Ao receber Bolsonaro no PL, Costa Neto, o Boy, volta a ter destaque na imprensa com o seu ‘inacreditável’ currículo
Quem não conhecia a trajetória de Boy certamente ficou ou ficará estarrecido com o currículo do novo chefe partidário de Bolsonaro/ Foto: Divulgação
Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde

Sites de jornais pelo Brasil afora estão dando um grande espaço ao ex-deputado federal e líder supremo do PL, Valdemar Costa Neto, que é de Mogi das Cruzes onde no inicio de sua carreira política ficou conhecido como Boy.

Os holofotes estão voltados para Costa Neto principalmente em razão do ingresso do presidente Jair Bolsonaro no partido (a filiação será no dia 22) para disputar a reeleição à presidência no ano que vem.

O que chama a atenção são os conteúdos das reportagens. Tais matérias que apresentam um perfil e o currículo de Costa Neto mais parecem o roteiro de um filme da máfia ou algo assim.

Como Valdemar conseguiu ficar afastado da imprensa nos últimos 10 anos, a leitura (para quem já conhece as histórias) sobre as proezas de Costa Neto ainda consegue impactar pelo conjunto da obra.

Quem não conhecia a trajetória de Boy certamente ficou ou ficará espantado com o currículo do novo chefe partidário de Bolsonaro e não terá outra opção a não ser ficar estarrecido também com a escolha do presidente pelo PL.

De acordo com a grande imprensa, Valdemar Costa Neto  é um administrador de empresas e político brasileiro filiado ao  Partido Liberal desde 2000.

Costa foi eleito e reeleito Deputado Federal por seis vezes e renunciou ao cargo em 2005 e em 2013.

Além disso, o atual presidente do PL envolveu-se nos escândalos do Mensalão, Lava Jato e Operação Porto Seguro, sendo condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Mensalão

O presidente do PL foi julgado e condenado no escândalo do mensalão a sete anos e dez meses de prisão.

Cumpriu pena em regime semiaberto e aberto e o resto em casa, usando tornozeleiras. Além disso, ele também recebeu uma multa de 1,6 milhão de reais.

Em 2015, recebeu indulto do STF e no ano seguinte o ministro do STF Luís Roberto Barroso, concedeu liberdade a Valdemar Costa Neto.

Operação Porto Seguro

No ano 2013, Valdemar foi investigado na Operação Porto Seguro, descoberta em 2012.

A operação revelou que o político estava envolvido em um suposto esquema de fraudes em pareceres técnicos e em agências reguladoras e órgãos federais.

Ademais, o procurador Roberto Gurgel acusou o parlamentar de patrocinar interesses privados perante a administração pública.

Costa Neto também teve seu nome citado nas investigações da Lava Jato. A próxima proeza será a filiação de Bolsonaro. Aqui jaz o Brasil.