08 de maio de 2021
Publicidade
Fale com o OI no WhatsApp
Início Autores Posts por Bras Santos

Bras Santos

Avatar
875 POSTS 0 COMENTÁRIOS
Bras Santos jornalista e editor-chefe do Jornal Oi Diário. Pós-graduado em Gestão Estratégica de Comunicação. Neste ano completa 20 anos de carreira, com passagens em todos os grandes jornais do Alto Tietê

Governar pelo Facebook vai dar ruim. Prefeitos e prefeitas que fogem aos questionamentos são de cristal ou são ruins mesmo? 

Governar pelo Facebook vai dar ruim. Prefeitos e prefeitas que fogem aos questionamentos são de cristal ou são ruins mesmo?
O Jornal Oi tem a obrigação de mostrar o que está sendo feito de bom e de revelar/denunciar os políticos/as de Facebook/ Foto: Divulgação

Passaram-se os 100 primeiros dias de governo nas cidades do Alto Tietê. Na verdade os quatro primeiros meses já ficaram para trás e qual o balanço que se pode fazer do trabalho e do planejamento dos novos prefeitos e prefeitas não só da região, mas por esse Brasil afora?

Essa avaliação depende muito do ponto de vista. Pode-se avaliar as novas gestões, por exemplo, comparando-as com as gestões anteriores.

Pode-se avaliar sem fazer qualquer avaliação, simplesmente colocando o novo prefeito/a acima de tudo e de todos e culpando os antecessores pelos problemas não resolvidos (essa avaliação é típica dos puxa-sacos e daqueles que querem uma boquinha nos novos governos).

A avaliação do Jornal Oi é que interessa ao povo e ao futuro das cidades da região.

Esse tipo de avaliação é que os políticos e seus puxa-sacos não gostam muito, mas a missão do Jornal Oi não é passar pano ou fazer média com político A ou B, muito pelo contrário.

O Jornal Oi tem a obrigação de mostrar o que está sendo feito de bom e de revelar/denunciar os políticos/as de Facebook.

Tirando as exceções, temos algumas inesperadas decepções nestes primeiros 120 dias de prefeitos/as.

Muitos dos novos gestores (em especial os mais jovens) optaram por ficar escondido atrás das redes sociais nos primeiros 100 dias.

Agora parecem mais relaxados (no pior sentido dessa palavra), pouco ou nada cumpriram de suas promessas nos primeiros 100 dias e agora demonstram não se incomodarem com a falta de ideias, projetos e soluções para os graves problemas das cidades.

Não perguntem a nova prefeita de Ferraz se ela tem solução para as invasões da cidade, porque ela simplesmente não irá responder.

O Jornal Oi perguntou ao novo prefeito de Santa Isabel sobre os seus planos para combater as enchentes no centro da cidade – que pretende ser turística. As perguntas foram feitas no mês passado e até agora nada de respostas.

São sinais negativos em bem expressivos do que (de ruim) poderá vir pela frente. Os prefeitos mais jovens foram eleitos em razão de um discurso de trabalho, resultados e transparência.

Mas na prática e neste início de mandato comportam-se em alguns casos com menos comprometimento (em relação a projetos, resultados e transparência) que os anteriores.

Tais prefeitos ou prefeitas são de cristal ou na verdade são medíocres mesmos e conseguiram, como os velhos políticos, enganar o povo na eleição de 2020?

Estelionato eleitoral não passará pelo Oi, tá ok?

 

No Brasil de Bolsonaro sobreviver é luxo. Por Covid, de fome ou crivado de balas. Pobres têm muitas opções para morrer, tá ok  

No Brasil de Bolsonaro sobreviver é luxo. Por Covid, de fome ou crivado de balas. Pobres têm muitas opções para morrer, tá ok
Em resumo mais uma operação sangrenta patrocinada pelo Estado que ficará esperando pelo próximo recorde/ Foto: Divulgação

Na tarde desta quinta-feira, 6, a grande imprensa destaca em sangrentas manchetes que o Rio de Janeiro registrou a operação policial mais letal de sua história.

E discorre: a operação deixou 25 pessoas mortas. Um dos mortos foi o policial civil André Leonardo de Mello Frias, da Delegacia de Combate à Drogas (Dcod).

A Polícia Civil diz que os outros 24 assassinados são suspeitos de integrar o crime organizado, mas não revelou as identidades ou as circunstâncias em que foram mortos.

O delegado Ronaldo Oliveira nega que tenha havido execução. “Para deixar bem claro: quem não reagiu, foi preso. Ou foi preso ou fugiu”.

O sociólogo Daniel Hirata classifica a operação como inaceitável e diz que é mais grave do que chacinas como a de Baixada Fluminense, em 2005, ou a de Vigário Geral, em 1993.

‘Foi a operação mais letal, não tem como qualificar de outra maneira que não como uma operação desastrosa (…) É uma ação autorizada pelas autoridades policiais, o que torna a situação muito mais grave’.

Ele diz que, segundo os moradores, a ação se tornou mais violenta após a morte do policial e que ficou incontrolável.

Em resumo mais uma operação sangrenta patrocinada pelo Estado que ficará esperando pelo próximo recorde.

Quantas dezenas de ‘suspeitos e traficantes’ serão executados da próxima vez e quando isso vai acontecer?

No Brasil de 2021 morrer para os mais pobres e os miseráveis está assustadoramente fácil.

Morre-se por Covid (já são mais de 430 mil mortes). Morre-se de fome (milhões e milhões sofrem de insegurança alimentar –passam fome) e morrem  dezenas,  centenas por conta das forças policias que defendem o Estado e não a sociedade na grande maioria das vezes.

E que Estado é esse?  É o Estado cruel de um País cruel e que ficou terrivelmente violento, truculento e impiedoso com a chegada de Jair Bolsonaro ao comando do País.

Antes tinha violência, tinha fome e mortes, mas agora Bolsonaro incentiva e amplifica os instintos mais brutais de setores da sociedade (bancados pelo Estado impiedoso) e o que temos hoje no Brasil é um massacre sem precedentes daqueles que nunca tiveram voz ou vez.

Neste momento grande parte dos brasileiros está jogado as feras e sobreviver será um luxo.

Presidente ‘homenageia’ Paulo Gustavo. Viva de maneira tal que no dia da sua morte até os coveiros chorem   

Presidente ‘homenageia’ Paulo Gustavo. Viva de maneira tal que no dia da sua morte até os coveiros chorem
Que Deus acolha Paulo Gustavo e perdoe o coveiro da nação/ Foto: Divulgação

A frase  que intitula esse editorial seria uma adaptação de uma manifestação/ensinamento do pensador Confúcio e com essa frase o Jornal Oi homenageia o ator, diretor e empreendedor cultural Paulo Gustavo que faleceu de Covid aos 42 anos.

E com essa mesma frase o Oi chama a atenção para a mensagem publicada pelo presidente Jair Bolsonaro para homenagear Paulo Gustavo, cujos restos mortais deverão ser cremados nesta quinta-feira no Rio de Janeiro.

“Meus votos de pesar pelo passamento do ator e diretor Paulo Gustavo, que com seu talento e carisma conquistou o carinho de todo Brasil. Que Deus o receba com alegria e conforte o coração de seus familiares e amigos, bem como de todos aqueles vitimados nessa luta contra a Covid”, escreveu o presidente.

Nem precisa dizer que Bolsonaro foi duramente criticado por essa publicação em razão de ele não ter liderado o Brasil no combate a pandemia que matou o ator e mais de 410 mil brasileiros (até esse momento).

Pelo que conhecemos de Bolsonaro ou pelo que ele quer que as pessoas conheçam dele, a sua homenagem a Paulo Gustavo não foi das mais sinceras.

Mas o fato é que o ator e diretor marcou e muito bem a sua passagem por essa vida. Superou adversidades e alcançou o sucesso fazendo as pessoas rirem e serem mais felizes ou menos infelizes ao menos por alguns momentos.

Gustavo viveu de tal forma (tanto no pessoal quanto no profissional) que nem Bolsonaro (que encarna sim o papel de um coveiro no Brasil atual) pode ignorar a sua passagem.

Nada temos contra a pessoa de Bolsonaro (sem cultura, sem empatia, sem currículo e sem sucesso), mas temos todas as restrições contra o presidente Bolsonaro totalmente incapaz e despreparado para tirar o País do buraco.

Neste contexto Bolsonaro é um coveiro da paz, da democracia e do bom senso. Ser responsabilizado por centenas de milhares de morte por Covid é praticamente uma consequência de sua constrangedora irrelevância, inépcia e truculência.

A homenagem do coveiro, mesmo que falsa,  destaca a relevância de Paulo Gustavo que foi-se, mas continuará em nossas memórias pelo que realizou.

O coveiro ainda permanecerá em nosso meio por algum tempo, mas será expelido e deletado de mentes sadias. Que Deus acolha Paulo Gustavo e perdoe o coveiro da nação.

 

Ministro militar tremia em treinamento, medo ser preso. Covardia de Pazuello é marca registrada da maioria de direitistas, bolsonaristas e promotores da ditadura. Brasil não merece 

Ministro militar tremia em treinamento, medo ser preso. Covardia de Pazuello é marca registrada da maioria de direitistas, bolsonaristas e promotores da ditadura. Brasil não merece
Covardes, promovendo covardias e se escondendo atrás de covardias. Essa é a marca registrada da maioria dos direitistas, bolsonaristas e lambes botas de militares/ Foto: Divulgação

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello já planejava não comparecer à CPI da Covid desde o final de semana, quando participou de um media training para se preparar para o depoimento.

É o que revela nota publicada na tarde desta terça-feira, 4, no site do jornal O Globo. De acordo com pessoas que estiveram com ele, Pazuello estava muito tenso e preocupado com a possibilidade de ser preso logo após depor.

“Ele tremia” (covarde), contou uma testemunha do treinamento, providenciado pela empresa de assessoria e consultoria que presta serviços para o governo federal.

Nos últimos dias, Pazuello teria apresentado oscilações de humor, por achar que o círculo próximo de Jair Bolsonaro planeja abandoná-lo em algum momento (covardes).

Segundo Pazuello contou a interlocutores, nem ele e nem seu ex-secretário-executivo, Elcio Franco, recolheram todos os documentos de que precisariam ao deixar o ministério.

Outro fato que deixou Pazuello cabreiro com o entorno de Jair Bolsonaro foi à recente entrevista do ex-secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten  (covarde), à revista Veja.

Na entrevista, Wajngarten disse que houve “incompetência e ineficiência” do ministério da Saúde em adquirir vacinas, e afirmou que guarda documentos que comprovam a leniência de Pazuello na negociação com a Pfizer, primeira empresa a oferecer vacinas ao governo federal.

O ex-secretário, porém, procurou eximir o presidente (covarde) de qualquer responsabilidade sobre os atrasos na aquisição de vacinas, o que deixou Pazuello desconfiado (covarde) de que houvesse uma armação do Palácio do Planalto para deixá-lo pelo caminho.

Dada a resistência de Pazuello a depor, o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Casa Civil, chegou a propor que o ex-ministro pedisse à CPI para ser liberado do depoimento presencial, alegando preocupação com os protocolos de distanciamento.

A alternativa foi descartada na hora, dado que o ministro havia sido flagrado naqueles mesmos dias andando sem máscara num shopping de Manaus.

O ministro, afinal, encontrou outra justificativa para enviar à CPI: a de que teve contato com coronéis contaminados no final de semana e precisaria ficar em quarentena.

Covardes, promovendo covardias e se escondendo atrás de covardias. Essa é a marca registrada da maioria dos direitistas, bolsonaristas e lambes botas de militares.

 

Eleitores de SP têm vocação para suicidas? Bolsonaro lidera intenções de votos entre eleitores paulistas só no 1º turno. No 2º leva uma surra 

Eleitores de SP têm vocação para suicidas? Bolsonaro lidera intenções de votos entre eleitores paulistas só no 1º turno. No 2º leva uma surra
O índice refere-se a um cenário com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso as eleições fossem hoje/ Foto: Divulgação

Uma pesquisa eleitoral divulgada nesta 2ª feira, 3, pelo instituto Paraná Pesquisas, mostra que o  presidente Jair Bolsonaro tem 32% das intenções de voto entre eleitores do Estado de São Paulo, no 1º turno das eleições.

O índice refere-se a um cenário com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso as eleições fossem hoje.

O petista é visto como possível nome de oposição à reeleição do atual presidente. Pesquisa PoderData já mostrou que Lula absorve os votos de 51% dos brasileiros que avaliam o trabalho de Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”.

O levantamento da Paraná Pesquisas não mostrou as intenções de voto em possíveis cenários de 2º turno.

Nessa situação, o PoderData revelou que o ex-presidente tem vantagem sobre Bolsonaro num eventual 2º turno e venceria por 52% a 34%.

Ainda de acordo com reportagem originalmente publicada no site Poder 360, em cenário sem Lula, segundo o levantamento do Paraná Pesquisas, Bolsonaro ainda lidera em São Paulo, com 32,7% das intenções de voto.

Os outros votos são distribuídos principalmente entre Fernando Haddad, Ciro Gomes, Luciano Huck, Sérgio Moro e João Doria.

O estudo utilizou uma amostra de 1.602 eleitores, por meio de entrevistas telefônicas com eleitores de 16 anos ou mais em 92 municípios entre os dias 28 de abril e 1º de maio de 2021.

O nível de confiança é de 95% e tem margem estimada de erro de 2,5%. Nenhuma novidade no que se refere ao resultado dessa pesquisa em relação ao 1º turno em SP.

Bolsonaro ganha (segundo essa pesquisa forçada para mostrar que o Mito da Terra Arrasada poderá ter alguma chance em 2022) em SP pelos mais diversos motivos.

Os paulistas/paulistanos, só para ficar em alguns exemplos, elegeram/elegem o ex-prefeito Paulo Maluf, o palhaço Tiririca para deputado federal há mais de dez anos.

São Paulo elege João Doria, elege Bruno Covas e o seu vice (agora prefeito) e por ai vai. O que esses nomes/políticos todos fizeram de relevante para toda a cidade e todo o povo da Capital, do Estado ou do País?

Os políticos citados acima e vários outros que se cresceram por SP jogam contra os interesses da parte da população, que por falta de formação parece gostar de se auto-sabotar e segue votando nos Bolsonaros da morte. Os paulistas vão superar isso?

 

Gestão petista só acerta agora e antes não? Mito é o prefeito do PT em Araraquara e não o presidente Bolsonaro, tá ok  

Gestão petista só acerta agora e antes não? Mito é o prefeito do PT em Araraquara e não o presidente Bolsonaro, tá ok
Se o governo do PT está certo com o lockdown em Araraquara, também não agiu certo em relação à economia e ao projeto de desenvolvimento que propôs ao País na gestão do ex-presidente Lula?/ Foto: Divulgação

Reportagem da FolhaPress publicada na tarde desta sexta-feira, 30, destaca que as mortes provocadas em decorrência de complicações da Covid-19 despencaram 62% em Araraquara (a 273 km de São Paulo) em abril, em comparação com março, pior mês da pandemia na cidade do interior paulista.

Antes de continuarmos é fundamental destacar que o prefeito de Araraquara é do PT e chama-se Edinho Silva, tá ok.

Pois bem de acordo com a reportagem que serve de referência para este editorial, o município, que virou símbolo no estado do avanço da variante brasileira da doença, viu explodir o total de óbitos a partir do final de janeiro e, nos dois primeiros meses do ano, registrou 117 mortes, ante as 92 do ano passado inteiro.

Em março, recorde, foram 129, número que caiu para 49 em abril conforme dados do comitê de contingência do novo coronavírus da cidade. O acumulado desde o início da pandemia é de 387 óbitos. Também caíram os novos casos e o total de moradores da cidade internados.

O cenário vai na contramão do que ocorreu no país  (cujo presidente é o aloprado e negacionista Jair Bolsonaro), que bateu nessa quinta-feira, 29, a marca de 400 mil mortes, 100 mil delas num intervalo de apenas 36 dias, o que representa 33% de crescimento desde 24 de março.

O prefeito Edinho atribui a redução no total de óbitos no período ao lockdown que foi feito entre fevereiro e março, com restrição absoluta de circulação no município, e a medidas como as barreiras sanitárias adotadas desde então e que ainda estão em funcionamento.

As restrições foram criticadas nesta quinta pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que usou uma ação de distribuição de alimentos feita pela Ceagesp na cidade para atacar o lockdown araraquarense.

Temos várias questões importantes neste caso, além das vidas que estão sendo salvas em Araraquara e isso é o mais importante.

É certo que setores da imprensa estão levantando a bola do prefeito/governo de Araraquara só para detonar o presidente, mas a população precisa refletir para não se meter em mais uma roubada na eleição do ano que vem.

Se o governo do PT está certo com o lockdown em Araraquara, também não agiu certo em relação à economia e ao projeto de desenvolvimento que propôs ao País na gestão do ex-presidente Lula?

Fizemos o que para merecer castigo tão cruel? 400 mil mortos por Covid e parece que tem gente querendo mais. Aqui é Brasil

Fizemos o que para merecer castigo tão cruel? 400 mil mortos por Covid e parece que tem gente querendo mais. Aqui é Brasil
A quem interessa a prorrogação do inferno desta pandemia?/ Foto: Divulgação

O Brasil atingiu nesta quinta-feira, 29, uma nova marca da tragédia sanitária dos últimos 13 meses: ultrapassou as 400 mil vidas perdidas para a Covid-19.

O assustador número, que reflete o fracasso brasileiro no combate à pandemia, traz um dado ainda mais triste e revelador: o ritmo das mortes pela doença no país quadruplicou.

Ele nunca havia sido tão intenso. O texto reproduzido acima (chamado de lead no jargão jornalístico) foi publicado no site do jornal O Globo e não poderia ser mais assustador.

De acordo com a sequência da reportagem, entre março e abril, foram 100 mil mortes registradas em apenas 36 dias.

Ou seja, UMA EM CADA QUATRO PESSOAS que morreram pela doença no Brasil perdeu a vida nos últimos TRINTA E SEIS DIAS (as letras maiúsculas foram usadas autor da reportagem).

A marca dos primeiros 100 mil óbitos no Brasil foi atingida quase 5 meses – 149 dias – após a primeira pessoa morrer pela doença no país.

Dos 100 mil para os 200 mil, passaram-se outros 5 meses – 152 dias. Mas para chegar aos 300 mil, foram necessários somente 76 dias, número que agora caiu quase pela metade.

As 400 mil vidas perdidas estão sendo registradas justamente no mês que mais matou pessoas: foram mais de 76 mil em 29 dias de abril. Março, o mês anterior mais letal da pandemia, teve 66.868 mortes em 31 dias.

Diferentemente do mês passado, quando a média de mortes estava com tendência de alta, neste final de abril, a média de mortes está em queda, após vários estados terem adotado medidas mais duras de restrição em meio à segunda onda da Covid.

No entanto, o número diário de mortes permanece num patamar muito alto: são mais de 2 mil vítimas diárias da Covid há mais de 40 dias – a maior média do mundo entre 9 de março e 25 de abril.

A reportagem acima reproduzida, não deixa dúvidas, sobre suas intenções: quer que as pessoas sintam ou pensem que as coisas estavam ruins, ficaram piores, deram sinais de melhoria, mas estão ruins e poderão ficar muito piores.

Será que 400 mil mortos não bastam? A quem interessa a prorrogação do inferno desta pandemia? Será que o Brasil está sendo castigado por Deus? Se sim até quando e por que de forma tão cruel?

Esse ministro consegue ser pior que o ‘chefe’. Governador Doria tem razão ao criticar Guedes: “Acabou o combustível do Posto Ipiranga”  

Esse ministro consegue ser pior que ‘chefe’. Governador Doria tem razão ao criticar Guedes: “Acabou o combustível do Posto Ipiranga”
Pede para sair Paulo Guedes/ Foto: Divulgação

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), atacou/criticou/avaliou/analisou (depende do posto de vista e de que lado se está) o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em publicação em seu perfil no Twitter, Doria disse que “acabou o combustível do Posto Ipiranga”, em alusão ao apelido com que o ministro ficou conhecido.

De acordo com reportagem do site Poder 360, Doria também afirmou: “Governo federal tem obrigação constitucional de cuidar da saúde do povo brasileiro”.

Paulo Guedes participou, nessa terça-feira de uma reunião do Conselho de Saúde. No encontro ele disse que o coronavírus foi “inventado” pela China e que a vacina desenvolvida pelo país asiático é “menos eficiente” do que as doses fabricadas nos Estados Unidos.

Também disse que o setor público não terá capacidade de acompanhar o ritmo de atendimentos na saúde.

Mais tarde, o ministro tentou justificar a declaração. “Eu estava querendo enfatizar a importância no setor privado no combate a pandemia e usei uma imagem infeliz”, disse o ministro.

Ele afirmou que seu comentário anterior foi no sentido de ressaltar a reação de economias fortes, como a dos Estados Unidos, que conseguiram produzir vacinas mais eficientes que a China, que tem experiências anteriores com epidemias.

“Nós somos muito gratos à China por nos terem enviado a vacina. Eu mesmo tomei a CoronaVac, como é que eu vou falar mal da vacina?”, acrescentou Guedes.

O governador de SP tem bastante razão. Esse ministro da Economia é tão medíocre (seja por vocação ou por má fé) que pode rivalizar com o seu chefe e presidente Bolsonaro em irrelevância e no tamanho do desserviço que presta ao Brasil em um momento tão grave.

Semanas atrás o Jornal Oi teve a oportunidade de acompanhar uma live/entrevista feita por desses bancos (corretoras) moderninhos com o ministro.

Paulo Guedes demonstrou estar totalmente descolado da realidade e chegou a afirmar que todos os brasileiros serão imunizados contra a Covid no segundo semestre e que a economia irá decolar por esse motivo.

Da mesma forma que o presidente, esse ministro foi ‘catado’ na esquina e colocado em um ministério estratégico e isso aconteceu (foi feito) porque qualquer ‘coisa era melhor que o PT’ na eleição de 2018.

A conta dessa mancada dos eleitores já chegou para a maioria dos brasileiros e chegou pesada. Pede para sair Paulo Guedes.

 

‘Heróis da saúde’ estão sob suspeita? CPI da Covid abre os trabalhos. Vai ter CEI em Mogi? Quem mais furou a fila na região?

‘Heróis da saúde’ estão sob suspeita? CPI da Covid abre os trabalhos. Vai ter CEI em Mogi? Quem mais furou a fila na região?
Lá em Brasília, segundo a grande imprensa, o presidente Bolsonaro teria ‘feito o diabo’ para que essa investigação não ocorresse, mas sob a pressão/determinação do STF os senadores não puderam fugir de suas responsabilidades/ Foto: Divulgação

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado deve ouvir já na próxima terça-feira, 3, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

Ele foi o primeiro a deixar o cargo durante a pandemia de Covid-19. Seus sucessores, Nelson Teich e Eduardo Pazuello, serão ouvidos na sequência.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), combinou com os demais integrantes que estes deverão protocolar sugestões de plano de trabalho para o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), até as 12 horas desta quarta-feira, 28.

Lá em Brasília, segundo a grande imprensa, o presidente Bolsonaro teria ‘feito o diabo’ para que essa investigação  não ocorresse, mas sob a pressão/determinação do STF os senadores não puderam fugir de suas responsabilidades.

Aqui na região, Mogi das Cruzes é a cidade que está mais próxima de ter uma investigação. Nos últimos e nos próximos dias está rolando uma verdadeira ‘caçada’ de assinaturas de vereadores para a abertura de uma CEI.

CEI está que teria como objetivo principal investigar uma ‘verdadeira farra’ de fura fila da vacina praticada especialmente na Secretaria de Saúde.

A abertura da CEI precisa de ao menos oito assinaturas de vereadores. Até o início da noite dessa terça-feira seis vereadores teriam se comprometido em assinar.

Difícil saber se a CEI será aberta em Mogi, mas o que mais chamou a atenção da reportagem do Jornal Oi durante a sessão dessa terça-feira foram os alertas de vereadores sobre a possibilidade de a ‘possível furada de fila na vacinação da Covid’ ter ocorrido não só em Mogi, mas também em outras cidades da região.

Isso porque não haveria qualquer tipo de lei que proibisse principalmente os servidores da saúde (pessoal linha de frente e considerado herói na guerra contra o Covid) de receber a vacina, apesar da existência dos públicos considerados prioritários.

Pode até ser que a CEI seja abortada em Mogi, mas poderá, por que não, ser aberta em outras cidades da região. Ou será que a fila da vacinação só foi furada em Mogi? A conferir.

 

O Jornal Oi tem lado sim, tá ok? Os servidores públicos e o congelamento do vale-refeição de R$ 400 (parte II) 

O Jornal Oi tem lado sim, tá ok? Os servidores públicos e o congelamento do vale-refeição de R$ 400 (parte II)
Será que os servidores públicos de Poá (ou os servidores de qualquer outra cidade) são tão melhores (e tem tantos direitos mais garantidos) que seus irmãos que mal tem o de comer?/ Foto: Divulgação

Desde sexta-feira este jornalista e editorialista recebeu ao menos dez mensagens de funcionários públicos de Poá ou de representantes dos servidores.

As manifestações, algumas mais agressivas outras mais ponderadas, fizeram referência ao editorial do dia 23 quando este jornal chamou a atenção para a possibilidade e o risco de os servidores públicos poaenses terem sido usados politicamente por gente que tinha/tem interesse em prejudicar o governo da prefeita Marcia Bin que ainda está em seu início.

A polêmica se iniciou com a aprovação pela Câmara de projeto enviado pela prefeitura que congelou o vale-refeição (no valor de R$ 400/mês) dos funcionários municipais enquanto o decreto de calamidade financeira perdurar no município.

Algumas das pessoas que questionaram e/ou criticaram o editorial do dia 23 chegaram a apelar para termos como: “este jornal tem lado; o jornal está ao lado da prefeita e contra os trabalhadores e tal e tal”.

Em primeiro lugar é fundamental destacar que este jornal tem lado sim: ele sempre estará ao lado e em defesa do bom senso e do que é mais justo para todos levando sempre em consideração as condições de temperatura e pressão existentes.

Para quem não sabe, essa é a missão de um jornal sério. O editorial que desagradou alguns poaenses questionou o fato de os servidores (com apoio de sindicatos e políticos forasteiros e oportunistas) terem protestado contra o congelamento temporário de um vale refeição de R$ 400 no momento em que muita gente está correndo atrás de um auxílio emergencial de R$ 250 para passar o mês.

Será que os servidores públicos de Poá (ou os servidores de qualquer outra cidade) são tão melhores (e tem tantos direitos mais garantidos) que seus irmãos que mal tem o de comer?

E olhem só que a ONG Gerando Falcões (que tem sede em Poá) está correndo atrás de alimentos para quem tem fome em meio a essa maldita pandemia.

É óbvio que se o momento fosse outro nem teria que se falar em congelamento de vale refeição ou qualquer outra ação administrativa que eventualmente afetasse direitos adquiridos.

Mas em um momento como esse é desanimador constatar que grupos cheios de privilégios em relação à maioria batem os pezinhos e até se deixem usar por ‘lideranças’ cheias de má fé e dispostas a tudo para promover o quanto pior melhor. Triste realidade, as quais precisaram transformar.

 

Tenda Atacado