Vereadores mogianos questionam critérios do governo para instalar radares
Durante a sessão ordinária desta terça-feira vários vereadores usaram a palavra para questionar a falta de critérios do governo mogiano/ Foto: Glaucia Paulino/Oi Diário
Prefeitura de Mogi

Por meio da Moção 36/2018, assinada por 21 vereadores, a Câmara de Mogi das Cruzes fez um apelo ao prefeito Marcus Melo (PSDB) para que determine a suspensão imediata da emissão de multas nos trinta e cinco locais que serão monitorados por radares móveis, a partir de 1º de agosto de 2018.

Esses novos radares, de acordo com o site da prefeitura, serão instalados nos seguintes locais: avenida Japão; avenida Prefeito Carlos Alberto Lopes; rua Cabo Diogo Oliver; avenida Cavalheiro Nami Jafet; avenida Engenheiro Miguel Gemma; avenida Fernando Costa; avenida Guilherme George, avenida Prefeito Francisco Ribeiro Nogueira; Rodovia Mogi-Dutra; avenida Tenente Onofre Rodrigues de Aguiar; avenida Shozo Sakai; avenida Doutor Álvaro de Campos Carneiro; avenida Francisco Ferreira Lopes; avenida Francisco Rodrigues Filho; avenida Júlio Simões e estrada Joel Hermenegildo Barbieri.

Os vereadores, no documento apresentado, também criticaram as situações das quais chamaram de pegadinha. “Devemos ainda salientar que em sua grande maioria os denominados radares móveis ficam escondidos após uma curva, atrás de postes, árvores ou arbustos, ou seja, contribuindo para os famosos comentários da indústria da multa”.

Diegão Martins (MDB), um dos que assinou o documento, usou a tribuna para protestar contra a medida. “É uma medida que onera o bolso dos mogianos e não cumpre sua função, que é educar o cidadão”, afirmou.

Durante a sessão ordinária desta terça-feira vários vereadores usaram a palavra (além de Diegão) para questionar a falta de critérios do governo mogiano para fazer a instalação e definir o limite de velocidade em cada um dos locais onde os radares estão sendo colocados.

Por outro lado, os vereadores também criticaram a falta de investimentos da prefeitura em campanhas educativas que deveriam ser colocadas em prática com recursos arrecadados pelas multas aplicadas aos motoristas infratores.

De acordo com os parlamentares, em 2017, a prefeitura teria arrecadado R$ 15 milhões com a aplicação de multa e investido (desse valor) apenas R$ 180 mil em campanhas de conscientização dos motoristas.

Prefeitura alerta motoristas sobre novos pontos de fiscalização 

A prefeitura de Mogi está iniciando mais uma etapa do trabalho de informação aos mogianos sobre as vias que receberão novos pontos de fiscalização eletrônica e de conscientização dos motoristas sobre o perigo do excesso de velocidade.

Até o dia 1º de agosto, os motoristas que passarem acima da velocidade permitida nos locais que estão sendo monitorados por equipamentos estáticos, popularmente conhecido como radares móveis, receberão cartas educativas.

É importante lembrar que os pontos de fiscalização eletrônica com radares móveis já existentes continuam operando normalmente e emitindo autuações. O mesmo acontece com os equipamentos fixos e barreiras eletrônicas.

“Pela primeira vez, estamos realizando esta campanha educativa em locais que receberão fiscalização eletrônica. É uma determinação do prefeito Marcus Melo que o procedimento seja feito da forma mais transparente e os locais ainda receberão reforço na sinalização com faixas”, destacou o secretário municipal de Transportes, José Luiz Freire de Almeida.

Ao todo, 35 novos pontos de 16 ruas e avenidas da cidade estão sendo monitorados pela Secretaria Municipal de Transportes desde o mês de maio.

Os locais foram definidos após análise técnica da Secretaria Municipal de Transportes sobre os riscos de acidentes existente nas vias e o comportamento dos motoristas. As autuações nestes pontos começam a ser emitidas em 1º de agosto.

“A função da fiscalização eletrônica, antes de tudo, é de prevenção de acidentes e educação do motorista. Por isso, neste primeiro momento, os motoristas que passarem acima do limite receberão uma carta explicando a localização do ponto de fiscalização e o perigo que o excesso de velocidade causa, principalmente para os pedestres”, explicou o secretário municipal de Transportes.

O secretário lembrou que a maior parte dos acidentes graves acontece devido ao excesso de velocidade. De acordo com estudos internacionais, o risco de morte de um pedestre atingido por um veículo que transita a 30 km/h é de 5%.

O índice sobre para 45% caso a velocidade do veículo seja de 50 km/h, para 80% na velocidade de 60 km/h e chega a 100% quando o veículo transitando a 80 km/h atinge um pedestre.

José Luiz Freire Ele esclareceu ainda a queixa de muitos motoristas de que os radares estáticos ficam escondidos atrás de postes, árvores ou arbustos. “Isso não existe em Mogi das Cruzes, porque os equipamentos registram a velocidade do veículo de frente. Ou seja, o veículo que está indo em direção ao radar, não depois que ele passa. Muitas vezes, os aparelhos são colocados próximos a postes ou árvores para proteção do equipamento e para evitar, por exemplo, que eles sejam derrubados por algum condutor ao passar. Mas eles não ficam escondidos”, afirmou.