Suzano e Columbine: o que os massacres em escolas têm em comum
Uma preocupação agora é que casos como esse tenham consequências como o conhecido “Efeito Columbine”, o aumento dos tiroteios em escolas por imitação de casos reais ou de ficção/ Foto: Divulgação
Prefeitura de Mogi das Cruzes

O Jornal Oi Diário reproduz uma reportagem do portal Gazeta do Povo onde se assemelha a tragédia ocorrida em Suzano na manhã dessa quarta-feira, 13, com o famoso massacre de Columbine, no estado do Colorado, nos Estados Unidos, em 1999.

Naquela oportunidade dois estudantes prepararam, em ação cinematográfica, uma vingança após sofrerem anos de bullying, deixando 13 mortos e 27 feridos.

Não se sabe ainda o que levou dois atiradores de 17 e 25 anos a disparar contra dezenas de pessoas na Escola Estadual Raul Brasil causando a morte de, pelo menos, dez pessoas.
Testemunhas da tragédia relataram que os autores dos tiros eram ex-estudantes da instituição e pareciam querer se vingar de professores e funcionários.

Nada disso está oficialmente confirmado, mas é muito provável que a tragédia em Suzano tenha sido inspirada no famoso massacre de Columbine.

O cenário, as armas utilizadas e o suicídio final são similares ao tiroteio ocorrido na Columbine High School , escola de ensino médio dos Estados Unidos, localizada em Columbine, no estado do Colorado, em 20 de abril de 1999.

Na época, dois alunos da escola, Eric Harris e Dylan Klebold, mataram doze estudantes, um professor e feriram 27 pessoas, em um ataque planejado muito tempo antes – eles esconderam 99 explosivos na escola. Com o uso de bombas e espingardas, os dois percorreram por quase uma hora as salas da escola atirando até cometer suicídio.

Em Suzano, o traje utilizado pelos atiradores sugere que eles possam ter sido influenciados pela série American Horror Story, no episódio inspirado no massacre de Columbine.

Efeito Columbine

Uma preocupação agora é que casos como esse tenham consequências como o conhecido “Efeito Columbine”, o aumento dos tiroteios em escolas por imitação de casos reais ou de ficção.

“Pesquisas mostram que se tornar famoso é um dos objetivos mais importantes para essa geração”, disse Adam Lankford, pesquisador e professor de justiça criminal na Universidade do Alabama, em entrevista para a Gazeta do Povo em 2017.

“Não há dúvida de que existe uma associação entre a cobertura da mídia recebida por esses atiradores e a probabilidade de eles agirem”, diz ele.