Vice-prefeito e secretário de Educação rebate denúncias sobre ação da máfia dos uniformes em Arujá: “100% de legalidade” 

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O vice-prefeito e secretário de Educação em Arujá, Marcio Oliveira (PRB), afirmou nessa terça-feira ao Jornal Oi que não existem irregularidades a atuação de máfias nos processos de compras de uniformes e kits escolares para cerca de dez mil alunos da rede municipal de ensino em Arujá.

Marcio Oliveira esteve na redação do Jornal Oi no final da tarde dessa terça e respondeu a todos os questionamentos da reportagem sobre um suposto direcionamento no processo de compras de uniformes que está em andamento na prefeitura de Arujá.

Na edição do dia 30 o Jornal Oi publicou uma reportagem especial sobre o possível envolvimento entre empresas e prefeituras do Alto Tietê em um esquema de compra de uniformes que poderiam/poderão produzir prejuízos milionários às cidades.

De acordo com denúncias feitas ao jornal nos últimos dias, o esquema estaria baseado principalmente na análise fraudulenta de amostras dos uniformes (camisetas, shorts, tênis e outras peças) de empresas que apresentam o preço mais baixo para vender os uniformes às prefeituras, mas acabam sendo desclassificadas na hora da análise das amostras – isso porque essa comissão de análise já estaria orientada a aprovar as amostras de empresas que seriam do interesse do governo ou de alguém ligado ao determinado governo.

Em síntese foi essa a denúncia feita ao Jornal Oi, sendo que essa ‘ação criminosa’ estaria em curso em várias cidades neste início de 2018, incluindo Arujá.

Denúncia não procede, diz Marcio Oliveira

O secretário de Educação de Arujá afirmou que 28 empresas estão participando dos processos abertos pela prefeitura para compra de uniformes e kits escolares: “São duas atas de preços diferentes e por meio delas vamos comprar uniformes e kits para este ano. Vale lembrar que no ano passado não houve a compra dos uniformes por restrição orçamentária e também porque em 2016 os uniformes chegaram praticamente no final do ano. Esses processos de compras estão totalmente legais e a prova disso é que até o momento não houve qualquer tipo de recurso (administrativo) de qualquer uma das empresas participantes. Isso é uma prova da lisura desse processo. Por outro lado, é preciso deixar bem claro que não sou eu o responsável pela análise da qualidade das amostras. Existe uma comissão dentro da prefeitura que faz esse trabalho e no que se refere a qualidade dos uniformes não é preciso ser uma grande costureira ou alguém com grande especialização para constatar se uma peça de roupa ou um calçado atende ou não as exigências do edital”, argumenta o vice-prefeito arujaense.

Secretário: “Não interfiro nas análises” 

A reportagem do Oi questionou o secretário de Educação de Arujá sobre o ponto central da denúncia, ou seja, sobre a possibilidade de a comissão responsável pela análise das amostras agir de forma premeditada com a finalidade de desclassificar uma empresa (mesmo que está tenha apresentado o melhor preço) e classificar outra com base nas amostras dos tecidos (por que tal empresa seria de gente ligada ao governo): “Não participo desse processo de análise e nem interfiro nisso. Volto a dizer que não existe qualquer recurso nesses processos de compra. A pregoeira da prefeitura de Arujá tem mais de 30 anos de experiência e nunca foi processada. Garanto em 100% a legalidade e seriedade desses processos. E é preciso deixar bem claro que a empresa que se sentir prejudicada pode entrar com recurso administrativo. Pode exigir, em um segundo momento, uma análise mais detalhada das amostras, pode acionar o Tribunal de Contas, pode procurar o Tribunal de Justiça. Os processos de compra exigem preço e qualidade. Não adianta colocar o preço lá embaixo e oferecer produto de má qualidade. Quem oferece preço e qualidade conforme as exigências do edital estão sendo habilitado, quem não atende as exigências do edital está sendo desclassificado. Simples assim”, ressalta Marcio Oliveira.

Uniformes e materiais devem ser entregues em março

O Oi também questionou o vice-prefeito sobre quando os materiais e uniformes poderão ser entregues aos alunos: “Se não houver nenhum tipo de questionamento daqui para frente a nossa expectativa é de iniciar as entregas no início de março”, adianta o secretário de Educação que também falou do esforço que está fazendo para qualificar os profissionais da Secretaria de Educação e melhorar o nível da educação no município que tem cerca de 80 mil habitantes: “É nossa meta transformar a educação de Arujá em referência e para isso estamos buscando parcerias para qualificar os educadores e ainda hoje (30) publicamos uma ata de preços para contratar serviços de manutenção escolar. Não conseguimos fazer essas obras em 2017, mas a partir deste ano, vamos manter os prédios escolares nas melhores condições para professores e alunos. Também é nosso objetivo superar a meta estabelecida para Arujá no Ideb”, acrescenta Marcio Oliveira que ainda mandou um recado aos responsáveis pela denúncia sobre a possível atuação de uma máfia no processo de compra de uniformes nem diversas prefeituras da região – especialmente na de Arujá: “Descobri que em todo o começo de ano acontecem muitas especulações e denúncias inconsistentes sobre irregularidades na compra de uniformes, mas é preciso reforçar que em Arujá todo o processo está transcorrendo dentro da legalidade e é lamentável que empresas e empresários tentem criar factoides e levantem suspeitas sobre quem tenta fazer um trabalho sério e responsável na política como é o meu caso. Tenho dois filhos e eles têm amigos e quando surgem acusações e denúncias falsas muita gente acaba usando isso para nos atacar e denegrir a nossa imagem, mas repito que estamos trabalhando dentro da legalidade e com muita responsabilidade”.

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