Em agenda com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Maurício Brusadin nesta segunda-feira, dia 5, em São Paulo, o deputado estadual André do Prado afirmou que o Governo do Estado precisa ser parceiro das cidades do Alto Tietê em relação à disposição final dos resíduos sólidos produzidos na região. Os prefeitos Vanderlon Gomes (Salesópolis) e Fábia Porto (Santa Isabel), além de secretários municipais participaram da reunião.

O encontro, que reunião representantes do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), foi pautado em um assunto complexo e que precisa ser discutido, afirma o parlamentar. “Por mais que seja algo difícil e complexo, os municípios têm que debater a questão dos resíduos sólidos. Há um empenho por parte dos prefeitos e secretários por um plano ou projeto regional. O Estado tem que participar deste processo de busca por uma solução porque tem o controle das diretrizes de preservação locais”, comentou André do Prado.

O descarte correto dos resíduos é preocupação antiga dos municípios do Alto Tietê. Os valores para transporte até aterros autorizados pela Cetesb no interior são elevados e oneram os cofres das pequenas cidades. Conforme observou o prefeito Vanderlon, o Consórcio pede a implantação de um projeto que encontre uma forma de tratar os resíduos na região, de forma ecologicamente correta, o que poria fim às viagens para aterrar material longe da região. “Conversando com o deputado André, que nos acompanhou nesta reunião, disse que uma solução local, que não impacte nossa região, que tem predominância de área de proteção, nos ajudaria de várias formas, inclusive financeiramente”, disse.

O secretário explicou que o Estado está interessado em ajudar a definir estratégias para o descarte correto dos resíduos. “É um debate constante a ser feito com os municípios até a definição do modelo ideal e que possa gerar até um retorno às cidades”, avaliou.

 

Prejuízo: o povo paga a conta

 Estudos apresentados no ano passado revelaram que as prefeituras da região do Alto Tietê gastam cerca de R$ 50 milhões/ano para exportar (ou seja para levar o lixo da região à outras aterros do Vale Paraíba, Guarulhos e SP). Os prefeitos reclamam que faltam recursos para investimentos mas seguem sem cobrar do governo do Estado e do Condemat, ações efetivas para  redução dos gastos com o transporte e tratamento do lixo.