Sem revelar as necessidades do comércio, ACMC espera apoio do governo mogiano para a retomada
Para a vice-presidente da Associação Comercial, Fádua Sleiman, é muito importante a atuação da nova equipe municipal com as entidades para identificar as maiores fragilidades do setor e definir ações conjuntas/ Foto: Divulgação
Tenda Atacado

O fortalecimento da atividade comercial, um dos setores mais expressivos da economia mogiana, foi tema central do encontro que a ACMC – Associação Comercial de Mogi das Cruzes participou nesta semana com a equipe do Comitê de Retomada Econômica da prefeitura municipal, coordenado pela vice-prefeita Priscila Yamagami Kähler.

O encontro reuniu representantes da ACMC, Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e do Mogi Shopping. Para a vice-presidente da Associação Comercial, Fádua Sleiman, é muito importante a atuação da nova equipe municipal com as entidades para identificar as maiores fragilidades do setor e definir ações conjuntas.

“Estamos num momento muito difícil, com possibilidade de ainda mais restrições para a atividade comercial em razão da pandemia, e é fundamental que a administração municipal tenha ações para apoiar o comerciante a enfrentar esse período e se preparar para uma retomada. Quem ganha com o fortalecimento das empresas é a cidade, com a melhora do consumo e, respectivamente, geração de mais empregos e renda”, pontuou Fádua Sleiman.

A vice-prefeita adiantou que o apoio na qualificação e a atualização do trabalho realizado nos setores com os novos perfis das relações de consumo serão prioridades nesta atuação em parceria com as entidades, com foco na inovação, na desburocratização e na qualificação.

“Estamos estabelecendo um diálogo com os representantes do comércio para definir as principais ações que serão desenvolvidas”, explicou Priscila.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Gabriel Bastianelli, lembrou ainda que o atual momento requer uma maior atenção com o tema, já que o impacto com as vendas do final de ano já passou e o início de 2021 marcou o final do pagamento do auxílio emergencial, das reduções de jornada e das suspensões temporárias de contratos de trabalho.

A transformação dos hábitos de consumo, a diversificação dos canais de venda  e a ação do cliente cada vez mais voltada para a busca de uma “experiência” de consumo ao invés da compra em si, são pontos que também serão abordados nas ações a serem desenvolvidas.

“Há uma necessidade em apoiar os lojistas, comerciantes e prestadores de serviços para qualificação. Também é importante ajudá-los a desenvolverem seus negócios, nos ambientes offline e online, preparando mão de obra que seja versátil e comprometida com esta visão e necessidade”, concluiu o secretário.