APAE de Mogi lança projeto no setor de Equoterapia e promete 30 novas vagas para crianças
O projeto vai ampliar o número de assistidos no setor de Equoterapia/ Foto: Divulgação

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Mogi das Cruzes lança o projeto Reabilitação através da Equoterapia, no próximo dia 28, às 10 horas, no Núcleo Rural, localizado no bairro do Caputera.

O projeto vai ampliar o número de assistidos no setor de Equoterapia. Serão ofertadas 30 novas vagas, para crianças de 3 anos a 12 anos (incompletos) de Mogi das Cruzes e Região do Alto Tietê. Atualmente, o setor de Equoterapia atende 80 pessoas, com idades de 3 anos a 18 anos.

A solenidade de lançamento será restrita à participação de alguns convidados, como diretoria e autoridades, obedecendo a todos os protocolos sanitários de prevenção ao contágio do novo coronavírus (Covid-19).

O gestor de projetos da APAE de Mogi das Cruzes, Jorge Alberto Ferreira Santos, fala sobre o objetivo do novo projeto da instituição.

“Vamos ampliar o número de pessoas atendidos pela equipe multiprofissional na estimulação e manutenção das capacidades funcionais por meio da Terapia Assistida por Animais (TAA), a fim de proporcionar uma terapia diferenciada de reabilitação, visando o atendimento integral da pessoa com deficiência intelectual e múltipla”.

Para participar do novo projeto, as crianças serão selecionadas por meio de triagem pela equipe multidisciplinar da APAE de Mogi das Cruzes, formada por neuropediatra, fisioterapeuta, psicólogo e assistente social.

Tudo será feito com a anuência da Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes. O atendimento, que é de uma hora, será semanal e terá dois anos de duração.

A triagem terá início no dia 1º de julho e os atendimentos começam já a partir do mesmo mês.

O recurso do projeto é proveniente do Governo Federal, por meio de inserção fiscal do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD). A empresa financiadora é a Bayer do Brasil.

Equoterapia 

Por meio do atendimento, serão tratadas: lesões neuromotoras de origem encefálica ou medular; disfunções sensório-motoras; necessidades educativas especiais; e distúrbios (evolutivos, comportamentais, de aprendizagem e emocionais).

Integram a equipe: neurologista, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social e auxiliar guia.

A equoterapia exige a participação do corpo inteiro, contribuindo assim, para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

O uso do cavalo transmite aos praticantes movimentos tridimensionais semelhantes ao da marcha humana, onde a constante estimulação sensório-proprioceptiva possibilita uma melhor orientação espaço temporal, equilíbrio, estimula o metabolismo, regula o tônus, melhora a coordenação, assim como proporciona a estimulação de outros mecanismos perceptíveis, tais como: a audição, visão, olfato, sistema vestibular e a propriocepção.

É necessário destacar o papel fundamental da família e/ou responsáveis durante a prática, para o êxito no alcance dos resultados almejados.

Os familiares do praticante são envolvidos em todas as etapas do atendimento, desde as entrevistas preliminares de diagnóstico, passando a eles a ciência dos papéis fundamentais que precisam protagonizar durante e após o período de atendimento.

No Brasil, a Equoterapia é normatizada pela Associação Nacional de Equoterapia Ande-Brasil, entidade assistencial sem fins lucrativos.

O método é reconhecido pelo Ministério da Saúde por meio do Conselho Federal de Medicina (CFM – 06/04/1997) e o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFITO – 27/03/2008).

A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) define a Equoterapia como uma modalidade de equitação especial, sendo método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais, que além de seus efeitos terapêuticos, é o celeiro através do qual podem ser identificados os talentos que poderão seguir para os demais programas: equitação adaptada e hipismo paraolímpico.

“Esperamos que o projeto de Equoterapia, por meio de atendimento multidisciplinar com uso de cavalos, proporcione às pessoas com deficiência reabilitação global com desenvolvimento de orientação espaço tempo, força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio”, explica o gestor de projetos da APAE de Mogi das Cruzes.

A APAE de Mogi das Cruzes, com 52 anos de fundação e certificada com o ISO 9001, é uma instituição sem fins lucrativos, com serviços prestados aos munícipes de Mogi das Cruzes e de outras cidades da região (Guararema, Biritiba Mirim, Salesópolis e Poá).

A Organização atende, atualmente, 680 pessoas com deficiência múltipla e intelectual e Transtorno do Espectro Autista (TEA), bem como suas famílias, nas áreas da Educação, Saúde e Assistência Social. O seu atual presidente é João Anatalino Rodrigues.

O telefone da APAE de Mogi das Cruzes para mais informações é (11) 4728-4999.