Taxa Selic cai, mas juros reais seguem ‘indecentes’ no Brasil

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu mais uma vez, agora para 7% ao ano, a taxa básica de juros da economia. Nominalmente, trata-se da menor Selic desde 1986, ou uma queda de 7,25 pontos porcentuais desde outubro de 2016, quando o BC iniciou a trajetória de queda da taxa.

Comemorado pelo governo Temer, o corte é usado para avalizar uma política econômica que, na visão de sua equipe, poderia estimular o investimento e a recuperação da economia. Quando pensamos em juros reais, porém, o corte é bem menos expressivo é o que destaca reportagem assinada por Dimalice Nunes no site da revista Carta Capital.

Juros reais são aqueles que descontam a inflação do preço do dinheiro e, por isso, são uma medida muito mais fiel para entender o peso dos juros nas operações de crédito.

Vale para o crédito contratado para uma empresa investir, vale para o cheque especial, ou para qualquer outro tipo de contratação feita nas instituições financeiras.

 

Inflação pelo IPCA

A inflação medida pelo IPCA nos últimos 12 meses até outubro, dado mais recente disponível, atingiu 2,7%.

Com a atual Selic, a taxa real é de 4,19%. Em outubro, com a mesma inflação e a taxa ainda sem o último corte, os juros reais estavam em 4,67%. Em outubro de 2016, com a Selic ainda em 14,25%, a inflação estava em 7,87% em 12 meses. Com isso, os juros reais eram de 5,91% ao ano. Taxa básica alta, então, não significa, necessariamente, juros reais elevados na mesma proporção. Tudo depende da inflação.

Como avalia Emilio Chernavsky, doutor em economia pela USP, em recente artigo para o BrasilDebate, não faz sentido comemorar uma taxa real superior a 4% quando as taxas internacionais são muito menores, quando não negativas.

 


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