Sebastião Almeida, candidato a deputado federal ataca Guti – o ‘prefeito menino’ de Guarulhos
Almeida disse ainda que Guti tem outros processos que envolvem suspeita de desvio de recursos públicos/ Foto: Divulgação

A Justiça proibiu o prefeito Gustavo Henric Costa, o Guti (um dos mais jovens prefeitos da Grande-SP e do Estado), de fazer novas contratações emergenciais para gerir o Aterro Municipal de Guarulhos.

A decisão, tomada pelo juiz Rodrigo Telleni de Aguirre Camargo, da 1ª Vara do Fórum de Guarulhos, obriga a prefeitura a realizar licitação para contratar uma empresa para administrar o aterro.

A sentença responde à Ação Popular (processo 1018444-47.2018.8.26.0224) contra a Prefeitura de Guarulhos e a empresa Proactiva Meio Ambiente Brasil LTDA, do grupo francês Veolia, atual administradora do aterro. Esta é a quinta contratação em regime emergencial para a gestão do aterro, ou seja, é a quinta sem o devido processo licitatório.

“A alteração do edital do segundo processo licitatório iniciado e não encerrado causa estranheza, ampliando o objeto da licitação”, afirma o juiz na sentença.

“Isso porque a gestão e implantação não se confundem, não fazendo sentido a inclusão da implantação, ainda mais depois que houve divulgação no site da empresa Veolia, em momento anterior a essa alteração, sobre a possível ampliação do aterro, gerando fortes indícios de licitação direcionada”, completa.

Para Sebastião Almeida, ex-prefeito de Guarulhos, essa situação é a marca da gestão do prefeito Guti. “A decisão do juiz Rodrigo Tellini põe fim a uma gincana de cinco contratações emergências. Ora, contratação emergência só se faz quando existe risco para a população. Mas cinco contratações de emergência seguidas demonstram, na melhor das hipóteses, a incompetência do prefeito em fazer uma licitação. Na pior, a intenção de direcionar a licitação da gestão do aterro, como afirmou o juiz”, afirmou Almeida.

Almeida disse ainda que Guti tem outros processos que envolvem suspeita de desvio de recursos públicos.

“Ele foi acusado pelo seu vice-prefeito de tentar superfaturar contratos da Secretaria de Educação e está sendo acusado de manipular a licitação para a contratação de uma agência de publicidade. Isso sem falar da calamitosa situação do HMU, que não está prestando serviços adequados à população porque a Prefeitura terceirizou a gestão e acumula uma dívida de R$ 30 milhões com a empresa que assumiu o hospital”.