Vereadores mogianos criticam a ganância de donos de postos que aumentaram os preços dos combustíveis
De acordo com os representantes do Legislativo, muitos comerciantes teriam se aproveitado da greve dos caminhoneiros e na crise de abastecimento para aumentar sem motivos o preço dos combustíveis / Foto: Glaucia Paulino/ Oi Diário
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Na sessão ordinária da Câmara de Mogi, realizada nesta terça-feira, 5, diversos vereadores criticaram e denunciaram os abusos praticados nos últimos dias por donos de postos de gasolina na cidade.

De acordo com os representantes do Legislativo, muitos comerciantes teriam se aproveitado da greve dos caminhoneiros e na crise de abastecimento, que ocorrerem no final de maio, para aumentar sem motivos o preço da gasolina, óleo diesel e do etanol.

Na avaliação de alguns parlamentares, os donos de postos estariam tentando compensar o desconto de R$ 46 centavos do óleo diesel cobrando mais caro por outros combustíveis.

O vereador Carlos Evaristo (DEM) garantiu ter notas fiscais que comprovariam a prática de preços abusivos: “É lamentável que donos de postos de gasolina estejam se aproveitando dessa situação (crise dos caminhoneiros) para cobrar agora um preço mais alto do que estava sendo cobrado antes da greve dos caminhoneiros. É um absurdo e gostaria de acionar a Comissão dos Direitos dos Consumidores dessa Câmara e o Procon para coibir esses abusos. Muitos criticam e atacam os políticos, mas esse comportamento dos empresários é inaceitável”, ressaltou Carlos Evaristo que teve apoio dos vereadores Otto Resende (PSD), Emerson Hong (PR) e Diego Amorim Martins, o Diegão (MDB).

O vereador Diegão afirmou que pretende promover, por meio da Comissão de Direitos do Consumidor, uma blitz em postos de combustível de Mogi com o objetivo de constatar/confirmar a prática de preços abusivos contras os consumidores.

Diegão ressaltou que foi vítima de cobrança abusiva em um posto do distrito de Braz Cubas: “Não tive dúvidas e acionei o Procon. Vamos fazer essa fiscalização e denunciar as irregularidades. A lei prevê multas de até R$ 9 milhões para quem praticar abusos”, complementou o vereador do MDB.