ACMC cobra plano de retomada para “não essenciais”. Governo Caio Cunha será sempre e só reativo?
“A contínua penalização do ‘não essencial’ tem gerado danos irreparáveis, empresas estão se endividando, encerrando suas atividades, gerando desemprego e precarizando o poder de compra", argumenta a presidente da ACMC, Fádua Sleiman/ Foto: Divulgação
Prefeitura de Guararema

A direção da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) quer uma reunião com a equipe da prefeitura para estabelecer um plano de retomada para os estabelecimentos classificados como “não essenciais” no Plano São Paulo.

O objetivo é minimizar os danos e possibilitar a sobrevida de grande parte do comércio, que está há meses com as portas fechadas, enquanto outros segmentos continuam a atuar.

Um ofício com essa solicitação foi enviado ao prefeito Caio Cunha na manhã desta quinta-feira, 15, e a expectativa é de que representantes da entidade sejam convocados para discutir com a equipe municipal estratégias que possibilitem a retomada das atividades das lojas de roupas, calçados, móveis e outros segmentos impedidos de funcionar atualmente.

“A contínua penalização do ‘não essencial’ tem gerado danos irreparáveis, empresas estão se endividando, encerrando suas atividades, gerando desemprego e precarizando o poder de compra. Outro agravante é a concorrência desigual, já que os estabelecimentos considerados essenciais, muitas vezes, acabam vendendo os mesmos produtos que os ‘não essenciais’ estão impedidos de comercializar”, argumenta a presidente da ACMC, Fádua Sleiman, ao destacar ainda a crescente expansão do mercado virtual e o impacto no modelo de negócios.

“As vendas online são um segmento importante, mas que crescem artificialmente em decorrência do impedimento do comércio presencial, o que impacta, especialmente as micro e pequenas empresas”, avalia a dirigente.

O pleito da ACMC é de abertura de diálogo para buscar soluções para conciliar as ações de combate à pandemia com a sobrevivência dos comércios, empregos e economia.

Entre as sugestões a serem apresentadas estão o horário escalonado de abertura e funcionamento das atividades, campanha de conscientização do consumidor e da população e colaboração no programa de vacinação.

Esses são considerados pontos de partida para permitir a abertura do comércio, sem colocar em risco a saúde.

Segundo a direção da ACMC, neste mais um ano de medidas restritivas, o comércio sofreu impactos negativos, especialmente, aqueles considerados “não essenciais”, como se fossem os responsáveis pelo aumento de contaminação.

“Com a experiência de manter os estabelecimentos essenciais abertos e nos períodos em que os ‘não essenciais’ puderam operar, sabemos que este não é o fator que gerou o aumento de casos e que está mais ligado às aglomerações em eventos clandestinos, o relaxamento no uso de máscaras, das medidas de distanciamento social e da própria mutação do vírus. Desde o início da pandemia o comércio tem seguido protocolos sanitários rígidos para garantir a segurança tanto dos clientes quanto dos colaboradores. O setor investiu para se adaptar a todas as recomendações vigentes e não pode continuar a ser penalizado”, conclui a presidente Fádua Sleiman.

A prefeitura de Mogi será questionada sobre o assunto nesta sexta-feira, 16.