A previsão inicial era que a obra do Corredor Metropolitano Alto Tietê interligando Ferraz de Vasconcelos até Arujá seria entregue entre 2014 e 2015 pelo governo estadual, porém, até a presente data a rodovia não saiu do papel. Por isso, o vereador Alexandre Barboza dos Santos (PDT), o Professor Xandão resolveu fazer um requerimento a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) pedindo informações sobre o processo de licitação e quando terá início os serviços.

Além disso, no documento aprovado, por unanimidade, na sessão ordinária, na segunda-feira, dia 21, o vereador expõe sua preocupação em nome de moradores da região da Vila Santa Margarida que poderão ter os seus imóveis desapropriados para permitir a construção do Corredor Metropolitano Alto Tietê. O trecho em questão afeta principalmente, casas localizadas na Avenida Albino Francisco Figueiredo, na Rua Tito Temporim e adjacências. O assunto será discutido em audiências públicas.

Pelo projeto, o sistema rodoviário terá quase 21 quilômetros de extensão passando ainda por Poá e Itaquaquecetuba. As obras incluem a construção de 25 estações de embarque e desembarque, pontos transferências, de um viaduto em Ferraz de Vasconcelos e de outro em Arujá. O plano prevê também a reforma do Terminal Cidade Kemel, em Poá. Quando estiver em pleno funcionamento, a expectativa é que o Corredor Metropolitano Alto Tietê transporte por dia 80 mil passageiros.

Todo o modelo de transporte deverá custar ao cofre paulista a bagatela de R$650 milhões, segundo cálculo de técnicos da EMTU. Antes, o valor estava estimado em R$400 milhões. Em março do corrente, a empresa apresentou um projeto-piloto da obra ao Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), em Suzano. Na audiência, o Estado culpou a crise econômica pelo atraso no começo dos serviços. Mesmo assim, a EMTU quer iniciar o trecho entre Arujá e Itaquá, em 2018.