As seis missões politiqueiras e eleitoreiras de Bolsonaro para conseguir o que parece ‘impossível’: a reeleição em 2022
Quer dizer que Bolsonaro não conseguirá se reeleger na base dessas armações políticas e eleitoreiras?/ Foto: Divulgação
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Texto assinado pelo articulista Antônio Augusto de Queiroz no site do Congresso em Foco destaca as seis ações de o presidente Jair Bolsonaro se propôs a viabilizar neste ano para garantir o que parece ser impossível – a sua reeleição em 2022.

Conheça as seis tarefas de Bolsonaro:

1) Os parlamentares do Centrão, com mais verbas para investimentos em obras;

2) Os mais pobres, com a criação do Auxílio-Brasil, cujo valor em 2022 seria no mínimo o dobro do praticado pelo Bolsa-Família;

3) A classe média baixa, com a correção das faixas iniciais da tabela do imposto de renda;

4) Os grandes empresários, com a prorrogação da desoneração da folha dos 17 setores;

5) Os micro e pequenos empresários, com a exclusão deles da tributação sobre lucros e dividendos;

6) A revisão geral ou reajuste dos servidores públicos.

Bolsonaro, o estadista, calcula desde o começo de 2021 que acalmando setores insatisfeitos com seu governo conseguiria/conseguirá criar as condições para sua reeleição e os seis segmentos à serem acalmados foram os citados acima.

E como acalmar todos esses setores? Com dinheiro.

Esse dinheiro seria/será viabilizado de um lado pela janela aberta no teto de gastos para 2022 e, de outro, com a economia proporcionada pelas PECs Emergencial e da reforma administrativa, bem como pelos ganhos dos projetos de lei do Imposto de Renda, especialmente na tributação dos lucros e dividendos, e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Não se cogitava no começo do ano contar com a PEC dos Precatórios. Nos cálculos do presidente, se essas fontes de custeio fossem viabilizadas no decorrer de 2021, seria possível conseguir adesão de parte desses segmentos para a reeleição presidencial

Mas e ai, o plano está dando certo? Para o bem do Brasil e da maioria dos brasileiros parece que não.

O articulista destaca que as fontes começaram a minguar: o PL do Imposto de Renda ficou parado no Senado; o PL da CBS sequer saiu da Câmara; e a reforma administrativa dificilmente será votada este ano ou mesmo no próximo.

Sobraram da economia com a PEC Emergencial (emenda constitucional nº 109), a PEC dos Precatórios, inventada após o fracasso das outras proposições.

Quer dizer que Bolsonaro não conseguirá se reeleger na base dessas armações políticas e eleitoreiras?

Essa avaliação ou conjectura ainda é impraticável, mas é bom que o povo fique bem atendo para essas picaretagens do mais tosco dos presidentes da história do Brasil.