Solidarizemos
Inauguro este recinto, então, com um tema que me é muito caro, pois me move e me fortalece todos os dias: a solidariedade/ Foto: Divulgação/PMMC

É com um grande senso de responsabilidade e também de agradecimento que aceito o convite do portal Oi Diário para integrar este incrível time de articulistas. Ter um espaço para debater temas relevantes é uma oportunidade irrecusável, ainda mais nos tempos turbulentos em que vivemos.

Inauguro este recinto, então, com um tema que me é muito caro, pois me move e me fortalece todos os dias: a solidariedade.

Alguém já parou para se questionar o que significa, de fato, solidariedade? Juridicamente, é o compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas às outras e cada uma delas a todas. Já na definição mais comum, é um caráter, condição ou estado.

Mas quem vive e respira a solidariedade sabe que ela vai muito além de conceitos. Praticar a solidariedade é algo transformador, que te mostra novas facetas da vida e do ser humano.

Ser solidário dignifica as pessoas e comprova que elas entenderam seu papel no mundo, de contribuir como podem para o bem-estar da família, dos amigos, vizinhos, colegas de trabalhos, comunidades e a cidade como um todo.

Não se trata apenas de doar algo a quem precisa em momentos de aflição. É doar-se o tempo todo, a todos que nos cercam.

Uma comunidade que não propaga a cultura da solidariedade pode se perder no egoísmo e na falta de coletividade. Que tal, então, praticar um pouco de solidariedade todos os dias? Podemos começar devagarinho, com um bom dia sincero, um sorriso largo e despretensioso, a doação daqueles três minutinhos que achávamos que não tínhamos para escutar alguém que precisa ser ouvido.

Trabalhamos o ano todo com ações que disseminam o espírito de solidariedade. E como trabalhamos! No último final de semana, passamos sábado e domingo em um de nossos eventos de arrecadação de recursos, que serão convertidos em brinquedos de Natal para crianças em situação de vulnerabilidade social.

Foi na base de muito suor e empenho, mas, como tudo que carrega o estigma da ajuda ao próximo, valeu muito a pena. Que venha o próximo!

“Karin, você não se cansa?” – às vezes me perguntam. Honestamente, de viver da solidariedade não me canso jamais.