Suzano no centro das decisões políticas do Estado de SP. Ashiuchi destaca o protagonismo da cidade nesta eleição
Paulo Skaf escolheu a escola modelo do Sesi recém-inaugurada em Suzano para declarar o seu apoio ao candidato Márcio França/ Foto: Divulgação

Pouco antes do encontro entre Paulo Skaf e Márcio França nas dependências da escola do Sesi no Jardim Imperador, o prefeito de Suzano e presidente do Condemat, Rodrigo Ashiuchi (PR) falou com exclusividade ao Jornal Oi Diário sobre a importância do evento (no caso o anúncio do apoio de Skaf para França) ser realizado em Suzano.

“Trata-se de um dia histórico para Suzano e para a política em nosso Estado. É muito gratificante constatar que a credibilidade e os resultados do nosso trabalho (no comando da Prefeitura) garante a cidade o papel de protagonista em decisões que normalmente só eram tomadas em reuniões promovidas na Capital. Importante lembrar que até poucos anos, o governador e lideranças do Estado nem queriam vir para Suzano por causa do estado de irrelevância (politica) em que se encontrava a nossa cidade”, avaliou Ashiuchi sem esconder sua ansiedade pela chegada de Skaf e Márcio França na unidade escolar que atende cerca de mil alunos.

O prefeito de Suzano e presidente do Condemat reafirmou a sua convicção de que Márcio França (no caso de ser reeleito) será um grande gestor para Suzano, o Alto Tietê e ao Estado de São Paulo.

“O governador Márcio França é um homem de palavra e isso é fundamental. Nós o apoiamos quando ele tinha apenas dois pontos nas pesquisas para o governo de SP e ele chegou ao segundo turno porque cumpriu as promessas que fez aos prefeitos logo que assumiu o comando do governo paulista e fará muito mais caso seja eleito no segundo turno”, sustentou o prefeito.

Ashiuchi também avaliou positivamente a parceria política firmada entre Skaf e Márcio França. Segundo ele existem semelhanças importantes entre as propostas de governo de ambos e que na área da Educação, o ex-candidato do MDB poderá influenciar positivamente o plano de governo de Márcio França.

França reconhece o esforço do prefeito suzanense para o sucesso de sua campanha

Durante a entrevista coletiva concedida por Paulo Skaf e Márcio França no final da manhã de ontem (quando confirmaram a parceria entre ambos para a votação do próximo dia 28) a reportagem do Oi Diário questionou o governador/candidato sobre o trabalho desenvolvido pelo grupo político do prefeito Rodrigo Ashiuchi em benefício de sua campanha.

França observou que o comprometimento do prefeito suzanense foi decisivo para o crescimento de sua campanha na região do Alto Tietê. “O apoio e o trabalho incansável do prefeito de Suzano para levar nossa mensagem para toda essa região foram muito importantes para o sucesso de nossa caminhada até aqui e vamos seguir em frente”, ressaltou Márcio França.

Skaf declara apoio para França na ‘guerra’ contra Doria. Ambos rejeitam o PT e flertam com Bolsonaro

Paulo Skaf (MDB), terceiro colocado na eleição para o governo do Estado de São Paulo, escolheu a escola modelo do Sesi recém-inaugurada em Suzano para declarar o seu apoio ao candidato do PSB, Márcio França, que o derrotou por uma margem muito pequena de votos no primeiro turno da eleição.

O evento contou a participação de dezenas de lideranças políticas, empresariais e da sociedade civil e marcou, segundo as avaliação dos principais apoiadores de Márcio França, uma nova arrancada que culminará com uma vitória histórica (no caso de ela se confirmar) na votação do 2º tuno no dia 28, contra o candidato João Doria (PSDB ) que venceu o 1º turno da eleição com uma diferença de mais de dois milhões de votos tanto para o segundo quanto para o terceiro colocado.

“Eu tenho uma preocupação com a educação.O Márcio França tem esse compromisso comigo de levar educação de qualidade para as escolas públicas de São Paulo. O Estado não pode esperar mais quatro anos para melhorar o ensino. E essa razão é o grande motivo de estarmos juntos. “Márcio França afirmou que o objetivo é melhorar as escolas estaduais e prometeu se inspirar no modelo do Sesi. O grande desafio da gente é conseguir fazer isso para todo mundo, né, fazer esse padrão que possa ser para todo mundo”.

Com relação as críticas que fez sobre a cobrança de taxa do Sesi, França lembrou que a escola pública gratuita é direito constitucional.

“Ele sabia que a escola pública não pode ser cobrada, evidentemente. Mas nós vamos daqui para frente juntar os nossos esforços, a experiência que ele tem, que não é pequena, é de muitos anos, com uma rede pública que é enorme, mais de 3,5 milhões de alunos no estado. Claro que com muito mais dificuldade, porque a gente tem que estar em todos os lugares, enfim, e em especial porque nós temos muitas escolas com qualidade. Mas esse padrão, de prédios físicos, de estrutura tecnológica, por exemplo, que tem no Sesi, ele pode fazer convênios com a gente e ceder um pouco desse conhecimento que ele acumulou, que o Sesi acumulou”.

Sobre o apoio de Skaf, França afirmou que foi uma questão de lealdade. “Quando a primeira vez que ele entrou na vida pública, do ponto de vista eleitoral, foi um convite meu. A gente tem essa relação de amizade, que tem a ver com sinceridade”, disse o candidato.

França também afirmou que houve conversas para uma aliança inclusive antes da campanha eleitoral. O candidato do PSB ainda afirmou que se tivesse ficado de fora do segundo turno apoiaria Skaf.

Tucano sob fogo: “Se alguém tem dúvida sobre o caráter do Doria, pergunta ao Alckmin”

O candidato Doria foi duramente criticado tanto por França quanto por Skaf durante a conversa com os jornalistas. “Se alguém tem dúvida sobre o caráter do Doria, pergunta ao Alckmin”, disse Skaf.

“Em relação ao João Doria, independente da afinidade de projetos, o governador tem que ter personalidade, tem que ter caráter, tem que ter palavra. Nele não podemos confiar em nada. E na minha opinião, quando eu penso sobre isso, eu não tive a menor dúvida a minha escolha, que foi Márcio França”, disse Skaf.

Márcio França afirmou que Doria não sabe manter amizades. “Por que é que alguém cria vínculos e desfaz tão depressa? Alguma coisa tem. O gesto, a fala do governador Alckmin, foi uma fala de alguém que se sentiu de alguma forma traído e que se sentiu assim humilhado.

Sobre a disputa para presidente, quando questionado se a sua vice, a coronel Eliane Nikoluk, traria eleitores de Bolsonaro, Márcio França afirmou que se comprometeu a não apoiar o PT e ainda disse que não vota no partido.

“Desde o início, ela falou: olha, a minha afinidade é com o Bolsonaro. Eu sabia que ela tinha essa afinidade e pediu uma coisa apenas: eu quando a convidei, ela falou: ‘você me garante que você não vai com o PT?’. Eu disse, ‘olha coronel, eu não vou com o PT porque nós vamos com o Alckmin. Desde o início eu falei que iria pela lealdade e competência. Eu dei minha palavra e vocês sabem a minha palavra está dada”, disse França.

‘Por exclusão, voto em Márcio França’, diz o Major Olímpio

Principal aliado de Jair Bolsonaro (PSL) em São Paulo, o deputado federal Major Olímpio, presidente do partido no Estado e eleito senador no domingo, disse ao Estadão/Broadcast que vai votar em Márcio França (PSB) no segundo turno da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

“Eu não alimento meu carrasco. Não subo no palanque do PSDB. Por exclusão, vou votar em Márcio França”, disse Olímpio. Ainda segundo o dirigente do PSL, o partido decidiu ficar neutro na disputa estadual e liberou seus militantes. “Não vamos entrar em lutas domésticas. O PSL liberou inclusive nos Estados onde está no segundo turno. Nosso foco é a campanha do Jair Bolsonaro”.

Olímpio cresceu na reta final da campanha e ficou com a 1ª das duas vagas de SP no Senado Federal.