Vereadores devem abrir investigação contra o ‘prefeito aloprado’. Sessão desta sexta promete ‘barraco’
13 vereadores vão ler e analisar as informações do inquérito pelo MP sobre o possível enriquecimento ilícito de Jarbas e as imagens onde o prefeito aparece dando dinheiro para três vereadores/ Foto: Divulgação
Prefeitura de Mogi das Cruzes

Está marcada para às 15 horas desta sexta-feira, 24, o início da sessão extraordinária da Câmara de vereadores em Biritiba Mirim.

Nesta sessão os 13 vereadores vão ler e analisar as informações do inquérito elaborado/finalizado pelo Ministério Público sobre o possível enriquecimento ilícito do prefeito Jarbas Ezequiel (PV) e as imagens onde o prefeito aparece dando dinheiro para três vereadores – que desde o início do mandato de Jarbas (em janeiro de 2017) sempre votaram de acordo com as orientações e ordens do prefeito.

A sessão tem tudo para ser bastante concorrida e agitada porque os três vereadores suspeitos de receber mesada do prefeito Jarbas deverão participar da sessão, mas ao que tudo indica a mesa diretiva do Legislativo deverá pedir o afastamento dos três vereadores e, neste caso, os suplentes poderão garantir à oposição ao prefeito o número de votos necessários (ao menos 9) para a abertura de uma CEI ou CP que poderá resultar na cassação do mandato de Jarbas Ezequiel.

As imagens comprometedoras

As imagens onde o prefeito promove a sessão ‘quem quer dinheiro’ foram gravadas em janeiro. Segundo o Ministério Público, elas mostram o prefeito de Biritiba Mirim. Ao lado dele está o vereador Eduardo Melo (DEM).

Já em outro ângulo aparecem os vereadores José Rodrigues Lares conhecido como “Zé do Brejo” (PV) e Paulo Rogério dos Santos, o “Paulinho da Júlio” (PTB). Em certo momento, o prefeito se levanta, pega uma sacola de papel e começa a distribuir maços de dinheiro. Essas imagens já foram visualizadas milhares de vezes em Biritiba e cidades da região.

Em abril deste ano, uma votação na comissão especial de inquérito da Câmara Municipal de Biritiba Mirim votou pelo arquivamento de uma investigação contra o prefeito por irregularidades em contratos na área de saúde. A comissão pedia a cassação do prefeito por improbidade administrativa.

Desde novembro do ano passado, o Ministério Público investiga os contratos da área de saúde do município assinados pelo prefeito de Biritiba Mirim. Na gestão passada, o valor desses contratos era de R$ 5 milhões.

Segundo o MP, depois que Jarbas Ezequiel assumiu o cargo, passaram para R$ 10,7 milhões. No mês passado o Poder Judiciário determinou o afastamento de Jarbas do cargo e aplicou uma multa ao prefeito pelo fato de ele ter colocado no comando da Secretaria de Governo da prefeitura um ‘parceiro’ que já tinha condenação por envolvimento com o crime organizado.

Por tudo isso, a sessão na Câmara desta sexta-feira, deverá ser bastante tumultuada.