Em uma das palestras mais concorridas do seminário Internacional ‘A Suzano do Amanhã” que está sendo promovida pelo governo e a Secretaria de Planejamento Urbano e de Habitação de Suzano, o arquiteto Gustavo Adolfo Restrepo Lalinde, da Colômbia alertou as autoridades políticas e a população em geral (a cidade tem hoje mais de 270 mil habitantes) sobre o que poderá acontecer com a ‘Cidade das Flores’ até 2040 caso a classe política e a sociedade não invistam de forma séria e efetiva no planejamento do uso do seu solo e também no desenvolvimento econômico e social: “Pelo que li em um livro (da história da cidade) Suzano poderá se transformar até 2040 em uma Medelin com uma taxa de assassinatos de 380 pessoas para cada 100 mil habitantes e com uma superpopulação de mais de dois milhões.

É preciso planejar já o futuro da cidade”, argumentou o arquiteto que desenvolve projetos de urbanização e qualificação urbana em cidades da Colômbia (especialmente Medelin) e na Argentina. Restrepo fez a projeção com base nos números do livro que conta a história de Suzano e usou como parâmetro dados da Medelin dos anos de 1980 e 1990, quando essa cidade ficou famosa em todo o mundo por conta da violência produzida pelo narcotráfico.

Nos últimos 20 anos Medelin passou por um processo que a transformou em referência (case de sucesso) às cidades que pretendem melhorar a sua infraestrutura, oferecer qualidade de vida aos seus moradores e tornar-se sustentável e atraente para novos investimentos. Restrepo afirmou ainda que a transformação de uma cidade exige a continuidade (por no mínimo 20 anos) de um mesmo projeto de construção de cidade e de cidadania.

O arquiteto garantiu que em Medelin e em outras cidades da América Latina os políticos teriam conseguido superar as diferenças partidárias e mantiveram um mesmo projeto por ao menos duas décadas e essa vontade política (aliada ao sentimento de cidadania por parte da sociedade – construída com transparência, diálogo e responsabilidade pelos governantes) permitiriam o avanço de cidades outrora consideradas inviáveis por conta da pobreza, violência e falta de políticas públicas.

O seminário que segue hoje, 13, na Câmara de Suzano, foi aberto nessa terça-feira pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR).

Governo destaca relevância do evento e o alto nível dos palestrantes

A abertura do seminário, na manhã de ontem, contou com a presença do prefeito Ashiuchi, do vice-prefeito Walmir Pinto (PDT) e de secretários municipais e vereadores. O secretário de Planejamento Elvis Vieira, destacou no início da tarde dessa terça-feira que o evento está sendo de grande importância para que Suzano e região conheça projetos e ações que outras cidades da América Latina desenvolveram com o objetivo de se reconstruírem e transformarem-se em modelo de crescimento e sustentabilidade: “Estamos recebendo representantes de vários cidades e alunos de várias instituições de ensino por causa da relevância do seminário e qualidade dos palestrantes”, argumentou o secretário Elvis.

Seminário debate hoje o impacto do novo Plano Diretor no futuro da cidade

Nesta quarta-feira, 13, o seminário “Suzano do Amanhã” vai tratar, a partir das 9h30, do futuro da cidade tendo como referência o novo Plano Diretor que deve ser enviado até o mês que vem para aprovação dos vereadores. A expectativa é que os alertas e indicações de Restrepo, do arquiteto mexicano Daniel Gonzales e dos professores Marcelo de Mendonça Bernardini e Eduardo Nobre e do doutor em Planejamento Urbano Décio Amadio (todos participaram ontem do evento) contribua para o aperfeiçoamento e enriquecimento do Plano Diretor que deveria ter sido revisado no governo do ex-prefeito Paulo Tokuzumi que, no entanto, preferiu não cumprir com a sua obrigação de atualizar o documento.

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