda do combustível ao consumidor deverão informar o valor dos tributos federais, estaduais e municipais, cuja incidência influiu na formação dos preços.

A matéria prevê uma redução no valor do combustível de 8% para a gasolina comum, 7% para o etanol hidratado e 3,7% para o diesel.

Antes mesmo da aprovação desse projeto, governadores, ‘especialistas em economia’ e outros ‘istas’ já estavam reclamando. Isso porque, segundo a oposição (?) acredita que a proposta esconderia o real problema do aumento no preço, a inflação externa e interna, somada ao aumento do petróleo e a desvalorização do real.

Nesta sexta-feira o tom dos protestos já subiu com governadores e secretários estaduais de finanças ameaçando ir ao STF para barrar a lei.

A conclusão que se tira dessa história é que a cada dia aumenta a sanha arrecadatória do governo federal, dos Estados e também dos municípios.

Se por um lado as lideranças políticas em todos os níveis alimentam um discurso de preocupação com a situação do povo, por outro não escondem a sua perversão por mais e mais arrecadação.

A preocupação com o povo fica só nos discursos e redes sociais. Essa gritaria dos Estados deixa tudo isso muito evidente. Os municípios, no caso os prefeitos, não ficam muito atrás não.

O que interessa é arrecadar e o exemplo disso aqui no Alto Tietê é a postura do novo governo de Mogi que para aumentar a arrecadação do ISS (quando na campanha a promessa foi de reduzir a cobrança desse tributo) tem produzido um constrangedor jogo de narrativas para arrecadar mais.

Parece que o governo ‘liberal’ de Bolsonaro e Guedes é a senha para que o povo seja esfolado de uma vez por todas na hora de pagar impostos, tendo a miséria e a desesperança como contrapartidas.

 

E segue o mimimi sobre voltar ou não às aulas presenciais. Baladas, futebol, carnaval já estão liberados 

E segue o mimimi sobre voltar ou não às aulas presenciais. Baladas, futebol, carnaval já estão liberados
Estudo feito pelo Unicef apontou que para 42% dos alunos pretos e pardos no Brasil a dificuldade de acesso à internet ou baixa qualidade de conexão para assistir as aulas afetaram os estudos na pandemia/ Foto: Divulgação

Apesar de o governo de São Paulo anunciar presença obrigatória a partir de segunda-feira, 18, para os alunos das redes do estado e da particular, ao menos 75% das escolas estaduais ainda terão aulas remotas.

Os dados foram informados pela Secretaria Estadual da Educação para veículos de imprensa.

O Jornal Oi destacou nessa quarta-feira, 13, a informação do governo estadual sobre o retorno obrigatório para 100% dos alunos da rede publica estadual às aulas presenciais e já era esperados, infelizmente, os mais diversos argumentos lançados com a finalidade de inviabilizar ou atrasar ainda mais o retorno presencial.

Não se trata de forçar a volta às aulas de alunos, professores e demais servidores da educação, mas o fato é que o Brasil foi (é) o que mais tempo ficou sem aulas presenciais na pandemia.

E, por outro lado, tudo já está voltando ao normal com torcida nos estádios, preparação para o carnaval 2022, festas de final de ano, baladas e tudo o mais.

Pode tudo, só não pode voltar à educação no Brasil cada vez mais sem educação. É preciso um basta à essa palhaçada.

O novo argumento contra o retorno presencial em todas as unidades escolares é que apenas 1.251 instituições das 5.130 conseguem receber todos os estudantes ao mesmo tempo e cumprir o distanciamento de um metro.

As escolas que não têm espaço suficiente para receber todos os alunos devem continuar fazendo rodízio.

Reportagem da Folha de S.Paulo de agosto de 2020, quando o estado liberou as escolas a receber 100% dos alunos, comparou colégios privados e públicos e apontou que alunos das particulares teriam aulas presenciais todos os dias, enquanto estudantes da rede pública continuariam com revezamento.

Pesquisa feita pelo estado estima que será preciso 11 anos para os alunos recuperarem a aprendizagem perdida ao longo da pandemia de coronavírus.

Especialistas já apontam que o desafio será ainda maior para estudantes da rede pública e que não tiveram acesso às aulas remotas.

Estudo feito pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), por exemplo, apontou que, para 42% dos alunos pretos e pardos no Brasil, a dificuldade de acesso à internet ou baixa qualidade de conexão para assistir as aulas afetaram os estudos na pandemia.

 

‘Direitistas do bem’ devem estar pistolas com o STJ que mandou soltar a mãe que furtou R$ 21,69 em alimentos na Zona Sul de SP  

‘Direitistas do bem’ devem estar pistolas com o STJ que mandou soltar a mãe que furtou R$ 21,69 em alimentos na Zona Sul de SP
O supermercado que é de uma rede estrangeira não poderia suportar um ‘prejuízo de R$ 21’ e evitar a prisão da mulher que é mãe de cinco filhos?/ Foto: Divulgação

O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Joel Ilan Paciornik revogou nessa segunda-feira, 13, a prisão de uma mulher detida após furtar alimentos avaliados em R$ 21,69 em um supermercado da Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo.

Ela disse que roubou porque estava com fome. Relator de um habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública de São Paulo, o ministro revogou a prisão com base em entendimento divulgado em 2004 pelo STF (Supremo Tribunal Federal) conhecido como “princípio da insignificância”.

A norma orienta juízes a desconsiderar casos em que o valor do furto é irrelevante ao ponto de não causar prejuízo.

Para ele, a lesão ínfima ao bem jurídico e o estado de necessidade da mulher — ela está desempregada, é mãe de cinco filhos e em situação de rua há dez anos — não justificam o prosseguimento do inquérito policial.

A mulher foi presa em flagrante após furtar dois pacotes de macarrão instantâneo, dois refrigerantes e um refresco em pó.

O pedido de liberdade dela já havia sido negado duas vezes. Ao converter a prisão em preventiva, a juíza considerou que, como a acusada já havia cometido outros crimes, a reincidência impediria a aplicação do princípio da insignificância e afastaria a possibilidade de liberdade provisória.

O ministro, no entanto, ponderou que há situações em que o grau de lesão ao bem jurídico tutelado pela lei penal é tão ínfimo que não se poderia negar a incidência do princípio da insignificância.

O caso ocorreu na noite do dia 29 de setembro dentro de um mercado da rede OXXO. Esse é um caso para reflexão.

O supermercado que é de uma rede estrangeira não poderia suportar um ‘prejuízo de R$ 21’ e evitar a prisão da mulher que é mãe de cinco filhos?

E os consumidores de bem que estavam na loja não poderiam ter pago ‘a compra’ da mulher?

E a juíza que determinou a prisão não poderia ter lançado mão da tão falada sensibilidade e do decantado bom senso feminino na hora de agir e de decidir ou simplesmente tirou o seu da reta? E o que a sociedade pensa de situações como essas?

É certo que muita gente deve estar torcendo para que a ‘perigosa e reincidente criminosa’ volte para a cadeia?

Aquele pessoal das camisetas amarelas que se diz gente de bem deve estar furioso com o STJ, onde já se viu libertar uma ‘criminosa dessas que até comunista deve ser’.

O sentimento que esse tipo de caso produz é de impotência e também de vergonha.

Rota da Luz x Rota da morte: não tem fé e nem santa que salvem os fiéis da mais abjeta politicagem 

Rota da Luz x Rota da morte: não tem fé e nem santa que salvem os fiéis da mais abjeta politicagem
Que em 2022 Deus nos livre da politicagem e abra a Rota da Luz para os fiéis terem uma experiência menos visceral com Aparecida e com o criador que aquela vivenciada pelas novas vítimas da Rota da Morte/ Foto: Divulgação

Quatro romeiros morreram no fim de semana em diferentes atropelamentos ao longo da Rodovia Presidente Dutra, no sentido de Aparecida.

No caso mais grave, dois carros atropelaram um grupo de seis romeiros na região de Pindamonhangaba, na altura do quilômetro 95, na manhã de domingo.

Um romeiro que estava de bicicleta morreu no local e outras cinco pessoas foram atendidas e encaminhadas para hospitais da região.

As demais mortes ocorreram nos trechos de Caçapava e São José dos Campos. O saldo deste ano é um dos mais trágicos nessa rota da morte para os peregrinos.

Importante ressaltar que em anos anteriores a Presidente Dutra também contabilizou peregrinos feridos ou mortos.

Diante de mais esse estúpido pacote de mortes, impossível não chamar a atenção para a chamada Rota da Luz que poderia, caso tivesse sua utilização recomendada e ‘determinada’ pelas autoridades políticas e religiosas, certamente evitaria ou reduziria os casos de mortes na Presidente Dutra.

Mas a Rota da Luz, inaugurada em 2016, foi praticamente eliminada do mapa por lideranças politiqueiras que fazem politicagens até quando o assunto é a vida e a segurança de peregrinos em viagem a um santuário.

Vamos aqui relembrar esse trajeto na tentativa de jogar um pouco de luz nas trevas que motivam o movimentam os políticos a agirem somente de acordo com os seus interesses.

Ou alguém tem dúvidas que o desprezo à Rota da Luz tem a ver com o desejo asqueroso de quem está no poder (seja no governo do Estado ou em prefeituras da região) de apagar uma ação de alguém que hoje é (ou poderá ser no futuro) um adversário político?

A Rota da Luz, que poderá ser ‘redescoberta’ em 2022, soma 194 kms. Saindo de Mogi das Cruzes ela segue com destino a Guararema, em um percurso de 27,2 km.

De lá, segue por 19,9 km em direção à Santa Branca. A estrada seguinte tem 30,9 km e levará até Paraibuna.

Continuando por mais 30,8 km, chegará em Redenção da Serra, que está a 33,5 km de Taubaté.

O percurso segue sentido Pindamonhangaba. São 23,1 km para atingir a próxima cidade, Roseira.

Deste ponto, começa a parte final do trajeto rumo à Aparecida, que está 26 km distantes.

Que em 2022 Deus nos livre da politicagem e abra a Rota da Luz para os fiéis terem uma experiência menos visceral com Aparecida e com o criador que aquela vivenciada pelas novas vítimas da Rota da Morte.

 

Será que as mulheres empoderadas pela política em Suzano e região vão fechar os olhos para a pobreza menstrual?

Será que as mulheres empoderadas pela política em Suzano e região vão fechar os olhos para a pobreza menstrual?
Prefeitas, vereadoras, vice-prefeitas e secretárias municipais têm a obrigação moral e social de cobrar das deputadas federais (e dos deputados também) que assegurem, por meio do SUS, a doação dos produtos necessários à higienização/ Foto: Divulgação

A pobreza menstrual no Brasil que é uma realidade de longa data nas periferias e nos confins do País ganhou destaque na imprensa e nas redes sociais pelo pior dos motivos: uma decisão do presidente Jair Bolsonaro que vetou trechos do Projeto de Lei 4.968/2019 que cria o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual.

O texto prevê ações para o combate à precariedade menstrual, porém, a distribuição gratuita de absorventes femininos foi vetada.

Pegou muito mal (obviamente) a decisão do presidente que depois da repercussão negativa tenta argumentar que vai procurar uma solução, mas como estamos no Brasil e no caso de o Congresso não cumprir com a sua parte (de derrubar o veto), existe uma grande e infeliz chance de o assunto cair no esquecimento com milhares de brasileiras condenadas a sofrer com a pobreza menstrual.

Essa situação escancara o abismo social que afeta especialmente às mulheres e representa um grande desafio às mulheres empoderadas pela política em todo Brasil e também no Alto Tietê.

As mulheres não vivem discursando que precisam de protagonismo na política, que insistem campanha após campanha que podem fazer mais e melhor que os homens em razão de suas sensibilidades aguçadas?

Pois bem, a pobreza menstrual deve ser combatida com todas as energias pelas mulheres empoderadas da política em Suzano e região.

O que estranha é que até o momento não temos nenhuma manifestação pública consistente das prefeitas, vice-prefeitas, vereadoras e deputadas que representem as cidades do Alto Tietê que receberam muitos votos por aqui em 2018.

Nunca na história o Alto Tietê teve tantas mulheres no comando das prefeituras. São duas prefeitas e quatro ou cinco vice-prefeitas.

Temos vereadoras (só em Mogi das Cruzes são três representantes do povo mulheres).

A Câmara Técnica dos Fundos Sociais do Alto Tietê também é liderada por uma mulher.

Temos também ‘um monte’ de Secretarias Municipais – devidamente empoderadas na região.

Todas essas mulheres têm poder e condições de fazer muito mais que a arrecadação de alguns absorventes nas praças das cidades para eventuais doações.

Prefeitas, vereadoras, vice-prefeitas e secretárias municipais têm a obrigação moral e social de cobrar das deputadas federais (e dos deputados também) que assegurem, por meio do SUS, a doação dos produtos necessários à higienização.

Caso a solução via SUS demore, essas lideranças, que no momento curtem a riqueza menstrual, que tomem outras medidas administrativas e políticas para tirar milhares de mulheres da região dessa constrangedora situação.

Essa é mais uma oportunidade de trocar o discurso pela ação, tá ok?

 

Todos os jornalistas sérios e comprometidos (não são muitos) merecem todo o respeito, o Nobel da Paz  

Todos os jornalistas sérios e comprometidos (não são muitos) merecem todo o respeito, o Nobel da Paz
O Jornal Oi parabeniza os dois jornalistas laureados e destaca a importância simbólica dessa premiação em um momento em que o bom jornalismo está sendo devastado (trucidado) pelos mais diversos motivos/ Foto: Divulgação

O Prêmio Nobel da Paz de 2021 foi concedido aos jornalistas Maria Ressa, das Filipinas, e Dmitri Muratov, da Rússia, por seus esforços para salvaguardar a liberdade de imprensa e de expressão em seus países, “uma condição para a democracia e a paz duradouras”.

A homenagem, interpretada como um endosso à importância do trabalho jornalístico de modo geral, foi anunciada durante uma cerimônia em Estocolmo nesta sexta-feira.

A decisão do Comitê Norueguês do Nobel, organização responsável pelo prêmio anual, foi considerada surpreendente, mas já se especulava que os vencedores pudessem ser pessoas ou organizações que buscam garantir a liberdade de imprensa, diante da proliferação de informações falsas e de ataques contra veículos e jornalistas.

O objetivo, afirmou a presidente do Comitê, Berit Reiss-Andersen, é “reforçar a importância de proteger e defender” direitos básicos.

“O jornalismo livre, independente e embasado por fatos serve para proteger contra abusos de poder, mentiras e propagandas de guerra. O Comitê Norueguês do Nobel está convencido de que a liberdade de expressão e a liberdade de informação ajudam a garantir um público bem informado”, disse Reiss-Andersen.

“Esses direitos são pré-requisitos cruciais para a democracia e protegem contra guerras e conflitos”.

O Jornal Oi parabeniza os dois jornalistas laureados e destaca a importância simbólica dessa premiação em um momento em que o bom jornalismo está sendo devastado (trucidado) pelos mais diversos motivos.

O fato é que no momento atual, especialmente aqui no Brasil (assolado pelas pandemias de Covid, fake news, Bolsonaro e ódio), todos os jornalistas que não se curvam ao retorno da idade da pedra, que sentem-se (embora não consigam dizer ou escrever por causa da censura, da violência, do ódio, dos interesses comerciais da empresas jornalísticas) indignados com todas as indignidades que nos cercam merecem receber simbolicamente um Nobel da Paz.

Tempos difíceis os atuais, mas não tem noite que nunca chegue ao fim. Vamos superar tudo isso.

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