Taxa de mortalidade infantil em Suzano cai 29% entre 2016 e 2017
Enquanto em 2016 a cidade havia contabilizado 15,48 mortes por mil bebês nascidos vivos, em 2017, primeiro ano do atual governo municipal, esse número diminuiu para 10,97 / Foto: Irineu Junior/Secop Suzano
Prefeitura de Suzano Refis

A taxa de mortalidade infantil registrada em Suzano caiu 29,13% na comparação entre 2016 e 2017. A informação é do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), órgão federal que computou dados do Sistema de Informação de Nascidos Vivos (Sinasc) e do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM). Enquanto em 2016 a cidade havia contabilizado 15,48 mortes por mil bebês nascidos vivos, em 2017, primeiro ano do atual governo municipal, esse número diminuiu para 10,97.

Informações mais atualizadas sobre as taxas no País e no Estado de São Paulo ainda não foram divulgadas. No entanto, em 2016, a média nacional foi de 12,9, segundo o DataSUS. Já a média paulista ficou em 10,9, conforme levantamento da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Quanto aos números locais, eles se referem aos partos de mães residentes em Suzano realizados em todos os hospitais de ocorrência no município, incluindo a Santa Casa de Misericórdia – que está sob administração da prefeitura – e maternidades particulares.

Entre as ações que resultaram em um índice menor estão: contratação de ginecologistas, obstetras e neonatologistas; capacitação da equipe de Atenção Básica pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), referente aos óbitos infantis com broncoaspiração alimentar (engasgo); garantia de medicamentos para as principais patologias do período gestacional; agilidade do Laboratório Municipal para envio de resultados de exames de pré-natal; encontros de sensibilização e capacitação para controle da sífilis congênita e adquirida; reuniões mensais para discussão de protocolos e investigação de óbitos pelos grupos técnicos; busca ativa de gestantes faltosas pelos postos de saúde; cobertura vacinal acima de 90% para crianças menores de um ano; e imunização das grávidas contra gripe, tétano, difteria, coqueluche e hepatite.

“A queda na taxa que constatamos é uma questão de gestão, de ações importantes executadas na cidade. Claro que ainda não é o ideal, queremos que seja uma taxa cada vez menor, mas estamos em um caminho rumo a resultados sempre melhores, que garantam continuamente segurança às gestantes e aos seus bebês”, comentou o secretário municipal de Saúde, Luis Claudio Guillaumon.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de mortalidade infantil é um dos principais indicadores para a realização de ações pelo Poder Público. Por meio dela, é possível refletir e avaliar não apenas a saúde infantil, mas também as condições de vida da população. O índice é calculado dividindo o número de óbitos de menores de um ano de idade pela quantidade de nascidos vivos e multiplicando por mil.